Notas iniciais
Heey pessoas! >< Escrevi um pouco mais rápido dessa vez (Eu acho ;-; ) Bem! Sem mais trollagens, resolvi ser boazinha e mostrar um pouco do meu amor por bubbline nesse capítulo D: Espero que gostem! E desculpa não deixar notas tão felizes hoje.. Já já postarei uma One-shot Bubbline.. Mas aos que pensam que será um romance fofinho como "Doce como Chocolate" Não se decepcionem... Escrevo de acordo com o que to sentindo.. E é a segunda fanfic que vou escrever baseada em fatos reais então.. É isso. Ainda bem que atualizei essa fic antes de ficar desse jeito xD Boa leitura para meus adocicados preferidos nesse capítulo cheio de amor.. ♥ E aos que estiverem interessados, já já mais uma OneBubbline para o Nyah! -^-^- Beijinhos e até lá embaixo!

Estávamos tão... Perto.. E então...

— Olha aqui! — Marceline exclamou feliz, arrancando a tal flor vermelha que estava bem ao lado de minha orelha e sugando toda sua cor de forma rápida e satisfeita como se fosse o alimento mais gostoso do planeta inteiro. Senti meu rosto corar, toda aquela proximidade foi só por causa de uma droga de uma flor?!

Marceline sorria satisfeita enquanto eu observava a flor já cinza ser jogada no chão com desdém.

—Pronto! Nossa, tava uma delícia! — Encarei aquela cretina, incrédula — Que foi? — Marceline perguntou observando minha expressão emburrada. Cruzei os braços. Ela ainda se mantinha sentada sob meus quadris com as pernas uma de cada lado do meu corpo.

— Nada!! Não chegue tão perto assim se não for pra.. — Senti o rosto queimar quando percebi o que estava prestes a dizer. Eu e minha mania de falar sem pensar!

— Hm.. Se não for pra...? — Vi Marceline se aproximar novamente com um olhar malicioso, uma de suas presas se fazia visível fora da boca quando ela sorria de canto de lábio, passando a ponta de seus dedos frios pelo meu rosto. Estremeci. Havia esquecido momentaneamente de como seu toque era frio e aconchegante, lembrava o inverno.. Mas me deixava quente como o mais radiante dia de sol. Por um um momento me perdi olhando pra a boca perfeitamente desenhada que a Rainha tinha.. Era impossível não desejar beijá-la.

— E-Eu.. Bem.. — Gaguejei nervosa, engolindo seco. E agora?! Ela estava perto.. demais.

— Você.. Quer me beijar..? — Ela sussurrou em meu ouvido com aquela voz provocante que parecia ler meus pensamentos, uma voz tenebrosamente excitante que apenas a minha Abadder tinha o timbre perfeito para fazer.. Me arrepiei com a imagem dela deitada em minha cama e aquela voz chamando meu nome...

MAS QUE DROGA QUE EU TÔ PENSANDO??!!

Minhas bochechas, agora marrons, queimavam num vermelho vivo.

~ x ~

POV Marceline

Ela está tão vermelha.. Chega a se tornar apetitosa.. Não sei o que essa garota está fazendo comigo. Eu nunca me senti tão atraída por ninguém que não fosse a Bonnie.. Pelo menos, não desse jeito. A menina chocolate parece tão frágil, está nervosa. Eu quero.. Eu quero beijá-la. Mas... Eu amo a Bonnie e... Isso seria errado.

~ x ~

Pelo amor de Glob! Eu preciso fazer alguma coisa!

Antes que Marceline pudesse falar algo, sem pensar duas vezes, aproximei ainda mais meu rosto do dela, fechando meus olhos. Esperei pelo momento que meus lábios finalmente tocariam os dela.. mas como o final triste de um conto de farsas esse momento não chegou. Marceline havia se afastado de mim, se atirando sentada entre as flores.

— Você não.. bem.. Você não ia me.. sabe? M-Me be.. — Oh Glob! Como é difícil dizer algo assim!

— Eu não posso. — A voz veio seca enquanto Marceline mantinha o olhar fixo no gramado do chão. A franja cobria seus olhos negros e seu semblante era indecifrável. Porque ela não..?

— Eu amo alguém, Emily. — Senti meu coração petrificar por um instante..

