Doce Imortalidade
7 Capítulo 6
Notas iniciais
Aproveitem!
Quando olhei no fundo de seus olhos vermelhos vivos, tive lembranças dolorosas de meu passado.
***
-Não me mate por favor! — Suplicava Cirley Anderijo.
-Eu não irei te matar, se acalme... — James dizia baixinho no ouvido da jovem loura.
Eu estava ali, parada, observando a dor de Cirley, e a "Compaixão" de James Ângelo, o jovem qual se dizia meu amigo até o fim da eternidade, se é que isso existe mesmo.
-Más o que é isso, princesa? — James interrogou Cirley assim que tirou do bolso da mesma um isqueiro azulado como meus olhos.
-Um isqueiro... — Ela sibilou ofegante.
A jovem Cirley estava sob o chão, em cima de uma enorme poça de sangue que escorria de uma ferida que havia em sua perna direita.
Por fim, James perfurou o pescoço da garota loura, e antes mesmo que o sangue suculento da humana indefesa pudesse entrar pela boca do jovem imortal, ele retirou as presas da pele da mesma garota.
Ela gemeu, se debateu, grunhiu, coçou a garganta e feriu meus tímpanos sensíveis. James parecia se divertir com essa coisa toda, mesmo não sabendo quem era Cirley Anderijo.
Eu não sabia o porque dele estar fazendo isso.
Fiquei ali imóvel, apenas observando o comportamento da quase imortal. Depois de duas horas, ela parecia tranquilizar sua consciência, e então parou de berrar descontroladamente.
James me encarou como se pudesse me destruir agora mesmo, com suas próprias mãos.
-Porque você está me olhando assim? — Perguntei com vontade de chorar, mesmo sabendo que isso seria impossível.
-Eu me lembro de seus conselhos, de tudo o que você me disse, mais agora você, tão inútil! Incapaz de guardar em sua mente apenas uma frase que eu te disse no passado! Não posso ficar minha eternidade inteira ao lado de alguém que só se importa com si mesma! — James Ângelo falou alto, frio, e sem piedade.
-Más do que você está falando, James? — Questionei soluçando.
-Viu como você é incapaz? — Ele disse se virando e pegando Cirley nos braços, enquanto ela dormia pela ultima vez em sua vida.
-Você vai me deixar aqui sozinha? — Perguntei tristonha e soluçante.
Ele assentiu com a cabeça e parou de andar, pegando do chão o isqueiro de Cirley.
-Você é quem provocou tudo isso. — Ele disse girando o botão do isqueiro, e o jogando aceso em cima de mim.
O fogo atingiu minhas coxas, que começaram a queimar e derreterem. James saiu me deixando ali no chão, enfraquecida.
Quando minha coxas estavam sendo totalmente derretidas, mergulhei-a em um riacho, apagando as chamas.
Me rastejei pelo chão úmido, ofegante como uma humana. Me salvei da destruição por pouco.
Eu não quero vingança, ou até posso querer, mais o que eu mais quero, é saber o porque dele ter feito isso comigo.
***
-James Ângelo. — Sibilei falhando.
-Victória Mongward! — Ele melodiou meu nome com tanta facilidade.
Eu estava de shorts, e isso facilitou a vista de minha cicatriz de queimadura na coxa esquerda. Fiquei constrangida quando percebi que ele observava a cicatriz atentamente.
Meu sorriso sumiu do rosto quando me lembrei do que ele havia me feito no passado.
Me atirei em cima dele, o derrubando na grama. Fiz força para quebrar um de seus braços, mais ele foi mais veloz, e me jogou em cima de um tronco de árvore caído e repleto de musgo.
Ele rapidamente se sentou em minha frente, puxando para trás minha cabeça, tentando quebra-la. Solucei. Eu era muito sensível aos golpes de um imortal. Chutei a terra que havia em alguns lugares da floresta e do beco que ficava colado com a floresta.
A terra atingiu os olhos de James, fazendo com que ele parece de forçar minha cabeça para ter que esfregar os olhos.
Fui veloz, corri para trás dele, segurando com força seus braços e seu pescoço, pronta para arranca-lo.
-Eu não sou mais a mesma vampira indefesa de antes. — Falei friamente enquanto forçava um pouco seu pescoço para trás.
-Veremos... — Ele disse grunhindo.
James usou sua força para me atirar no chão. Senti meu rosto rachar de leve, isso me fez gemer de dor. Ele me sufocava, e então pisou em meus estomago me fazendo grunhir alto.
-Por quê está fazendo isso comigo James? — Perguntei rápido e soluçante.
-Você deveria saber! — Ele disse fazendo força para me destruir.
-James por favor, não. — Supliquei quando percebi que ele puxava com muita força minha cabeça.
-Você provocou tudo isso, você sabe! — Ele sibilou forçando mais ainda.
-Me deixe falar, prometo que me explicarei... — Pedi, fraca.
Pude ver sua expressão ameaçadora.
Más ele resolveu me ouvir, quando viu que eu forçava lágrimas que não saiam de maneira alguma.
-Vamos para o meu chalé. — Ele disse se levantando e me ajudando a me levantar.
Ele tinha um chalé na cidade? Eu não acredito que eu havia me mudado para o lugar onde ele vivia.
Caminhei agradecida juntamente a ele.
Avistei um pequeno chalé, onde entramos e nos acomodamos.
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