Doce Imortalidade
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Também peço que não plagiem e digam na descrição da história que foi fruto da criação de vocês, deu muito trabalho para criar, PLÁGIO É CRIME, e você pode até ir preso!
Obs: Eu não quero ter que denunciar ninguém por plágio.
Entardeceu, eu ainda dirigia pelas ruas de Londres e observava a garoa tocar os vidros das janelas do meu belo carro. Resolvi ligar a televisão do meu celular digital, coloquei no jornal da tarde e prestei atenção nas falas.
"Assassino Pitter Durban está a solta aterrorizando as ruas de Londres. Ele não sossegará enquanto não encontrar e matar sua ex-namorada, Deyse Frontter." Dizia a repórter.
Fitei a pequena telinha do meu celular enquanto acelerava o carro. Mostraram a foto de Pitter Durban, um homem de cabelos louros amarronzados, olhos verdes como a grama, moreno, um pouco magro, alto e com manchas de sangue na pele por falta de circulação. Franzi o cenho e revirei os olhos assim que senti minha garganta arranhar de sede.
"Seja forte Victória, você consegue!" Falei baixinho comigo mesma.
Voltei os olhos para a tela, só de olhar para o assassino, já despertava-se uma sede imensa dentro de mim.
Girei o volante todo para o lado esquerdo imediatamente, pisei no acelerador com força sem soltar e atravessei uma floresta. Eu não sabia o que estava fazendo, mais quando eu senti de leve o cheiro forte e tentador que talvez pertencesse á Pitter Durban, me transformei em um ser diferente, um ser que age por impulso, que age pela sede.
Vi um corpo escultural parado em pé, de costas. Um belo corpo moreno e perfumado de sangue. Desci do carro com um sorriso sedutor, como eu sempre fazia.
Ele se virou de imediato com os olhos arregalados.
Em sua mão esquerda havia um revolver calibre 38 daqueles que brilham sem parar de tão novos.
Pitter Durban era bem mais musculoso pessoalmente, acho que se eu não estivesse tão sedenta, e se ele não fosse um assassino tão cruel, até poderíamos dar certo, até poderíamos ser um casal. Mais não.
Ele sorriu galante, isso me deixou sem fôlego, bati a porta do carro fechando-o. Caminhei lentamente em direção do assassino.
-O que você quer?-Ele me perguntou apontando o revólver para mim.
-Sabe o que pode ser mais doloroso que um tiro ou uma facada?-Perguntei angelical.
Ele não respondeu, eu pude sentir sua expressão assustada e questionadora.
-Ter o pescoço perfurado por presas de uma vampira-Falei, em seguida toquei meus lábios nos dele, formando um beijo e então prossegui-Me desculpe, eu não queria...
Antes mesmo que eu terminasse de falar, cravei minhas presas em seu pescoço maciço. Suguei cada vez mais o sangue do assassino.
Seu corpo foi ficando molengo, eu então me inclinei cada vez mais sem tirar as presas dele, quanto mais ele caia no chão, mais eu me agachava para sugar mais sangue dele. Por fim, nenhuma gota de sangue havia sobrado, isso me deixava satisfeita.
Enxuguei minha boca suja de sangue humano na manga de meu casaco.
Girei a chave do carro e abri a porta, entrei correndo e me tranquei por dentro pisando no acelerador. Dirigi novamente pela estrada assim que consegui sair da floresta escura e repleta de sombras. Eu não estava me sentindo muito culpada quanto da ultima vez, pois a minha vitima de hoje foi um assassino! Se fosse uma pessoa inocente, tudo bem né, mais não...
Chegando em frente de minha casa, deixei o carro estacionado na esquina. Desci correndo e entrei desesperada em casa quando percebi que a porta estava apenas encostada. Como pode?
-Reabbly?-Perguntei assustada quando avistei uma mulher muito parecida com a dona do orfanato qual eu vivia na minha infância humana.
-Victória!-Ela disse docemente se dirigindo até mim, depois me abraçou forte.
Eu não acredito que ela veio atrás de mim! Senti o cheiro suculento de seu sangue, isso me deixou com medo de machuca-la.
-Reabbly, eu estou muito ocupada, tenho muitas coisas para fazer!-Dei um murmúrio inseguro e caminhei para a sala pegando vários papeis em cima do centro.
-Eu sei querida, por isso eu estava analisando bem esses papeis e...-Ela nem bem terminou de falar, e eu já a interrompi.
-Reabbly! Você não tem o direito de entrar em minha casa e já sair bisbilhotando minhas coisas!-Eu disse com um tom de voz alto e superior.
-Victoria! Eu sou quase uma mãe para você! Pare com isso!-Ela falou em um tom alto, ainda sim doce.
-É exatamente por isso que você não tem esse direito, você é quase uma mãe para mim, mais não é minha mãe-Murmurei.
Me arrependi de ter dito isso quando avistei seus olhos tristes.
Guardei a minha papelada na gaveta, e me direcionei até a cozinha. Reabbly me seguiu analisando meus passos, e em seguida se escorou na parede.
Acho que não haveria problemas eu ficar perto dela, já que eu acabará de me alimentar...
Abri a geladeira e peguei uma jarra de suco de laranja. Derramei em uma taça de vidro e entreguei a Reabbly, pude ouvir o barulho do suco descendo por sua garganta humana e seca. Isso me deixava atentada, mais mesmo assim aguentei.
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