Do que a Vida e Capaz de Fazer?
5 Porque você vive e respira
Notas iniciais
Preciso de um transplante de dedos!
Algum voluntário?
BOA LEITURA!
[NARRADO POR RUKIA]
Um mês já havia se passado após a separação e para falar a verdade, eu ainda não consegui me acostumar com o outro lado da cama vazio. Minha única alegria naquele momento era Yura e seu doce jeito de ser. Quando a pequena descobriu a notícia do divórcio, aos prantos, perguntou se havia sido culpada e se voltaríamos. Cada lágrima que escorria por aquele rosto, era como se eu levasse um forte golpe de zanpakutou bem no coração.
Com o passar do tempo, a situação voltou a se estabilizar. Foi decidido no tribunal que Yura deveria passar todos os fins de semana com Ichigo e os feriados seriam de escolha dela. Quanto a mim e ao Ichigo, ficamos sem ter uma conversa séria desde o dia da separação. Embora ele implorasse milhões de vezes para voltar, eu dava gelo ou respondia apenas um “não”. A vontade de responder um “sim” era imensa, mas meu orgulho falava mais alto.
Ultimamente andei tendo mal-estar, inúmeras dores de cabeça, vômitos, ou seja, tudo o que não prestava aparecia em mim do nada, coisas que certos remédios não davam jeito. Seguindo o conselho de Tae, resolvo ir até o hospital.
[NARRADO POR ICHIGO]
Depois que me separei de Rukia, minha rotina não foi mais a mesma. Não tive mais ânimo para trabalhar e nem vontade de voltar para casa. Aquela minha antiga vida de solteiro havia voltado: casa, trabalho, velho intrometido, solitário em meu quarto, enfim, só faltava inserir o trabalho de shinigami, o qual eu havia largado há muito tempo.
Mais um dia de trabalho e, como sempre, o hospital estava lotado. Diferente de mim, Ishida estava correndo pelos corredores do hospital imensamente feliz. Ele abraçava aos outros médicos, dançava com as enfermeiras, enfim, parecia ter acabado de fugir de um hospício.
- KUROSAKI!
Salvem-se quem puder!
- MEU FILHO NASCEU!
É mesmo! Inoue estava grávida!
- É UMA MENINA! – diz ele sacudindo meus ombros.
- Nossa! Que bom! Parabéns. – respondo com um sorriso bobo.
Sinceramente, eu não esperava tamanha atitude vinda de Ishida. Tudo bem, deve ser a alegria de ser pai mais uma vez. Senti a mesma coisa quando Yura nasceu.
Depois de me dar um abraço, Ishida segue correndo até o quarto de Inoue. Eu daria tudo para ter esta sensação mais uma vez, mas minha incompetência e a impaciência de Rukia destruíram totalmente esta possibilidade.
Enquanto caminhava pelos corredores do hospital, deparo-me com a Dra. Morikawa, a qual me pára no meio do caminho.
- Dr. Kurosaki! Passe em minha sala. Tenho uns relatórios de alguns pacientes para você.
-Ah, claro. – respondo.
Passo a segui-la até sua sala. A Dra. Morikawa estava com alguns exames em mãos. Ela parecia estar com algum paciente.
- Se você está atendendo algum paciente, eu posso pegar estes relatórios mais tarde. – afirmo.
- É melhor você ir agora, minha mesa já está cheia. – responde.
- Então tudo bem.
Ao entrar naquela sala, o tempo parecia ter parado. Rukia era a tal paciente da Dra. Morikawa. Dúvidas passavam pela minha cabeça: o que ela tinha? Seria algo a ver com a Yura? Será que Rukia estava bem?
- Rukia?
A morena me encara meio assustada.
- Vocês se conhecem? – pergunta a doutora.
- Bem, — tento responder.
- Não. – interrompe a morena.
Quê?!
- Sei. Então aqui estão os relatórios, Dr. Kurosaki.
- Ahm, sim. Obrigado doutora.
Saio dali com o queixo quase no chão.
- Com licença. – digo ao fechar a porta.
