Doce Imortalidade
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Eu já tive até vontade de excluir essa fanfic, porque quase ninguém comenta, ninguém vai atrás para ver se eu escrevi um novo capitulo.
Aproveitem.
-Reabbly, me desculpe... — Falei melodiando.
-Victória, eu... — A interrompi antes que ela pudesse terminar de falar.
-Não Reabbly, não precisa aceitar minhas desculpas, e nem justificar algo. Só quero que saiba que eu fiz isso para o seu bem, acredite, para o seu bem. — Voltei a melodiar, dessa vez, melancolicamente.
Ela se levantou, e caminhou inclinada até mim. Suas mãos apertaram meus punhos e os puxaram para cima, levando junto os meus braços. Isso me deixou constrangida, por quê ela estaria fazendo isso?
-Más, o que é isso? — Ela perguntou dramática, apontando para uma das feridas sanguíneas em meu braço esquerdo.
-N-Nada Reabbly, nada! — Menti gaguejando, me afastei.
Eu havia me esquecido totalmente desse detalhe, as feridas sanguíneas. Reabbly não iria mais me deixar em paz depois dessa.
-Victória Mongward! Eu te conheço mais de que qualquer pessoa na face da Terra! Você ainda mente para mim? Como você pode ser tão ingênua a ponto de tentar me enganar? Por quê você não me fala logo sobre essas feridas em seu corpo? Qual é o problema? — Ela me interrogou com um tom de voz auto e superior.
-Você questiona muito Reabbly, muito! Esse é o problema. — Falei calmamente guardando na geladeira a jarra de suco.
Me virei para ela, observando seus olhos escuros me observarem decepcionados.
-Tudo bem. — Reabbly disse apanhando sua bolsa de cima da mesa e caminhando rapidamente até a saída.
-Espere. — Pedi friamente, observando a mesma se virar para mim novamente.
-Obrigada por tudo. — Eu disse de cabeça baixa, mais logo argumentei. — Não me procure mais.
Ela me olhou enxugando as lagrimas que caiam por seu rosto moreno, puxou para trás a porta encostada e foi embora, entrando em seu carro fusca de um modelo um pouco mais novo, tirou o carro do estacionamento e dirigiu para longe.
Me tranquei por dentro e corri subindo as escadas. Chegando em meu quarto, peguei uma mala preta em baixo de minha cama, entupi ela de roupas e objetos necessários. Ontem a tarde eu já havia providenciado a venda da casa com um casal de afrodescendentes, eu iria vender a casa com moveis, algumas roupas, e só. Até porque eu ficaria em um hotel na Califórnia, segundo as minhas informações, o hotel é mais conhecido como Caliepertto.
Coloquei um casaco branco de tecido fino por cima da camiseta preta tamanho G que eu não tiro a dois dias. Passei as mechas do meu cabelo para trás da orelha. Peguei a alça da mala e arrestei-a pela casa até a saída.
Destranquei a porta e me direcionei até a esquina onde o casal estaria me esperando. Assim eu fiz, ambos me aguardavam sorridentes. Entreguei a chave para eles.
"Obrigado, estamos muito agradecidos!" Eles diziam e repetiam sem parar.
Eu apenas assenti com a cabeça e sorri. Abri o porta malas do meu carro e joguei a mala lá dentro. Eu não estava afim de pegar um avião, por isso, já havia decorado o trajeto até a Califórnia, por mais que demorassem semanas, eu seria capaz de encarar isso, eu seria capaz de evitar ficar próximo a uma aglomeração de humanos.
Entrei no meu volvo preto e dirigi pela estrada, sem me preocupar com a chuva que agora caia.
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