Notas iniciais
Boa noite coisas lindas!
Eu to tão, mas TÃO feliz com o crescimento da fic!
Sério, vocês são o máximo!
Pra quem tava pensando até em desistir né...
Esse é o meu capítulo favorito dos ja postados até agora, e ele ta grandinho. Eu ava inspirada no dia hehe
Mas enfim, hoje eu não tenho tanta coisa pra falar. Só aproveitem esse capítulo e não esqueçam de deixar reviews!!

Cheguei na porta do prédio cantarolando alguma música brega e romântica que eu não lembro ao certo qual era. Estar apaixonado faz você cair em besteiras desse tipo. Eu já tinha me apaixonado antes, já tinha sido correspondida também, mas havia alguma coisa diferente sobre Tom. Alguma coisa que tornava aquilo... mágico. Ok, a última coisa que eu quero agora é virar uma dessas garotas bobinhas apaixonadas. Melhor colocar uma música bem alta, pra tirar essas coisinhas da minha cabeça, pensei enquanto pegava o ipod da mochila. Avenged Sevenfold deve servir. Subi de escada, pra não encontrar ninguém desagradável no elevador. Demorei séculos pra achar as chaves no fundo da mochila e quando finalmente fui coloca-la na fechadura, a porta abriu fácil. Evan devia estar em casa. Meu irmão estava largado no sofá da sala, comendo porcarias “escondido”, pra variar. Pensei em falar sobre o Tom pra ele, mas depois acabei desistindo. Quanto menos pessoas pra pegar no meu pé sobre isso, melhor.

-E ai, pirralha – ele jogou uma almofada em mim.

-E ai desocupado – joguei a almofada de volta, sentando ao seu lado. Enchi a mão de doritos e ele me olhou de cara feia.

-Voltando só agora da escola? – ele fez o mesmo que eu, falando de boca cheia.

-Eu almocei com um amigo.

-Hum... – ele disse enfiando o resto do salgadinho que tinha na mão direto em sua boca. –Amigo – ele fez um sinal de aspas com as duas mãos. Tentei medir a sua expressão pra saber o que eu responderia, mas ele parecia divertido, então prossegui.

-Gatinho. Gosta de Green Day... – eu sorri.

-Bom te ver assim – Evan respondeu, de boca cheia. –Pegou ele? – disse, lambendo os dedos cheios de farelo.

-Evan. Pessoas não são coisas. Não se pega alguém – eu repreendi.

-Credo, garota. Você falando assim até parece a Suzan – ele fez uma careta. –Só queria saber se você descolou uns beijinhos – ele riu.

-Talvez – eu tentei não rir. Não deu muito certo. Ele riu como se não houvesse amanhã. Joguei uma almofada na cara dele. Meu irmão se comportava como um adolescente na maior parte do tempo, pensei, olhando-o se contorcer de tanto rir. De repente ele ficou sério, e me encarou cerrando os punhos.

-Se ele quebrar o seu coração, ele tem que saber. Vou quebrar alguma coisa dele, de preferência o nariz – Evan disse, sério e eu apenas sorri.

-Tudo bem. Mas temos que limpar essa bagunça. Daqui a pouco a megera chega e acaba com a festa – eu me levantei, juntando os pacotes que ele tinha espalhado pela sala. Limpamos e levamos tudo pra cozinha, bem em tempo de ouvir alguém entrar pela porta. Sai pelos fundos da cozinha e subi direto pro meu quarto. Não estava com a mínima vontade de cruzar com a Sra. Suzan. Joguei a mochila em cima da cama e comecei a separar os materiais pra aula do dia seguinte. Em dado momento, me dei conta de que meu celular não estava em lugar nenhum daquela bolsa. Mau sinal. Vasculhei em cada pequeno canto e... nada. Fui até o corredor e peguei o telefone sem fio, discando apressadamente o número do meu celular enquanto voltava para o quarto. Eu não o ouvi tocar. Quando eu já estava desligando o telefone, ouvi atenderem.

-Claire? – era o Tom, do outro lado da linha. Não consegui evitar que o meu coração desse um pequeno salto.

-Como você sabia que era eu?

-Eu não sei – ele riu. –o número que estava ligando estava registrado como “casa”, quem mais poderia ser?

