Do Silêncio, as Consequências
8 Capítulo 8
Os sentimentos de Mel dividiram-se entre alegria e medo. Amélie havia dito as palavras que ela nunca achou que diria.
-- Mel? — Amélie insistiu, quando não obteve resposta. -- Você ouviu o que eu disse? Melissa respirou fundo e finalmente respondeu: -- Sim, eu ouvi. Você sabe o que está dizendo? -- Talvez não completamente, mas eu sei que cometi um erro ao não dizer isso antes. Eu precisava conversar com você sobre isso e não o fiz. Em vez disso disso eu fugi e fiz outra coisa estúpida. Eu não quero cometer o mesmo erro novamente. — Amélie respondeu -- Errei de novo? -- Eu não sei. — Mel respondeu, fazendo com que Amélie se sentasse. Ela virou e olhou pra sua amiga, que ainda permanecia deitada e perguntou: -- Você repudia a idéia ou só não tem certeza se eu estou sendo sincera? Mel olhou nos olhos da amiga, sem saber o que dizer. Amélie viu a barreira que sua amiga havia erguido, sem saber como passar por ela. -- Você construiu um muro a sua volta e eu não sei como penetrar. Por que você não fala comigo? — Amélie exprimiu seus medos. Mel fechou os olhos pra não ver a dor refletida nos olhos de Amélie e respondeu: -- Eu tenho medo. -- De mim? — Amélie perguntou, aflita. -- Não, de mim. Amélie decidiu se arriscar e chegou mais perto de Mel. -- Você tem medo disso? — sussurou. O beijo na testa de Mel foi leve como uma pena, mas a sensação a fez tremer. Amélie continuou olhando nos olhos da amiga, procurando qualquer sinal de que estava conseguindo passar pela barreira. -- Ou você tem medo disso? — disse, ainda vendo o conflito nos olhos de Mel, e gentilmente beijou-lhe a bochecha. Mel sentia as emoções correndo pelo seu corpo. Ela podia sentir o calor aumentando e não importa o quanto lutasse, ela sabia que não ganharia dessa vez. Ela abriu os olhos rapidamente quando ouviu a voz de Amélie, agora mais intensa. -- Ou isso? -- Amélie inclinou-se e encostou seus lábios nos de Mel. A doçura era indescritível e Mel só fechou os olhos, gemendo. Amélie sabia que finalmente conseguira penetrar aquela barreira e sentiu uma necessidade de olhar naqueles olhos verdes que ela adorava. Ela começou a afagar a bochecha de sua amiga, até ela abrir os olhos de novo. Amélie olhou nos olhos verdes que estavam cercados por lagrimas e finalmente viu que a barreira estava caindo em pedaços. -- Você sabe o quanto eu amo você? — Amélie perguntou, inclinando-se pra beijá-la novamente. Dessa vez, o beijo teve objetivo e ela mordeu de leve os lábios de sua amiga, até que Mel suspirou e sucumbiu. Enquanto o beijo se intensificava, Mel puxou Amélie pra cima de si. Pela primeira vez em sua vida, sentiu-se completa. Suas linguas competiam por controle enquanto o calor da paixão aumentava. Rolando na cama, Mel prendeu Amélie abaixo de si. Ela parecisava parar antes que fosse tarde. -- Você tem certeza? — Mel perguntou a sua amiga. -- Eu nunca tive tanta certeza em toda a minha vida. Eu só... não sei o que fazer? — Amélie admitiu. Mel olhou dentro de seus olhos, procurando por qualquer sinal de medo ou incerteza. Em vez disso, ela achou amor refletido. -- Faz o que for confortável. Se você quiser parar, a gente para. -- Eu te amo! — Amélie disse, apaixonadamente. -- Eu também te amo. Sempre amei — Mel sussurou e deslizou sobre o corpo de Amélie pra começar um gentíl exploração com a sua boca. Naquela noite, dois corpos cujos corações batem em uníssono, saciaram-se em um eclipse de almas perpétuo. FIM
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