[NARRADO POR RUKIA]
Logo após a saída do “Dr. Kurosaki”, a Dra. Morikawa parecia encarar a porta com doçura, como se estivesse enfeitiçada. Passo a olhar para trás e não havia nada ali.
- Ahm, doutora? – chamo a atenção.
- Ah, queira me desculpar Srta. Kuchiki.
Tal atitude foi estranha vinda dela. Comecei a ficar curiosa.
- Seria algo a ver com o rapaz que acabou de sair? – pergunto simpaticamente.
A loira de jaleco branco começa a ficar vermelha e abre um sorriso tímido.
- Adivinhei né?
- É, você tem razão.
- Até que eu o achei bem bonitinho. – aticei mais ainda.
- Bonitinho? Ele é perfeito! Tão atencioso, gentil, amigável e bonito! – diz com os olhos brilhando. – Ainda mais que ele se separou da esposa faz pouco tempo. Eu tenho mais chances de me aproximar dele.
- Mas, ele gosta de você?
- Eu acho que não. Fui um dia desses na sala dele entregar uns relatórios e ele estava na mesa todo depressivo olhando para a foto da esposa com a filha. E a propósito, ela é muito parecida com você. São aprentes?
- Quem? – tento disfarçar.
- A esposa!
- Eu nem sei quem é. Hehehe
- Estranho...
- Mas doutora, e os meus exames? – mudo rapidamente de assunto.
- Ah sim! Mil perdões. – diz sentando-se e abrindo os exames. – Vejamos. – coloca os óculos.
Que mulher mais atrevida! Como ela se atreve a dar em cima de um homem casado?! Calma lá! Eu estava com ciúmes?
- Nossa! Era o que eu imaginava!
- Imaginava o quê? – assusto-me.
- Parabéns Srta. Kuchiki! Você está grávida!
GRÁVIDA?!
- Como é?
- Você terá um filho!
- Sério? – abro um sorriso.
Tomo o exame em mãos. Positivo, eu estava mesmo grávida. A felicidade dominou-me. A alegria de ter um filho mais uma vez, me deixava mais contente na situação na qual eu me encontrava.
- Obrigada pela atenção doutora. – digo levantando-me e apertando a mão dela.
- É o meu trabalho. Qualquer coisa é só me procurar. – disse simpaticamente.
Assim que eu saí daquela sala, lembrei-me de um fator que começou a me preocupar: como eu contaria aquilo ao Ichigo? Lógico que o filho era dele, afinal, nunca fiquei com outro homem que não fosse ele. E falando nele, ele estava me seguindo desde o momento em que saí da sala da doutora.
- Ei Rukia!
Ignoro.
- Rukia, o que você tem?
- Não é da sua conta. – respondo sem encará-lo.
- Eu me preocupo com seu estado de saúde e exijo saber se você está bem ou não!
- Nossa, estou tão comovida. – ironizo.
Entramos no estacionamento e o ruivo continuava me seguindo. Abro o carro e entro. Ichigo se escora na porta e continua a me encarar.
- Não vai me mostrar o que está neste exame?
- Muito menos!
- Nossa, que desespero foi esse?
- Nã... não é nada. Vai embora. – digo engatando a chave.
Tento ligar o carro. Nada acontece. Tento, tento e tento. Nada.
- Hahahaha! Eu não acredito que deu prego nesse carro! – ele começa a rir.
- Mas por quê? Que droga! – digo tentando ligar desesperadamente o carro.
- Vai ver porque você é irresponsável o bastante a ponto de não levar o seu carro para a revisão no momento certo. – diz ainda rindo.
- Grr... droga! – digo nocauteando violentamente o volante.
- Como você é estressada hein!
- Porque não foi com você!
Aquilo não podia estar acontecendo. Meu carro estava no prego e minha paciência estava abaixo de zero com o Ichigo me infernizando a vida. Já sei no que isso vai dar...
- Vamos, eu te levo. – diz ele.
- E eu tenho escolha?
- Mesmo se você tivesse, iria comigo do mesmo jeito.
