Do Princípio...
56 Semelhança
Notas iniciais
Era pra mim postar antes mas não deu! Não foi nem por causa de tempo mais sim pq eu estava com criatividade zero. :/
Desculpa, acho que o capítulo não ficou bom, mas foi o que minha mente liberou (acreditem vcs vão odiar o capítulo mas estou tendo bloqueios constantes, então peço que me perdoem :/)
Enfim, eu queria mandar um beijo pra todas as minhas leitoras maravilhosas que estão sempre, e quando eu digo sempre é sempre mesmo, comigo me dando carinho e força pra continuar.
Quero pedir desculpas por ainda não ter respondido todos os comentários, eu realmente tento quando dá mas só consigo responder uns 4 ou 5 por vez, mais eu respondo ^^
Vou tentar entrar em dia com as respostas, acho um absurdo da minha parte ainda não ter respondido tudo! (vou tentar eu prometo!)
E queria agradecer à duas leitoras que me mandaram mensagens, na minha caixa de mensagens, lindas pedindo pra que eu postasse: Lary e Nath!
Essas duas são leitoras, assim como vcs, maravilhosas, super engraçadas e ao que tudo indica Nath está contando os dias das postagens da fic (eu ri muito nessa hora Nath ^^), e Lary parece que tem um AVC quase todo dia que ela entra e a fic não foi postada ainda (nem vou falar que me dobrei de rir amiga ^^).
Sério, vcs são super legais e muito engraçadas! Nãos só vcs como todas minhas leitoras, acho que fui abençoada pois não poderia ter pessoas que amassem tanto a fic quanto vcs!
Sim, eu amo todas vcs! (segredo ^^)
Outra coisa, Até que meu coração pare de bater está com um capítulo novo, assim que eu consegui (o q não será hj pois tenho prova amanhã :'( posto pra vcs ;D
De qualquer forma, mil desculpas novamente, e espero que me perdoem pelo capítulo :(
Desculpem erros...
P.O.V Nath
Quando abri os olhos não fazia ideia de onde estava e como havia vindo parar em tal lugar.
O lugar era amplo e todo branco, sem nada, apenas claridade.
Olhei ao redor tentando achar uma saída daquele imensidão, porém nada havia, apenas paredes brancas erguiam-se à minha volta fazendo-me, pela primeira vez na vida, sentir-me caustrofóbica.
_Acalme-se Natália._voltei-me para a imagem do Grande Leão que postava-se em minha frente.
Senti todo o meu corpo relaxar quando vi Aslam ali comigo, de certa forma o Leão trazia consigo uma paz infinita, algo que acalentava o coração dos temerosos...
_Aslam, que lugar é este?_apressei-me a perguntar, era certo que tal lugar não existia em Nárnia, estava eu perdida em meu próprio subconciente?
Aslam riu, tomado de compaixão em seu olhar.
_Querida, é exatamente o que você pensa, de certa forma está é a sua inconciência, é nela que vi um meio de conectar-me à você para poder-lhe avisar dos perigos que ainda estão por vir.
Aslam ter ideia dos pensamentos que voavam por minha cabeça era algo normal, pelo menos para mim, mas quando ele mencionara novos perigos meu corpo inrijeceu no mesmo instante, eu mal podia respirar de tão nervosa que fiquei.
_O que há Aslam?Por favor diga-me, só assim poderei ajudar os demais!_implorei tentando deixar a voz passiva, porém fracassando vergonhosamente já que a mesma saíu como um grasnido.
Aslam olhou-me com sabedoria, uma sabedoria incontestável nos olhos...
_Natália, você precisa voltar para o presente e tentar manter todos focados na Guerra, você precisa ajuda-los a encontrar uma saída!_disse Aslam olhando-me.
Tentei não demonstrar o quanto suas palavras me apavoraram.
O que eu, uma simples Guardiã Lunar, poderia fazer além de erguer minha espada e lutar contra os demais inimigos de meus amigos? O que eu, uma pessoa que não tinha poder sobre seu próprio corpo e que sofria a tortura de um Rei cruel poderia fazer para deter as mais terríveis catastrófes que estavam para ocorrer?
Aslam parecia seguir minha linha de pensamento, sendo assim ele logo se pronúncio antes que eu o fizesse.
_Querida, você é uma peça chave nesta guerra, as coisas não tomaram outro rumo se você não decidir intrometer-se em tais questões.
Franzi o cenho, pois nada do que Aslam falara fazia sentido aos meus ouvidos.
_O que posso eu fazer?_perguntei séria, continuando sem entender nada._Aslam, sou apenas uma Guardiã cuja a vida fora negociada à milênios, tenho tantas maldições escoradas em minhas costas que chega ser vergonhoso estar em sua presença e não sentir a miníma culpa ou vergonha por ter cometido tais transgressões no passado!_desabafei consumida por repugnância de mim mesma.
Aslam continuou a me encarar, ele sentou-se em sua patas traseiras e prosseguiu a falar com a voz mais majestosa do que nunca.
