Do You Speak Italian?
24 Tom - parte 12
Notas iniciais
Quase tive um treco aqui. Vocês são os leitores mais lindos do mundo inteiro, sabia??
Eu fiquei muito, mas MUITO contente com os comentários e as recomendações.
Eu vou tentar responder tudo até amanhã, prometo.
Esse capítulo vai especialmente pra Lotte linda, Ana luliano, Carolzita, Beatriz Barboza. Vocês são uns amores e me convenceram a continuar a fic. Espero que gostem desse capítulo.
Ele vai ficar suspense. Tentem não morrer. hehe
A tarde passou muito rápido ao lado da Claire. Passei o máximo de tempo possível beijando os lábios rosados da garota. E que beijo. Tive que me controlar algumas vezes para não atrapalhar o momento fofinho quando a coisa esquentava. Estava ficando frio, então eu emprestei meu casaco a ela. Na verdade nem estava tão frio assim, o que eu queria mesmo era poder sentir o cheiro dela naquele casaco quando ela devolvesse. Eu sei que parece idiota, mas ela tem um cheiro realmente bom. Claire vestiu o casaco depois de muito protestar e ela ficava bonita com ele, mesmo ele sendo maior do que ela. Só sei que já estava escurecendo quando a morena parou de ameaçar que ia embora e finalmente se levantou, jogando a mochila nas costas. Levantei também, um pouco manhoso. Realmente precisava ir embora, já estava encrencado o bastante com o meu pai. Mas eu não queria sair dali por nada nesse mundo, não queria ficar longe dos lábios daquela garota perfeita. A sensação de beijar a Claire era tão maravilhosa quanto eu imaginei que fosse, fazendo valer a pena todas as vezes em que eu fiquei só na vontade. Fomos caminhando de mãos dadas até a entrada do parque e a garota soltou minha mão, virando-se para mim.
-A gente se vê na aula amanhã – a morena sorriu e me deu um beijo na bochecha.
-Só isso? – eu protestei. A garota me encarou, confusa e eu puxei-a para um caloroso beijo. Claire ficou imóvel no começo, mas depois se rendeu e retribuiu igualmente o beijo.
-Tom! – ela ralhou assim que nos soltamos, antes que ficássemos sem ar. A garota me deu um tapinha no ombro, com um olhar zangado.
-Qual o problema? – eu ri, colocando uma mecha do cabelo dela pra trás da orelha. Eu simplesmente amava fazer isso, como eu amava aquela franja de lado dela.
-Ta cheio de gente aqui . – ela disse, corando e eu apenas girei os olhos.
-Envergonhada... – zombei.
-Não sou envergonhada – ela protestou.
-É sim, envergonhadinha. – eu ri e a morena se aproximou, grudando seu corpo no meu. Foi um beijo... quente. Nos beijamos por um longo tempo, e ela dava leves mordidinhas no meu lábio, quando parávamos para respirar. Quando ela finalmente se afastou, eu fiquei com cara de bobo, o que a fez rir.
-Agora eu tenho mesmo que ir – ela me deu um selinho.
-A gente se vê na aula – eu sorri, ainda um pouco bobo e ela retribuiu com um sorriso de tirar o fôlego – linda. – eu acrescentei e ela corou ainda mais. Fiquei olhando ela caminhar até sumir na multidão, desejando apenas poder ter aquela morena pra mim. Milhões de pensamentos passaram pela minha cabeça no caminho até o ponto de ônibus, que não era muito longe dali. Nos próximos dias a Claire estaria ocupada com um tal chá que a mãe dela estava organizando. Não teríamos mais tardes livres essa semana, o que me deixou um pouco pra baixo. Eu tinha que arranjar um jeito de ficar sozinho de novo com ela antes do feriado de qualquer maneira.
Peguei o celular no bolso da calça. Tinham mais de dez chamadas não atendidas de casa. E tinha uma em especial que me fez sorrir. Fiquei naquele dilema sobre qual chamada eu retornaria primeiro e achei melhor não me encrencar muito mais. Liguei pra casa, minha mãe atendeu logo no segundo toque.
-Onde você está, Tom? Quer me matar de preocupação? A tarde toda sem atender, perdeu a cabeça? – a mulher gritava, em italiano.
-Eu estava almoçando com uma amiga. Perdi a hora – respondi, calmamente.
-Amiga, é? – a mudança em seu tom era evidente.
-É... – respondi, sorrindo involuntariamente. –Você ia gostar dela. Ela tem me ajudado com as aulas. Fala um pouco de italiano.
-Isso é ótimo, meu amor! – minha mãe respondeu, já mais calma. –Onde você está? Vou te buscar. – disse, por fim.
-Não, tudo bem. Já estou no ônibus, mãe. Logo estou em casa
-Tudo bem então. Até logo – ela desligou. O “até logo” da minha mãe foi mais um aviso do que qualquer outra coisa. Um aviso de que estaria cronometrando o tempo que eu levaria para chegar em casa. Olhei novamente para o outro número e disquei com pressa, meu coração batendo rápido.
-Tom! – a voz da garota no outro lado da linha fez o meu coração dar um salto. –Como estão as coisas na Inglaterra? – ela dizia, eufórica.
-Tenho várias coisas pra te contar.
-Você não vai acreditar! – a garota interrompeu — Meus pais me deixaram visitar vocês no feriado!
-Legal – eu disse um pouco mais seco do que eu gostaria. Foi involuntário.
-Você não quer que eu vá? – sua voz parecia tensa.
-Não é isso. Hoje só foi um dia cheio – eu tentei desviar.
-Hum.. – ela pareceu pensativa – Muitas coisas pra me contar, é?
-Eu acho que sim – eu ri, nervoso. –Eu tenho que descer do ônibus. A gente se fala, ok?
-Ta bem... – respondeu, parecendo chateada. –Eu te amo.
-Também. — Desliguei o celular olhando pros borrões que passavam pela janela do ônibus. Por essa eu não esperava.
No próximo capítulo...
(...)
–Vamos fazer um trato. – ele disse, por fim.
-Um trato?
-Eu vou guardar o celular dentro da minha gaveta agora e resistir á tentação de olhar o que você tanto tem medo que eu veja.
-Sério? – perguntei, desconfiada.
-Juro.
-E o que eu vou ter que fazer em troca? – perguntei, sorrindo, já prevendo o conteúdo da resposta.
-Você vai ter de vir busca-lo amanhã depois da aula – ele disse, travesso. Sua voz estava cheia de segundas intenções. Aquela proposta era muito tentadora, mas ainda tinha a estúpida reunião de organização do chá da minha mãe. –Não vai ter ninguém em casa – ele acrescentou. Ah, que se dane essa porcaria de chá. Tenho certeza de que se eu não chegar muito atrasada e vier nos outros dias Suzan não vai nem notar pela minha falta.
(...)
Notas finais
E do pedacinho do próximo capítulo?? Me contem!!
Beijos
Fale com o autor