- Atrevido!
Não havia jeito, eu tinha que ir com ele. Por que o carro foi dar prego justo agora?
[NARRADO POR ICHIGO]
Embora eu ainda estivesse curioso sobre o estado de saúde de Rukia, eu me sentia feliz em poder ficar por um tempo com ela durante o caminho para casa.
Aquela cara emburrada me cativava mais ainda. O que mais me atraía em Rukia era o seu jeito “delicado” e “sensível” de ser e de encarar os problemas. Apesar de tudo o que acontecia, ela conseguia ficar de cabeça erguida e não olhar para trás, diferente do idiota aqui.
--X—
O carro andava e a baixinha não mexia um músculo sequer: olhar para a janela, braços cruzados e o tal exame em cima das pernas. Fiquei encarando-a por um bom tempo. Como estava linda. A luz do sol daquela manhã refletia brilhantemente naquela branca pele, o longo veludo negro estava solto sob aqueles ombros envolvidos por um casaco rosa e o vestido amarelo detalhava brilhantemente aquela silhueta. Faltavam apenas duas coisas para tudo ser mais perfeito: a aliança no dedo anelar esquerdo e um doce sorrido preenchendo aquele rosto.
- Ichigo? Por que está me olhando desse jeito?
- Não é nada. – acordo.
- Você está com uma feição muito estranha.
O silencio domina o ambiente mais uma vez, e não agüentando mais os sons do engarrafamento, resolvo ligar o rádio.
- Nossa Rukia! Olha só! Lembra dessa música? Que nostalgia!
Aquela música começa a tocar no momento perfeito! A música que cantei para ela no momento em que fui declarar meus sentimentos a ela. Chama-se “Because you live” de Jesse McCartney.
[NARRADO POR RUKIA]
Por que aquela bendita música tinha que tocar justo naquela hora?! A música que marcou um dos momentos mais importantes e perfeitos da minha vida toca em um momento de desespero e desconforto emocional. Mas sem dúvida, aquela música marcou nossas vidas para sempre. Vale à pena lembrar.
[FLASHBACK]
Depois de um dia inteiro caçando hollows e realizando missões, eu finalmente chego à mansão e entro em meu quarto super esgotada.
No momento em que iria fechar a porta, o mordomo aproxima-se de mim.
- Rukia-sama, tem uma pessoa esperando por você lá fora.
- Mas a esta hora da noite? – pergunto.
- É Kurosaki Ichigo, senhorita.
- O Ichigo? O que será que ele quer?
- Por hora irei me retirar.
- Sim, pode ir.
Estranho. O que o Ichigo faz aqui a esta hora da noite?
Dirijo-me até a porta da mansão onde o garoto se encontrava. O que ele estava fazendo ali com um violão?!
- Ichigo?
- Yo Rukia! – ele parecia estar alegre.
- Olha, se está preocupado comigo porque eu saí de repente...
- Não, não é isso.
Ele encontrava-se com uma expressão incomum da parte dele: bem-humorado. Será que ele bateu a cabeça?
- Então, o que aconteceu?
- Rukia... eu...
O garoto começa a ficar vermelho. Passo a ficar assustada.
- Eu andei pensando e... bem... – começa a coçar a cabeça.
Aquela cena estava começando a ficar engraçada. Ichigo parecia estar bastante confuso.
- Não consegue pôr pra fora? – pergunto abrindo um pequeno sorriso.
- Não. Por isso eu trouxe isto. – disse ele posicionando o violão em seu corpo.
Tal cena me cativara um pouco. A maneira com a qual ele segurava o instrumento parecia com a de um especialista.
- Desde quando você toca violão? – pergunto.
- Eu tive umas aulas quando eu estava no ensino fundamental, mas quando eu entrei no colegial eu não tive mais tempo pra isso.
- Sei.
- Rukia. Esta música irá expressar o que eu realmente quero dizer a você. – dá uma breve pausa. – Confesso que ela tem tudo a ver com o que eu sinto e o quanto você é especial para mim.