_O amor nunca fora motivo para sentir vergonha ou remorso minha querida._disse simplesmente, fazendo-me sentir-me ainda mais confusa do que já estava._O que você chama de maldição eu chamo de destino, o que você diz ser repugnate eu digo apenas denominar-se amor.
Não pude deixar de molhar minha face com tais palavras do Grande Leão.
Pensar que Aslam não me tinha como tansgressora de meus atos feitos no passado era mais do que eu poderia pedir-lhe.
_Acha mesmo que um dia tudo voltará ao normal? Acha que poderá me perdoar?_perguntei chorando, deixando de lado a imagem de guerreira destemida e impenetrável que tanto sustentara na frente dos demais.
Aslam riu alegre, descontraíndo ainda mais o momento.
_Eu não tenho o porquê de lhe perdoar, já que aos meus olhos você não fizera nada. E mesmo que tivesse feito, deves saber Natália, todos aqueles que pedirem perdão com o coração serão atendidos por mim.
Sorri em meio as lágrimas, as palavras de Aslam haviam tirado um enorme peso de meu coração, e por mais que minha vida toda estivesse sido construída em culpa, eu estava feliz por saber que a única pessoa que poderia me julgar era a que nunca faria tal coisa, pois nele o amor prevalecia mais do que tudo.
Mesmo que raramente o fizesse não pude evitar de abraçar a juba resplandecente de Aslam, enquanto murmurrava pedidos de obrigado incontáveis.
Quando finalmente me afastei, e o olhei, as lágrimas já haviam se esvaido de meu rosto, deixando, assim, lugar apenas para um sorriso gigantesco no mesmo.
_Agora que a culpa já não faz mais parte de seu ser você retornará para junto dos seus, uma vida será salva por suas mãos Natália, e se seguir minhas palavras outras também terão sua salvação por meio de seu espiríto que sempre fora e sempre será revestido de amor...
A alegria dentro de mim era imensa, Aslam não poderia presentear-me com melhores palavras do que aquelas.
_Obrigado Aslam._disse feliz.Aslam sorriu e recuou alguns passos, logo que vi o que ele faria levantei-me e senti o vento de seu rugido penetrar-se em meus ouvidos fazendo-me cair no tão esperado presente.
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Acordei com a face sobre o solo duro, eu podia sentir meu corpo dolorido, porém, mesmo assim, estava feliz por ter tido a oportunidade de me abrir com Aslam e receber, como presente, suas palavras reconfortantes.
Levantei um pouco a cabeça e vi a prima de Suzana, Victoria, recuando alguns passos, sua face estava pálida como se o medo estivesse se apossado da mesma.
No mesmo segundo que ouvi gritos vindo do outro lado do acampamento pude entender o que ocorria.
Fiz com que minhas asas fossem abertas facilmente, voei até onde Victoria estava e postei-me na sua frente, deixando-a escondida atrás de meu par de asas.
Ali, parada em posição de defesa, pude ver cada face dos soldados e Reis que ali estavam.Mesmo com tantas emoções passando pelas expressões dos mesmos tentei me concentrar na única que fazia meu coração tamborilar no peito.
Edmundo estava aliviado ao que tudo indicava, porém ele parecia se controlar para não caminhar até mim, como se os olhares ali presentes fossem a única coisa que lhe prendia de correr até meu encontro.
Sorri, talvez meu sorriso tenha sido exageradamente grande, pois na mesmo hora todos me olharam confusos, como se não fosse a Guardiã Lunar que estava ali parada.Meu primeiro pensamento foi correr até Edmundo e beijar-lhe com todo o meu coração e meu amor, porém as palavras de Aslam ecoaram em algum lugar de minha mente alertando-me dos perigos que estavam por vir.
Manter o foco era o que ele havia dito, sendo assim demonstrar tal afeto pelo Rei talvez acabasse por tirando a atenção do mesmo e era isso que Aslam queria evitar, então, reunindo todas as minhas forças, apenas sorri carinhosamente para Edmundo e no mesmo segundo que o fiz recebi um olhar amoroso em minha direção.
Tive que fazer muito esforço para não me atirar em seus braços, puz-me, então, a tentar lembrar da prima de Suzana que estava escondida atrás de mim.
_Ela não é nossa inimiga, pelo contrário, está do nosso lado e trouxe informações importantissímas sobre os telmarinos.
Todos entreolham-se desconfiados, só Edmundo parecia não ter dúvida de minhas palavras.
_Então por que razão você desmaiou por breves segundos Natália?_perguntou Pedro com o olhar enigmático.
Postei meu peso em apenas uma perna, qual seria a desculpa para não contar-lhes sobre a tortura de Ramandu?
_Acho que posso explicar._disse uma voz fina, porém caregada de firmeza.Deixei que minhas asas se fechassem mostrando a figura escondida por detrás das mesmas.
Victoria ainda estava muito pálida mas ficou ao meu lado firme, como se minha presença ali lhe tivesse dado um pouco mais de esperança.
