Notas iniciais
Oie :)

O chalé de James era pequeno, simples, confortável e bastante organizado. Senti cheiro de chá de boldo e de feijão quentinho, acho que esse seria a "Janta" dele para hoje.
As vidraças eram arranhadas e embaçadas, quase não era possível ver o que tinha por trás delas, ou melhor, não era possível mesmo.

-Sente-se. — James pediu.

Obedeci, me sentando em cima de uma poltrona preta e aconchegante. Era incrível o fato de como ele havia mudado de pior para melhor, antes, ele era desarrumado, desligado e não dava a mínima importância para organização, agora hoje em dia, ele se superou.

-É... — Foi a única coisa que eu consegui dizer enquanto abria e fechava minha boca, sem palavras alguma para me expressar.
-Se explique! — James exigiu franzindo o cenho. — Você tem apenas uma chance para se explicar, uma chance!
-J-James, a verdade é que eu não sei o que dizer... — Revelei gaguejando.

Ele me olhou furioso, quase se levantando.

-Você sabia de meu segredo. — James disse se referindo ao nosso passado.
-Eu não sabia, e nem sei! — Admiti gritando.
-Você sabia sim Victória! É logico que sabia! Não me faça de idiota! Eu posso ser qualquer coisa, menos idiota! — Ele me respondeu superior.
-Cirley Anderijo! — Gritei. — O que ela tem haver com tudo isso?
-Isso não te interessa! — Ele me respondeu alto e estressado.

Avistei um isqueiro, minha arma ameaçadora. Corri e retirei de cima do centro, o mesmo isqueiro qual eu havia observado. O acendi, apontando a chama para James.

-Ah, mais você vai me dizer! — Ameacei-o. — Pode começar a contar!

Ele me olhou fixamente e assustado.

-Você não irá se lembrar, pois você foi vitima do poder de Abrascover Pescher, ele quis que você esquecesse desse dia, porque ele me odiava, e sabia que um dia eu te cobraria isso! — Ele me contou em um tom alto. — Então ele apagou sua memória, apagou a memória que havia em sua mente sobre o que eu te disse.
-Abrascover Pescher? — Questionei confusa.
-É claro que você também não vai se lembrar dele, já que ele fazia parte de sua memória excluída. — James me disse, em resposta de minha pergunta.

Fiquei surpresa, abismada, confusa, arrependida, entre outras coisas.

-Tem certeza que é isso mesmo? — Interroguei-o.
-Sim. — Ele mentiu.
-Você está mentindo! Eu sei! Conte a verdade! — Ameacei jogar o isqueiro.
-Está bem! — Ele gritou. — Cirley me ameaçou! Ela já havia descoberto sobre nossa imortalidade. E ainda por cima, ela disse que se eu não a transformasse, ela iria contar para o pai dela, e o pai dela iria contratar caçadores e exterminadores de vampiros para acabar com agente!
-Nossa... — Falei, e fiquei boquiaberta.
-E ainda tem mais! Todos os vampiros de nossa espécie tem lembranças das transformações, e é claro que ela também teria! Eu tive que mentir, falar alguma coisa que te afastasse de nós naquele momento, para que você não dissesse nada de mais! Eu te queimei porque sabia que você iria conseguir sair dessa, como você sempre faz! Então fugi com Cirley! — Ele disse, como a verdade vindo a tona.

Eu não acredito! Ele só fez tudo isso para me ajudar e proteger!

-Más... Por quê você foi tão agressivo hoje? — Voltei a interroga-lo.
-Simples! Porque você partiu para cima de mim! Eu apenas me defendi, e tentei destruí-la, já que eu sabia que se você continuasse "Viva", iria me questionar muito! — James me contou estressado. — E se eu te contasse a verdade, você iria querer ir atrás da Cirley!

O encarei com meus olhos azuis, procurando a verdade em seu rosto, e eu encontrei, a mais pura verdade. Ele estava mesmo falando sério, eu senti isso!

-Onde está Cirley? — Perguntei.
-Por favor, não a faça nada, não quero ser o culpado por um desmembramento. — Ele me respondeu cansado.

Assenti com a cabeça. Me retirei do local, o deixando sozinho enquanto refletia.

Notas finais
Kissus.