— Aquela.. Garota que encontramos na praça..? Aquela sua namorada? — Eu precisava saber...

— Pela sétima desgraça da Noitosfera!! A Lily não é minha namorada. — Ela bufou irritada — Lily e eu nos conhecemos numa noite quando fui fazer um show legal na floresta negra. Ela se tornou aquele tipo de “fã nº 1 “ No começo era até legal. Mas depois ela começou a se tornar possessiva e achar que eu sentia algo diferente por ela, quando na verdade eu só queria alguém pra carregar minhas coisas. — Marceline.. Você não muda mesmo.

Apesar de tudo eu sorri minimamente. Estava feliz pela Marcy não sentir nada por aquela menina..

— Então.. — Me aproximei, sentando ao seu lado — Quem é a pessoa que você gosta Marceline? — Perguntei com um enorme aperto no peito. Minha mente já até formava um nome.. O nome de um certo rapaz que combinaria perfeitamente com a Marcy.. Cabelos negros repicados, flutuando por aí, alguém que tocaria baixo com ela pelos próximos mil anos.. Alguém que não era.. Eu.

— Porque eu tenho que te dizer? – Rapidamente a expressão abatida se moldou numa careta extremamente emburrada. Típico da Marceline.. Sempre que fala sobre sentimentos ela se fecha completamente para qualquer pergunta ou comentário.. Nem mesmo o Finn conseguia fazer ela se abrir com ele..

— Não “tem” que me dizer.. É só que.. Eu aprendi que quando uma pessoa guarda algo por muito tempo dentro do coração... Se torna um sentimento pesado e algumas vezes precisamos por isso.. pra fora.. sabe? Ouça a voz da experiência, eu aprendi da pior maneira... – Falei baixinho com um sorriso fraco, repousando minha mão achocolatada sob a dela. Não posso deixar a Marcy sofrer sozinha tudo o que eu já sofri.. Talvez se ela se abrisse comigo eu...

— Emily, eu mal te conheço... Porque contaria algo da minha vida pessoal pra você? – Os olhos negros abrigavam uma frieza incomum. Ela está certa.. Ela mal conhece a “Emily”...

— Desculpa.. – Sussurrei fitando o chão com um olhar vazio. Estou apenas bancando a idiota... Ela nunca me contou nada nem quando eu era Jujuba.. Imagine agora, argh..

— Não precisa pedir desculpas. Eu não gosto de falar dessas coisas. Não confio em meus próprios amigos pra isso e olhe que me conhecem há alguns anos. — Assenti levemente com a cabeça já desistindo daquela ideia estúpida de conversar com ela — Mas.. Tenho que admitir que existe algo em você que.. me faz querer.. Confiar. – Marceline confessou e por uma fração de segundo acho que vi um sorriso mínimo, porém sincero. Nem dá pra acreditar! Não pude deixar de sentir felicidade naquele breve instante. – Te digo quem é se me prometer uma coisa. –

— Claro! O que quiser! – Segurei as mãos frias dela com um olhar calmo, porém meu coração se mantinha em constante adrenalina.

— Prometa que nunca vai mentir pra mim. – O que?!

— ... – Como posso prometer algo que.. Estou fazendo desde que nos vimos na floresta pela “primeira vez”...?

— Marceline eu.. – Respirei fundo. Eu realmente não queria mentir pra ela. Queria que ela confiasse em mim – A verdade é que... — Oh Glob! Isso é tão difícil! Mas tem que haver um jeito.. — Bem, vamos lá. Mentir é algo que consideramos errado. Mas.. Se você tivesse que mentir para proteger algo, ou alguém.. isso não seria certo? — Perguntei com um olhar fixo em seu rosto.

— Emily.. Mentiras são... -

— Marceline, me escuta — Segurei o rosto dela com ambas as mãos, fazendo-a olhar pra mim. — Você acredita que alguém pode mentir para proteger a si mesmo ou a os outros? Apenas responda.. — Olhei fundo nos olhos dela.

— Sim.. Até porque eu faço isso o tempo todo.. — Os olhos da vampira agora carregavam um pouco de culpa.