_Acho que eu não deveria ter comentado com a Guardiã o que acontecera com os corpos dos narnianos mortos no castelo do Rei Mirraz, mesmo para as mais valentes das guardiãs isso causaria um tremendo choque._terminou Vic com um olhar culpado.
Embora sua expressão fosse convincente sua mentira era absurda, porém não pude encontrar maneira mais fácil de fugir da pergunta de Pedro.
Todos me olharam curiosos, a linha de pensamento deles era tão visível quanto suas expressões.
Estava claramente certo que eles duvidavam que eu pudesse abater-me apenas por conta de tais guerreiros mortos.
_É, talvez o choque de saber o que ocorrera tenha me pegado desprevenida._disse, tentando sustentar a mentira.
Edmundo sorriu, ele não parecia estar convencido da desculpa mais estava claro que se fosse para apoiar-me ele faria qualquer coisa.
Meu coração pulou de felicidade ao olhar seus olhos negros, eles tinham uma mistura de amor tão inocente que era como se estivesse revivendo nosso amor de anos atrás...
_Os corpos foram queimados numa grande fogueira no próprio pátio do castelo, no mesmo dia, durante o evento, Mirraz tornara-se Rei._mesmo sem ninguém perguntar Vic voltou a se pronunciar.
Apesar de todas as faces à minha frente estarem tomadas por dor, tinha uma em questão, que parecia se destacar entre as demais.
Pedro tinha o olhar perdido em culpa, o que só me fizera sentir mais pena dele.
Desde o dia em que Suzana se fora ele prontificara tal expressão, e as coisas pareciam apenas piorar para ele, afinal de contas, ele era o Rei, tudo caia em cima de suas costas, até os menores erros...
_Como saberemos que ela não está mentindo?_perguntou Caspian, sempre desconfiado.
Victoria nada falou, porém percebi que seu olhar cruzou-se com o de alguém e no mesmo instante nada mais precisava ser dito. Ela era uma das nossas!
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P.O.V Pedro
Eu encarava o chão, a vergonha por ter sido o causador de centenas de mortes de soldados narnianos parecia fazer-se cada dia mais presente em meus pensamentos, e após saber o ocorrido eu só tinha que tentar não fraquejar na frente de meu povo.
_Como saberemos que ela não está mentindo?_perguntou Caspian ao meu lado, como se não houvesse engolido uma única palavra do que até agora tinha sido dito.
Levantei o olhar curioso, e sem querer meus olhos cruzaram com os de outra pessoa, e por um segundo, um segundo mais do que bom, Suzana estava na minha frente novamente.
Seus olhos azuis me encararam com amor, um amor diferente, porém ainda havia amor nos mesmos.
A surpresa também se espreitava por entre as cachoeiras que eram seus olhos, sempre tão cheios de vida, sempre tão...inigualáveis...
_Suzana..._sussurrei feliz, o coração pela primeira vez respondendo ao mundo à minha volta, pela primeira vez o amor prenchendo-me novamente...
O olhar de Suzana ficara sério, triste até. Algo que não compreendi de imediato, porém apenas quando a voz de Natália irrompeu que pude perceber o quão estava eu enganado.
_Sim, Victoria é prima de Suzana, veio nos ajudar!_disse a Guardiã feliz, mostrando-me que o olhar que eu tanto esperava encontrar era de certa forma familiar, mais não era o mesmo.
Pisquei algumas vezes tentando concentrar-me na cena.
Quando voltei a olhar Victoria, prima de Suzana, agora já não era com o olhar que a vira na primeira vez.
Depois de encontrar uma certa característica de Suzana no seu olhar, tudo nela parecia ter alguma semelhança com a garota que fazia meu coração desparar.
Ela tinha a mesma pele alva de Suzana, seus cabelos eram tão castanhos e sedosos quanto os da mesma e sua boca era tão convidativa quanto à de minha amada...
Tentei ignorar o fato de estar sentindo-me atraído pela prima de Suzana, porém os olhos e todo o resto parecia influenciar-me a atenção.
_Nos ajudar exatamente com o que?_a voz de Edmundo disse nada ríspida, talvez pelo fato de que se dirigia à Natália.
A Guardiã ficou um pouco mais séria, mais estava claro que ela estava sentindo-se nas nuvens por receber os olhares de Edmundo, carregados de amor, em sua direção.
_Os soldados estão à caminho, e parecem que vem munidos de armas em grande porte._disse Nath fazendo-me deixar de lado a prima de Suzana, pelo menos por alguns segundos.
_E soldados? O número é grande?_perguntei para Natália, não queria ter de encarar Victoria, pois sabia que se o fizesse talvez não conseguisse desprender o olhar.
Nath assentiu preocupada, e pela sua expressão as coisas pareciam ser piores do que imaginávamos.
Notas finais
Espero que não tenham me odiado pelo capítulo, foi o que deu pra fazer já que tem um super bloqueio na minha mente ¬¬'
Enfim, espero que quem tenha gostado mande comentários, e quem não tenha gostado...bom, aí fica a critério da pessoa ;D
Mil beijos, fiquem com Deus, boa noite...
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