Do Princípio...

55 A ira de Ramandu


Notas iniciais
Eu voltei e agora é pra ficar, pq aqui, aqui é meu lugar...(ignore-me enquanto canto essa música) ^^
Sei que estou em dívida com vcs, mais vou compensar isso, eu prometo, o capítulo não ficou muito bom mais já vou atualizar daqui alguns dias ela de novo e a outra fic também.
Desculpem erros, acreditemn deve ter muitos ;D
Volto com mais tempo no próximo capítulo.
Bjs!

P.O.V Autora

Edmundo ficou ali, impossibilitado, se sentindo totalmente impotente enquanto observava Nath se afastar para perto da garota.

_Não acho que isso seja uma boa ideia._balbucio com raiva, ele queria que ela estivesse ao seu lado, ele queria sentir a presença da guardiã ali perto de si, ansiava por poder defende-la e demonstrar o quanto aquela pequena garota em pouquissímas horas conseguira mudar todo o conceito da palavra amor para o jovem Rei.

_Não se aflija Edmundo, ela sabe o que faz, já foi treinada em batalhas._disse Caspian com os olhos concentrados à sua frente.

Edmundo mudou o peso do corpo para uma perna só, era tão frustante ter de ficar parado enquanto sua mente colocava centenas de imagens na sua cabeça, e definitivamente o filme que estava passando na mesma não o agradava nada.

_Tente pelo menos não demonstrar o quanto ela significa para você.

De súbito Edmundo virou para Pedro, enquanto esse mantinha-se impassível como se nada tivesse dito.

_Do que você está falando?_perguntou Edmundo voltando os olhos para a pequena guardiã que se afastava cada vez mais de onde eles se encontravam.

_Falo por experiência própria meu irmão. Não deixe que as garras do amor impeça você de se focar no seu dever. Não é só Natália que está em risco, estamos todos, e devemos zelar por nosso povo._disse Pedro sem olhar para Edmundo, a mascára do Rei magnífico era impenetrável, sem emoções!Edmundo nada disse, pois, apesar de saber que Pedro só dissera isso por conta da dor que estava sentindo por Suzana ter ido embora, ele sabia que tinha que se focar no verdadeiro objetivo, mais era impossível considerando o súbito enfraquecimento em suas pernas quando apenas o olhar da guardiã o encarava.

Natália parou à centimetros da garota de altura mediana à sua frente.

Ela olhou atentamente para a cara da menina, ela parecia exausta, e assustada como se ver criaturas meio humanas e meio animais não fosse comum.

_Quem é você?_perguntou direta, se era algo que Natália não suportava era ir sorrateiramente até a pergunta.A garota engoliu em seco, estava claro que esperava que Natália fosse mais gentil, principalmente por se tratar de uma mulher.

_Desculpe-me, eu sou Victoria, prima de Suzana._disse a garota, a voz estava extremamente trêmula.

Natália soltou um suspiro pesado, pensar em Suzana fazia com que ela se sentisse muito mal, estar com Lilliandil no mesmo corpo passando-se por uma mentirosa que largou o próprio povo era algo apenas para alguém que não pensasse só em si própria, era algo para Suzana, que sempre esteve com eles mesmo quando não estava fisicamente ali.

_O que quer aqui? Sua prima não se encontra mais conosco!_disse Natália com raiva, ela queria amedrontar Victoria, queria não transparecer o carinho que tinha pela prima da mesma.Vic enrugou o cenho, algo estava atordoando-a, era óbvio que essa só podia ser Natália de quem Suzana falara no caminho até ali, e segundo a própria prima ela sabia o que estava acontecendo com a mesma.

_Acho que está ocorrendo um equivoco, minha prima falou que você sabia que ela se encontrava aprisionada no corpo de Lilliandil._Vic não pode deixar de pronúnciar o nome com um certo desgosto, à primeira vista já percebeu que a filha de Ramandu não tinha nada de bondade em si mesma.

Natália abriu a boca confusa, como assim Suzana falara para ela?

Suzana estava junto de Lilliandil, não era?!

Vic pode ver as perguntas acumularem-se nos olhos da guardiã e entendeu tudo de uma única vez.

_Não me diga que você não sabia?_disse com nojo, como ela não percebeu que Lilliandil tinha praticamente assasinado Suzana por conta de um ciúme bobo?!

Pela primeira vez a guardiã não sabia onde encontrar palavras para falar, ela estava perdida, desde quando Suzana havia conseguido sair do corpo de Lilliandil?

Sem esperar resposta Vic soltou as palavras em um joro:

_Sua querida protegida tentou matar Suzana dentro de si mesma quando percebeu que minha prima cultivava um sentimento, até então desconhecido pela mesma, pelo jovem príncipe telmarino. Suzana caíu na escuridão graças aquela estrela! Se não fosse Aslam, mais uma vez mostrando que está do lado do bem e daqueles que acreditam em seu nome, minha prima a essa hora teria desaparecido por culpa de sua protegida!_Vic explodiu, algo realmente incrível considerando que não costumava fazer o mesmo, principalmente com alguém desconhecido.