— Marceline, eu também amo alguém. Entende? E pra ficar perto dessa pessoa eu fiz loucuras e quase me dei muito mal.. Mas não foi por isso, ou por qualquer outro motivo que eu parei de tentar. Dizem que quando amamos alguém de verdade.. Sentimos algo como.. Borboletas no estômago. — Meu rosto permanecia levemente corado, não tenho costume de falar essas coisas, mas.. Se não for agora, não sei quando terei outra chance. Força Jujuba! — Não vou pedir que acredite em mim, se fosse o contrário, eu mesma não acreditaria. Mas.. Eu preciso te mostrar uma coisa... E eu espero que.. Você entenda. — Falei por fim.

— Certo.. — Ela concordou positivamente me olhando nos olhos.

— Ladadada... Vou enterrar você no chão.. Ladadada.. Vou te enterrar com essa canção.. — Queria poder ter filmado a cara de espanto dela ao ver que uma desconhecida sabia aquela canção tão intima e.. nossa.

— Onde você.. ? -

— Eu vou beber o vermelho.. Do seu lindo rosto.. Rosa.... — Um rosto rosa que já não era mais o meu. Aquilo estava me dilacerando por dentro, mas eu não podia simplesmente parar ali. Eu precisava que ela entendesse o que eu estava querendo dizer.

— Essa musica é.. — Ela começou, incerta do que ia dizer.

— Nossa — Reuni toda coragem que me restava e timidamente me aproximei ainda mais de seu rosto. Minha boca estava a centímetros da dela, que me encarava ainda sem entender, meus olhos entreabertos suplicavam que ela notasse...

Hesitei por um instante e logo depois de um suspiro frustrado uni meus lábios aos dela num beijo.. Doce.

Meus lábios deslisavam sob os dela de forma carinhosa, nossas bocas numa sincronia perfeita se entreabriram deixando que a língua quente da Marcy tocasse a minha um tanto sem jeito. Os dedos frios de longas unhas acariciaram meu rosto antes de aprofundar o beijo, deixando que minha língua passeasse por sua boca de uma forma deliciosamente tímida, numa calma que mantínhamos desde o início do beijo. Após alguns segundos nos separamos, rompendo o beijo. Sem pensar duas vezes eu a abracei com todo meu amor. Os olhos dela marejaram quando meus lábios sussurraram em seu ouvido “Me desculpa por ter gritado com você hoje mais cedo. Disse coisas horríveis e até te acusei de nunca ter se apaixonado, que você não entendia nada sobre o amor.. Mas na verdade, eu quem nunca entendi. ”

— Bonnie..? — A esse ponto as lágrimas já traçavam um caminho pelo rosto pálido dela. Sorri com carinho sentindo um nó se formar na garganta por tentar conter o choro. Me afastei apenas o suficiente para secar uma lágrima solitária do seu rosto, uma lágrima que eu prometi a mim mesma que jamais deixar cair novamente.

— Sabia que você ia me reconhecer.. Depois de tudo, no fundo, eu sabia.. — Falei baixinho antes de sentir ela pular em cima de mim, me abraçando tão forte que por um minuto pensei que iria virar mousse de chocolate.

— IDIOTA! — Marceline chorava enquanto me envolvia num forte abraço cheio de carinho e saudade. Afaguei os cabelos dela permitindo que uma as lágrimas finalmente escorressem pelo meu rostinho achocolatado.. — Eu pensei que você...! -

— Tivesse sido devorada por um monstro horrível comedor de doces? — Ri em meio ao choro j[a contido, levantando o rosto dela com ambas as mãos, para que a vampira mais linda da terra de Ooo me olhasse nos olhos. — Ainda bem que não! Porque.. Eu sempre tenho você pra me proteger nos últimos instantes... Mesmo sem querer... — Sorri e sem aviso prévio nossas bocas se encontraram novamente, dessa vez num beijo mais apaixonado, que foi retribuído com a mesma intensidade de sentimentos.

A vampira mordiscou meu lábio inferior e sem pensar duas vezes deixei que língua dela encontrasse a minha novamente, em perfeita sincronia, me causando arrepios gostosos ao sentir as mãos dela na minha cintura.

— Eu..! Pensei! Que! Tinha! Perdido! Você! Idiota! — A cada palavra Marceline bicava seus lábios nos meus com selinhos. Marceline, sua bobona linda!

— Eu nunca iria embora sem você Marcy.. — Sorri prendendo uma mexa daqueles cabelos negros atrás da pontuda orelhinha de vampira.