Tal atitude me deixou sem palavras. Meu rosto começa a queimar, assim como o dele.
Os primeiros acordes são dedilhados.
“Olhando a chuva com o coração pesado
É o fim do mundo em minha mente
Então tua voz me trás de volta como um grito de alegria.”
Meu coração começa a ficar acelerado. Aquela grossa voz dava um ar realmente maduro e sincero àquela letra.
“Porque você vive e respira
Porque você me faz acreditar em mim mesmo
Quando ninguém mais pode ajudar
Porque você vive garota
Meu mundo tem duas vezes mais estrelas que o céu.”
Amor, paixão, carinho e afeto. Tudo o que eu sentia pelo Ichigo resumia-se nessas quatro palavras. Aquela serenata, aquela letra e, principalmente, aqueles olhos castanhos penetrantes, me completavam durante aquele momento. Ichigo expressava seus sentimentos de maneira literalmente romântica e sincera, coisas que me cativavam ainda mais. Eu estava começando finalmente a me sentir importante na vida de alguém.
“Estou muito feliz, pois achei um anjo
Alguém, que estava lá quando não tinha mais esperanças
Eu quero voar olhando nos teus olhos.”
Aquela música mexia completamente com meu coração. As lágrimas começaram a percorrer o meu rosto.
“Porque você vive garota
meu mundo tem tudo o que preciso para sobreviver.
Porque você vive... eu vivo.”
A última estrofe deu um belo desfecho para aquela belíssima canção. Todo o cansaço daquele dia havia ido embora. Meu coração passa a ficar mais calmo ao ouvir aquelas palavras.
Sim, eu não conhecia esse lado romântico do Ichigo. Sinceramente, neste momento, eu percebi que havia muita coisa nele que eu ainda não conhecia. Eu nunca havia me sentido tão supervalorizada quanto naquele momento. Eu sou mesmo tudo aquilo? O impacto que impulsionei na vida dele havia sido tão grande a ponto de merecer tais palavras?
Depois que o garoto dá as últimas notas no violão, ele abre um sincero sorriso.
- Gostou?
Eu não sabia o que responder. Meu coração estava a mil. As lágrimas me consumiram mais do que minha própria consciência.
- Eu sinceramente não queria fazer você chorar. – disse passando a mão em minha cabeça.
- Muito obrigada, Ichigo. – respondo aos prantos.
Ichigo larga o violão no chão e agarra-me em um abraço. Eu correspondo.
O intenso brilho do luar iluminava nossas cabeças como um grande holofote natural, e do mesmo jeito, Ichigo iluminou minha alma com aquele abraço e aquela música.
- Me desculpa. – digo limpando minhas lágrimas.
- E então? O que achou?
- Sinceramente, eu não conhecia este seu lado romântico. – abro um sorriso. – Mas por outro lado, não consigo encontrar uma música que expressasse o que eu sinto.
- Como assim?
- Uma música que fale sobre companheirismo, imensidão, coragem e a importância que tem sua existência em minha vida.
- Nossa! Que profundo.
Neste momento o ruivo toma para si as minhas mãos e passa a penetrar-me ainda mais o seu olhar.
- Então, pode mostrar-me de outra forma?
Abro um sorriso e olho para o lado.
- Tsc... seu idiota.
Ichigo envolve seus braços em minha cintura, puxa-me para si e prega em meus lábios um intenso beijo. Correspondendo tal ato, envolvo meus braços em seu pescoço e intensifico ainda mais o beijo.
A lua e aquele violão, com certeza, estavam sendo perfeitos espectadores daquele momento único.
[FIM DO FLASHBACK]
- RUKIA!
- Hã?! – assusto-me.
- Estava sonhando acordada é? Estou falando com você faz tempo e nada de você me responder!
- O que você quer?! – pergunto impacientemente.
- Já chegamos, ô estressada!
Olho pela janela e percebo que havíamos mesmo chegado. Eu havia viajado tanto assim?
- Está bem. Então, obrigada. – digo abrindo a porta do carro sem encarar o ruivo.
- Não vai me dar nenhum beijo de despedida?
