Doce Criminal

3 Uma cerveja, uma loira.


"A Loira pecadora fumava um cigarro observando o movimento, observando a mim."

A mulher caminhava provocante em frente à estação de metrô, usava mini saia de couro e espartilho azul, a boca vermelha estampava um sorriso sensual e seus olhos negros rodeavam a multidão. Ela estava linda e irresistível, e eu com meu calor dos 18 não podia ficar ali apenas observando.

Me aproximei meio malandro tentando disfarçar a pouca idade, aquela mulher me deixou agitado e sem jeito.

– Nossa, você é linda! — sim, foi tudo o que consegui dizer. Devia parecer um tonto.

Ela me encarou com aqueles olhos de hipnose e balançou seus longos cabelos loiros:

– Garoto, se não pode pagar cai fora!

Decidi bancar o esperto porque não podia perder a chance de conhece-lá.

– Eu não quero nada disso do que está pensando, só quero uma companhia pra beber. Tudo por minha conta.

Lucia deu um leve riso e aceitou meu pedido, talvez ela tenha percebido em mim a pureza do menino do interior.

Mas seria ela quem me mostraria o que acontece quando as luzes da cidade apagam.

Lucia me levou para um bar próximo dali, as pessoas nos olhavam com espanto, com nojo talvez, mas estava me sentindo um verdadeiro homem por estar com uma mulher madura como ela ao lado.

Bebemos uma, duas, três, quatro cervejas e já estávamos mais a vontade, efeito do álcool, então conversamos sobre mim e sobre a minha história enquanto ela me olhava nos olhos e sorria

– Então seus pais morreram e você dá duro pra sobreviver, interessante. Eu também DOU. — ela disse rindo, não tinha melancolia alguma naquele sorriso, um lindo sorriso.

Senti que já era o momento de saber mais sobre ela.