— Borboletas? — Ela me perguntou levando ambas as mãos a cabeça em sinal de desespero. Demorei um tempo pra entender que ela estava se referindo ao que eu falei antes sobre estar apaixonada com borboletas no estômago — Então era isso o tempo todo? — Não pude deixar de rir daquilo.

— Claro que eram! — Vampira besta!

— Bonnie... — Marceline sussurrou olhando nos meus olhos.

— Sim, Marcy? -

— Porque você.. Nunca me disse que realmente gostava de mim? Nem mesmo quando te beijei daquela vez...? — Sua voz me golpeava com um tom triste. Em seus olhos pude ver um pouco de mágoa escondida por trás de um brilho sincero. Ah, Marcy..

— Eu tive medo.. Nunca havia sentido tantas coisas boas de uma só vez. Não sabia o que fazer. Eramos tão novas Marcy.. E... Como você bem sabe, somos duas garotas.. — Fiquei com receio de continuar, mas acho que.. Já chega de mentir e esconder o que eu sinto, não é?

Tomei coragem e prossegui. Isso era mais importante do que terminar um discurso real.. Pela Marcy.. Eu precisava terminar. — Eu me perguntava se era mesmo certo sentir tudo aquilo que eu sentia por você... Desde então eu procurei me afastar.. E assim, fingindo que te odiava, esse sentimento poderia sumir de uma vez.. Mas os anos se passaram e tudo só ficou ais forte a cada briga, a cada discussão e até mesmo a cada vez que eu chorava quando você ia embora. — Ela prestava total atenção a cada palavra minha — Você.. Me perdoa? — Perguntei baixinho sentindo uma fina dor no peito. Aquilo não justifica nada do que eu fiz, mas.. É a verdade. Finalmente, a verdade.

— Eu não sei se posso perdoar você Bonnie.. — Marceline comentou um tanto séria. Fiquei cabisbaixa por uns instantes, eu já previa que isso iria acontecer..- Mas.. Assim... Se a gente for pra minha casa agora e.. você cozinhar pra mim algumas daquelas panquecas cheias de recheio de morango.. Talvez eu possa até pensar no seu caso — A vampira ironizou arqueando uma sobrancelha fingindo estar pensativa. No fim ela acabou dando risada e apertando meu nariz de chocolate.

— É mermo, é?!! — Falei com um sotaque engraçado e ri junto com ela.

— Mas Bonnie, falando sério agora, qual é a do disfarce de chocolate? — Marceline me perguntou segurando minhas bochechas — É bastante realista, você me enganou direitinho -

— Ai! — Reclamei quando Marcy puxou forte demais as minhas bochechas tentando esticá-las.

— Caramba, fixa mesmo! — Ela comentou intrigada puxando novamente.

— Não é um disfarce! Isso dói! Para de puxar minha cara! — Dei um tapa na mão dela antes de choramingar enquanto fazia carinho no que restava das minhas bochechas. Ogra!

— C-Como assim não é um disfarce?! — Seus olhos negros dilataram-se assustados. Oh Glob.. Chegamos na pior parte..

Não pude evitar revirar os olhos.

— É uma loooonga história... Mas.. Que tal se eu te contar enquanto a gente estiver comendo umas panquecas de morango lá na sua caverna, hm? — Parecia um sorriso meigo, mas eu estava só tentando adiar aquela conversa.

— Okay! Mas você definitivamente vai me explicar isso! -

Droga!

Antes que eu pudesse ter alguma reação, a Rainha dos vampiros me pegou no colo, flutuando acima das flores amareladas de novo, dessa vez, bem devagar e baixo. Ela me olhou nos olhos por um momento e sussurrou com carinho

— Vem Bonnie.. Vamos pra casa. -

Notas finais
Awn Glob! HUASHUASHU ♥ Gostaram? >< eu espero que sim ;-; Finalmente rolou o tão esperado beijo eeeh~ *Solta fogos* *u* Queria agradecer de coração a todos aqueles que desde os primeiros capítulos vem acompanhando, comentando e me incentivando! E claro, dar boas vindas aos novos leitores! *--* Fico contente que tenham aparecido, prometo que tentarei não decepcionar! >< Beijinhos a todos~ Marcy/Nacchan ~