-Minha mãe. – eu respondi, como se resumisse tudo.

-Oh... merda. – ele deixou escapar –Desculpe, não pensei nisso.

-Ta tudo bem – respondi. –Então... pode me explicar porque você está atendendo meu celular? – eu brinquei, deitando na cama.

-Porque você o esqueceu no bolso do meu casaco quando me entregou ele de volta.

-Faz todo o sentido – eu ri e ele fez o mesmo. Ficamos em silêncio por alguns segundos, eu podia ouvir sua respiração. –Você mexeu nele? – eu disse, finalmente. Aquilo estava me consumindo desde que me dei conta de que o celular estava com ele. Sei que foi algo estúpido pra se perguntar, afinal, se ele ainda não tinha bisbilhotado nada, aquilo certamente atiçaria sua curiosidade para fazê-lo.

-Ainda não – ele respondeu, travesso. –Mas eu provavelmente não entenderia metade das coisas que estão escritas. – ele disse, diante do meu silêncio. Aquilo não melhorou muito a minha situação. Se ele revolvesse dar uma pequena olhada nas mensagens, eu já estaria um bocado encrencada. Havia muitas que diziam respeito a ele, trocadas com Vicki. –Vamos fazer um trato. – ele disse, por fim.

-Um trato?

-Eu vou guardar o celular dentro da minha gaveta agora e resistir á tentação de olhar o que você tanto tem medo que eu veja.

-Sério? – perguntei, desconfiada.

-Juro.

-E o que eu vou ter que fazer em troca? – perguntei, sorrindo, já prevendo o conteúdo da resposta.

-Você vai ter de vir busca-lo amanhã depois da aula – ele disse, travesso. Sua voz estava cheia de segundas intenções. Aquela proposta era muito tentadora, mas ainda tinha a estúpida reunião de organização do chá da minha mãe. –Não vai ter ninguém em casa – ele acrescentou. Ah, que se dane essa porcaria de chá. Tenho certeza de que se eu não chegar muito atrasada e vier nos outros dias Suzan não vai nem notar pela minha falta.

-E como eu vou ter certeza de que você vai resistir a uma espiada? – respondi, no mesmo tom que ele. Ouvi sua risada baixa do outro lado da linha.

-Tem a minha palavra – ele disse, sério.

-Ok, então – respondi, mordendo o lábio inferior –Mas eu realmente tenho que estar até o meio da tarde em casa, está bem?

-Está bem, está bem – ele respondeu, irônico.

-É sério Tom! – eu tentei não rir, mas ele ficou rindo, o desgraçado. –Sua casa fica muito longe da escola? – me lembrei de perguntar. Aquele era um ponto a ser levado em conta se eu quisesse chegar antes da reunião terminar.

-Fica a uns vinte minutos, de ônibus.

-Nós vamos de taxi então. – pensei alto. Ouvi que ele tentou abafar uma risada.

-Se você diz... – ele não questionou –E é até melhor. Teremos mais tempo.

-Mais tempo pra que? – provoquei. Eu já sabia a resposta, é lógico.

-Conhecer a minha casa – ele riu. Eu podia imaginar sua expressão nesse momento. –Não que a gente vá fazer só isso. – ele acrescentou, com a frase que eu usara mais cedo.

-Sei – respondi com sarcasmo e ele apenas riu.

-Droga – ele praguejou –Tão me chamando pro jantar – ele esclareceu.

-Então boa noite, Tom – respondi. –Até amanhã na aula.

-Até amanhã, boa noite pra você também e... – ele fez uma pausa – sonhe comigo – ele disse e eu ri sarcasticamente. –Pode deixar. O celular vai direto pra gaveta e vai ficar nela até você vir buscar. – ele disse, antes de desligar. Me joguei na cama com um sorriso bobo brincando em meus lábios. Tratei de afastar esses pensamentos e me levantei para arrumar as coisas para o dia seguinte. Nem mesmo a comida vegetariana e o estresse da Sra. Suzan com a reunião do dia seguinte conseguiram derrubar o meu humor naquela noite.

Notas finais
E ai, o que acham que vai acontecer no dia seguinte ai hein? hehe