Nath tentou reaprumar-se, rebater umas poucas e boas para a tal prima de Suzana mais ela estava muito assustada e ao mesmo tempo feliz.

_Conte-me o que houve._disse numa voz emocionada, tentando, porém fracassando inutilmente ao parecer séria e insultada.

Vic suspirou, era óbvio que a menina estava cansada de tanto rodeio, ela queria avisar para o que tinha vindo, eles precisavam saber que estava a caminho um grande exército capaz de esmaga-los como formigas.

_O que importa é que Suzana conseguiu seu corpo de volta, e que no caminho para cá encontramos Lúcia e Lilliandil e tanto Suzana quanto a filha de Ramandu foram pegas pelos soldados de Mirraz.

Nath congelou no mesmo momento, não era apenas o choque inicial que causara isso, pois algo muito mais doloroso começara a acontecer.

P.O.V Natália

No mesmo instante que a prima de Suzana proferiu o que havia acontecido pude sentir a raiva de Ramandu crescendo dentro de mim.

Trinquei os dentes e me preparei para a dor que estava por vir.Como esperado a dor era dilacerante, como fogo consumindo um canavial, rápido e infalível!Arfei, tendo o cuidado de não soltar um grito, a dor estava mais forte do que as outras vezes, afinal de contas o Rei já sabia que sua filha corria um risco mortal nas mãos dos telmarinos e como guardiã da mesma era dever dela ter cuidado de sua filha.

Fogo!

Era tudo que eu sentia.

Uma dor insaciável que jamais pude pensar sentir com tamanha colisão dentro de mim mesma.

Encarei a garota na minha frente.

Entre cachos emoldurados com um toque avermelhado estava um rosto indecido, estava claro que a garota estava sem entender do porquê de meu comportamento.

Ela parecia não saber se me segurava ou se não se aproximava, afinal, ao que tudo parecia, ela temia o exército que estava a alguns metros de distância pronto para acerta-lhe caso ela tentasse aproximar-se de mim.

_Apenas finja que está tudo bem!_disse com a voz embargada, as lágrimas molhavam meu rosto num fluxo memóravel que jamais eu esqueceria assim como aquela dor insuportável.

Vic assentiu imperceptívelmente, ela parecia entender algo quando seus olhos correram para um ponto luminoso e flamejante em meu braço.

Corri os olhos pelo mesmo também, mas de uma certa forma eu já sabia o que veria, só não imaginava que o Rei estivesse com tanta raiva.

_Haaa!_soltei sem querer quando minha marca brilhou e soltou um brilho vermelho, como se fosse larva de um vulcão.Ainda tentando manter-me em pé, observei, juntamemente a Victoria, o líquido tomar vida e correr até a extremidade de meu pulso.

A dor parecia que enlouqueceria-me a qualquer segundo, uma vez que a dor naquele ponto era muito mais incontrolável do que a de dentro de mim mesma.

O líquido fez a volta pela minha pele agilmente, o fogo ali contido passou por diversas vezes por entre meu pulso erguendo uma chama vermelha escarlante.

Por último, como se para apenas dar-me a primeira lição de um castigo eterno, o círculo de fogo parou ali queimando-me ainda mais.Suspirei e chorei quieta, tentando não fazer barulho.

Eu já não conseguia sustentar minhas pernas, era como se Ramandu quisesse tirar-me toda minha força, esgotar-me e por último humilhar-me perante aos demais.

Como se resposdendo ao meu pensamento o fogo acendeu-se ainda mais, deixando claro a força, a soberania e a raiva do Rei.

Depois, o fogo subiu em círculos pelo meu braço, serpenteando-o, envolvendo-o e me fazendo sofrer por demasiado.

Com a mesma facilidade que subiu o fogo se apagou apenas deixando a marca de uma queimadura entre meu pulso, uma cicatriz em forma de corrente, um aviso claro de que eu estaria acorrentada pela raiva de Ramandu por toda minha eternidade caso não resgatasse sua filha.

"Será tão torturante que você vai súplicar pela morte..."

As palavras de Ramandu me atingiram, como se eles apenas estivesse refrescando uma conversa dita alguns milênios atrás.Um suspiro veio de perto.

Lembrei-me que não estava sozinha e encarei Victoria.

_Não diga o que viu a ninguém!_disse antes de cair nos braços da mesma e a caminho da escuridão exaustiva.

Notas finais
Amo vcs, posso pedir comentários depois da demora?
P.s: quero agradecer as minhas leitoras que me fizeram acordar e me botaram a escrever de volta, estou super feliz de estar aqui novamente.
Responderei os comentários (todos) antes do próximo capítulo ;D
Amo vcs!