Do Silêncio, as Consequências
7 Capítulo 7
Mel largou as compras em sua cama e voltou pra sala.
-- Você pode dormir aqui de novo, se quiser. — ela sugeriu Depois de se encherem de pizza, elas ficaram confortáveis pra assistir o filme. Mel deitou no sofá com os joelhos dobrados e Amélie sentou no chão, encostada no sofá. No meio do filme, Amélie ficou tão quieta que Mel achou que ela tivesse adormecido. Ela inclinou-se pra frente pra conferir e encontrou lagrimas reluzindo em seus olhos. -- Você tá bem? — Mel perguntou gentilmente, botando a mão de leve em seu ombro. Amélie não respondeu, só colocou sua mão sobre a de Mel. Preocupada, ela apertou um pouco mais forte o ombro de Amélie. -- Vem cá, senta aqui comigo. Lentamente, Amélie levantou-se e sentou próxima a ela, mas olhando pro outro lado. Mel colocou o braço em volta de seu ombro e a puxou mais perto de si. -- Tá tudo bem, sou eu. Eu já vi você chorar antes. — Mel brincou, beijando-lhe a testa. Amélie descansou sua cabeça no ombro da amiga, envolvendo-a em seu braço firmemente e ficou assim até o final do filme. -- Me desculpe por ter ficado tão sentimental, é que mexeu comigo, sabe? — Amélie explicou. -- Você não precisa se explicar pra mim. — Mel respondeu. Sua boca estava perto do ouvido de Amélie, que tremia sentindo a respiração da amiga. Finalmente, Mel disse que ia pra cama, bocejando. Amélie não se moveu. -- Vem, eu deixo você dividir a cama comigo, de novo. — Amélie, então, acompanhou a amiga até a cama. Depois de deitar-se, Amélie novamente colocou a cabeça no ombro de sua amiga e descansou seu braço em volta de seu corpo. Mel maravilhou-se com o quão confortavel esse novo aspecto do seu relacionamento era. -- Confortável? -- Quase lá. Você ta se tornando o meu travesseiro favorito. Elas ficaram ouvindo seus próprios pensamentos enquanto caiam no sono. -- Mel, você ta dormindo? — Amélie perguntou baixinho -- Sim Amélie ignorou e continuou: -- Lembra de hoje mais cedo? -- Que parte?! — Mel estava realmente acordada, agora. -- Lembra que você disse que tudo que é seu, é meu? — Amélie respondeu. -- Sim -- Eu decidi que tem algo que eu quero. — Amélie disse, certa pela primeira vez de que ela sabia exatamente o que queria. -- Meu carro? Ou meu apartamento? — Mel brincou ansiosa, recebendo um tapa na cintura. -- Não, palhaça. Eu quero... Você — Amélie declarou.
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