Um carro da polícia chegou no mercado em poucos minutos. Para nossa sorte, já estava amanhecendo. Creio que esses "homens" atacam na escuridão, e que a luz é a salvação.

- Policial: Você está bem? O que aconteceu?

- Eu bati meu carro e quando fui pedir ajuda acabei sendo atacado por uns homens de olhos negros.

- Policial: Vamos resolver isso, ok? Me acompanhe até a delegacia, e vamos pegar seu depoimento.

Entrei no carro, e fomos em rumo a delegacia. Eu sei o que aconteceu, o que eu vi. Mas a polícia não vai acreditar em mim. A Sarah está desaparecida e sinto que essas pessoas que tentaram me matar têm envolvimento nessa história.

Eu já prestei depoimento, falei a verdade. Tirando a parte dos olhos pretos, e da escuridão.. Creio que eles não vão me ajudar nessa parte! Terei que descobrir sozinho.

- Delegado: Samuel, me acompanhe até minha sala.

- Claro, o que aconteceu?

- Delegado: No seu depoimento, você viu a Sarah se afogar no lago?

- Eu.. Eu não sei direito, depois de tentar salvá-la, eu acordei dentro do meu carro a alguma distância de lá. O que aconteceu com o meu MusTang 65?

- Delegado: Fomos a sua casa, achamos tudo bagunçado e a ponte que dá acesso ao lago destruída. Mandamos um guincho para pegar seu carro.

- Ok. O que pretendem fazer sobre o caso de minha mulher?

- Delegado: Faremos o possível.

- Vá pro inferno.

Eu bati a porta da delegacia, precisava respirar um pouco de ar puro. Quando olho para frente, lá está ela, a senhora que encontrei no mercado. Ela não desviou o olhar de mim. Eu fui até ela, precisava de respostas.

- Quem é você? Por que me persegue?

- Althea: Meu nome é Althea. Eu lhe avisei que ficasse longe do escuro por que ele iria destruir você, te consumir.

- Isso é sobre minha esposa? O que sabe sobre o sumiço dela? .... Responda!

A batida de um carro me distraiu. Quando olhei para frente novamente, ela havia sumido. Sabia que a polícia não iria resolver esse caso. Seria melhor eu voltar à casa, e procurar rastros do que poderia ter acontecido. Passei em uma loja e aluguei um carro. Peguei na minha mochila algumas joias que eu guardava há anos e as vendi. Comprei uma Shotgun, com 35 balas e uma Magnum. Eu sabia que algo ruim estava por trás disso. Dessa vez eu estou preparado.

Aluguei um carro, Chevy 1969,e fui em direção a casa. Ainda restavam 30 minutos para amanhecer. Não demorei muito para chegar lá. Quando me aproximei da porta, uma dor de cabeça veio e eu deitei no chão.

Flashback:

11/12/2012

- O que você fez com minha mulher?

- Althea: Ela está morta, eu a matei. E você será o próximo. Adeus.

16/12/2012.

Meu deus. Agora eu me lembro. Quando eu saí do lago, aquela velha estava lá! Seus olhos estavam pretos e ela me jogou na floresta. Peguei o carro e fugi, até que bati na árvore. Por que eu lembrei disso apenas agora? Quem era aquela Althea? O que, ela é?

Já estava à noite e isso me preocupava. Após isso, me levantei e entrei na casa. Algo estava muito diferente, havia símbolos por toda a parte, símbolos antigos. Fui até o carro pegar um papel para desenhá-los e decifrar seus significados. Quando me virei, haviam dois homens parados em minha frente .Um deles tinha uma faca enorme, e o outro um machado. Botei minha Magnum na cintura e carreguei a Shotgun. Quando me aproximei, vi seus olhos completamente pretos. Sem pensar duas vezes, puxei minha Magnum da cintura, mirei e atirei. A bala foi reta e acertou seu crânio, ele caiu. O outro pegou o machado e jogou em minha direção, mas eu consegui desviar. Peguei a Shotgun, mirei em sua cabeça e disparei. Eu vi ambos caídos no chão, e ,aquele momento.. Me trouxe um grande prazer! Entrei na casa novamente e fechei a porta. Quando um machado a atravessou e cortou meu braço. Eu olhei pela fechadura e vi ambos em pé novamente. Larguei a Shotgun, e fiquei apenas com a Magnum. Agora eu só podia usar um dos meu braços.

Fui para o andar de cima e peguei minha lanterna. Tentei fugir pela janela, sem sucesso. Eu os vi subindo as escadas, invadiram o quarto. Mirei a lanterna no rosto dele se vi que eles se deformaram. Eu, sem opções, mirei e atirei na sua cabeça. Ela explodiu e seu corpo voou para longe. Fiz a mesma coisa com o outro, a bala atravessou seu pescoço, ele deu um grito perturbador e morreu. De alguma maneira, a luz deixava eles vulneráveis. Terminei os desenhos, mas meu braço estava doendo muito. Não podia esperar até o amanhecer. Peguei meu carro, e fui em direção ao hospital. Na estrada, eu fui parado por um carro da polícia, ele se aproximou de mim. Tampei a ferida em meu braço.

- Polícial: Documentos do carro, por favor.

- Claro, só um momento.

Quando a luz refletiu em seus olhos, ambos estavam pretos. Eu acelerei o carro e atropelei o "Policial". Ele disparou três vezes contra mim, mas só danificou o carro. Que nem é meu. Finalmente cheguei ao hospital. Mostrei meu ferimento e a recepcionista me levou direto a uma médica.

- Você é a Dr. Meggie?

- Meggie: Sou eu, Samuel. Deixei me ver seu braço.. Nossa, está muito feio. O que aconteceu?

- Um acidente, mas nada de grave.

- Meggie: Você está com problemas?

- Minha esposa, Sarah. Desapareceu.

- Meggie: Eu sinto muito por isso. E, sinto muito em te dizer. Seu braço ficará uns dias de molho.

- Não vou poder dirigir?

- Maggie: Não. Mas não se preocupe. Eu te levo até em casa.

- Por que faria isso por mim?

- Maggie: Meu irmão, desapareceu a dois anos. E eu não deixaria você ir sozinho.

Logo após ela cuidar de meu braço, fomos até minha casa. Ela me deixou lá e me passou seu telefone. Eu estava pronto para pesquisar sobre os símbolos até desvendar esse mistério. E ,claro, achar a Sarah,mas eu precisava de ajuda.

- Alô, Elkins?

- Elkins: Samuel, é ótimo ouvir sua voz. O que rolou para você ligar?

- Eu preciso de sua ajuda, para algo grande. Venha para Lawrence.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.