Doce Anjo
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Meus pés já não tocam mais o chão,
Meus sonhos escaparam por entre minhas mãos,
Corrompida pela escuridão e a solidão,
Fundida ao desespero,
Entregue a insanidade e ao rancor.
Às asas negras descartáveis,
Não me servem mais de nada,
A chuva tornou-as pesadas,
A chuva do teu sangue impede-me de voar.
Não me diverte mais brincar contigo,
Tão frágil e singela criatura,
Teu sangue imundo lentamente escorrem entre meus dedos,
Enquanto a tua vida foge de seus olhos, agora opacos.
Humanos, tão apegados ao egoísmo,
Não notam a escuridão que cerca seu coração,
Devorando lentamente os sentimentos,
A insaciável criatura, o anjo negro.
Meus labios curvam-se num sorriso,
Escuta, teu coração?
Esse é o silencio de tua morte,
Ó pobre criatura diurna.
A noite não lhe pertence, tão pouco su’alma.
Alma adocicada pela ira e o ódio.
E assim continuo a vagar,
Sendo guiada pelo vento,
Espreitando a próxima alma corrompida,
Para junto a minh’alma na escuridão trancafiar.
Notas finais
Mereço comentarios?
Fale com o autor