Do Not Be Afraid Of The Dark
2 Capítulo 2
Logo após o ocorrido, acordei dentro do meu carro. Ele estava batido em uma árvore, no meio da floresta. Eu não lembro de nada desde o pulo no rio. Saí do carro e fui andando até uma cabana próxima de lá, ainda estava muito escuro. E a floresta à noite me assustava. Andei por alguns minutos, até que um homem veio em minha direção parecendo assustado.
- Desconhecido: Por favor, me ajude. Ele quer me matar!
- Quem? Quem quer matar você?
Ele ficou calado. Quando olhei para atrás, vi outro homem vindo. Ele era diferente, carregava um machado, e tinha os olhos totalmente pretos. Eu fiquei parado, mas o outro tentou fugir até que o machado atingiu suas costas. Eu não tive alternativa, fui correndo, me escondi dentro da cabana. Ele tentou abri-la, a fechadura estava rompendo. Eu tentava achar outra saída, até que achei uma arma. Uma pistola Calibre 45. Carregada. O homem conseguiu invadir o local, eu mirei e disparei 5 vezes contra ele. Ele sumiu. Simplesmente, sumiu. Fiquei longos minutos me perguntando como isso era possível, se eu estava louco, ou se realmente aconteceu. Nunca tinha disparado com uma arma na vida. O som do eco continuava em minha cabeça. Procurei um meio de comunicação na cabana, mas não achei nada. Quando olhei para o céu, vi um farol. Só me restava ir até lá.
Eu levei a arma junto, aliás, poderia ter outros. Segui em frente com minha caminhada quando eu achei três homens conversando. Fui até eles.
- Oi, vocês poderiam me ajudar? Eu bati o carro, estou perdido.
- Não. Preferimos te rasgar em pedaços.
Quando virou o rosto, seus olhos estavam pretos. E seu rosto era deformado. Assim como os outros. Vieram atrás de mim, eu não tive alternativa. Mirei e atirei. Descarreguei a arma nos filhos da mãe, mas foi perda de tempo. Eu comecei a correr, já estava próximo ao farol, minha última esperança. Eles continuavam atrás de mim, eu estava muito cansado. Quando finalmente cheguei, para minha surpresa, era um mercado. Entrei, e fechei as portas. Quando olhei para fora, tinha mais cinco deles. Eles certamente conseguiriam derrubar a porta facilmente, mas não o fizeram. Ficaram parados na escuridão, como se não conseguissem entrar. Eu fui em busca de um telefone, o mercado estava vazio. Achei meio suspeito, mas não tinha opções. Fui até o fim do corredor, enfim, achei um telefone.
- Polícia: Alô, qual é a emergência?
- Eu bati meu carro. Há uns homens atrás de mim, eu preciso de ajuda, agora.
- Polícia: Qual o endereço?
- Eu.. eu não sei. É um mercado, perto da floresta. Próximo à um farol .
- Polícia: Entendido, fique calmo. Mandaremos uma unidade para o local imediatamente.
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