- É claro que não! Seu atrevido! – respondo furiosamente.
- Sei... então é assim que você me agradece depois que ter te dado carona? Pelo visto não vale à pena ceder favores a você. – provoca.
Desgraçado! Realmente eu estava sendo mal- educada e ao mesmo tempo seduzida por aqueles olhos castanhos, aquele jaleco branco, aqueles braços... nossa! Não faria mal nenhum em retribuir o favor. Viro-me e olho em seus olhos.
- Retribuir o favor é?
- Hum?
Fecho a porta, aproximo-me dele, puxo-o pelo jaleco e prego em seus lábios um intenso beijo. Ichigo inicialmente fica desconcertado, mas depois consegue entrar no ritmo puxando-me pela cintura. Seguidamente, tiro o jaleco e depois a camisa do corpo dele, e isso sem deixar escapar um só beijo. Ele beijava meu rosto e em seguida meu pescoço.
Não agüentando mais o incômodo que o volante nos causava, o ruivo carrega-me e leva-me para o banco de trás. Começo a entrelaçar meus dedos em volta daqueles cabelos revoltos com aquele tom de laranja berrante. Aqueles fortes braços envolvendo-me, aquela boca percorrendo meu pescoço, aqueles dedos tirando o meu casaco e ao mesmo tempo percorrendo a minha pele, tudo contribuía para que meu sangue e minha pele ardessem mais. Cada leve mordida em meu pescoço arrancava um suspiro de mim. Sim, nós estávamos nos apreciando cada vez mais. A nostalgia, aqueles bons tempos, tudo passava pela minha cabeça.
No momento em que ele começa a desabotoar meu vestido, algo muito importante passa pela minha cabeça: eu estava grávida.
- Não! – digo soltando-me violentamente.
- O que foi?!
- Eu... não posso.
- Por quê?! É algo a ver com sua doença? Por que não me diz? – pergunta indignado.
- Me desculpa. – digo voltando a me compor.
- Mostre-me este exame agora! – exalta-se.
Fico quieta por alguns segundos e não reajo. Ichigo perde a paciência e vai até o banco da frente para pegar o exame. Quando ele abre o envelope, a grande surpresa.
O ruivo abre um pequeno sorriso imensamente emocionado. Ele fecha o envelope e encosta a cabeça no banco da frente.
- Lembro-me hoje cedo.
Passo a olhar em seus olhos.
- Que o Ishida estava correndo alegremente pelo hospital. A Inoue havia acabado de dar a luz. Foi então que pensei: eu daria qualquer coisa para ter aquela sensação mais uma vez.
Aquelas palavras conseguiram me arrancar um doce e sincero sorriso.
Ichigo não parava de olhar para mim. Ele suspira e põe a mão direita em meu ventre.
- Tão pequeno. – diz ele.
Minhas duas mãos pousam em cima da dele.
- Mas você não soube aproveitar as oportunidades que ofereci a você. – digo afastando aquela mão dali.
[NARRADO POR ICHIGO]
Mal antes eu sabia que Rukia estava prestes a me dar um belo presente. Primeiro o beijo, digo, os amassos, e depois a notícia de que estava grávida. Sim, eu estava feliz além da conta! Ela ainda me ama, vejo nos olhos dela.
- Eu tenho que ir. – diz ela vestindo o casaco e pegando os exames de minhas mãos.
- Rukia. – seguro o pulso dela.
Ela começa a me encarar.
- Me dê mais uma chance. – encaro-a seriamente.
- É a milésima vez.
- Por favor.
- Desculpe-me, — solta-se. – se eu te der mais uma chance, tudo voltará a ser como era antes.
Assim que termina de falar, a morena sai do carro e segue caminho para casa sem olhar para trás. Aprecio a cena de longe: Yura e Tae chegam bem na hora em que Rukia começa a abrir a porta de casa. A garota abraça a mãe com amor. Rukia acaricia os cabelos da menina seguida de um beijo na testa. No momento em que encaro a entrada das duas em casa, meu celular toca.
CONTINUA...
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