Do I wanna know?

4 "Maybe I'm too busy being yours to fall for somebody knew"


Notas iniciais
SEUS LINDOS E MARAVILHOSOS. Sei que demorei um pouco demais pra vir com esse capítulo, e também sei que disse, eu acho, que o lemon seria agora. Bom, ia ser mesmo, juro USUAHUSH Mas houve alguns imprevistos na hora que eu tava escrevendo e se eu colocasse aqui, ficaria gigante. Eu queria agradecer, de coração, mesmo três pessoas: Kuchiki Gaby, Gi Bastia e Akane por terem comentado em todos os capítulos e me darem esse apoio lindo *----* E a Mirian também, que comentou no cap passado. Gente, eu amo vocês, sem mais. E a personagem que vai aparecer é nova e ideia minha na intenção de homenagear uma pessoa que eu admiro muito.

Dizer que Renji estava subindo pelas paredes era quase um eufemismo.

A bem da verdade, o ruivo mal conseguia se concentrar no próprio trabalho –– e as atividades da empresa naquela semana estavam intensas, diversos contratos empilhavam-se em sua mesa apenas esperando para serem analisados ––, o ar dentro de sua sala parecia cada vez mais abafado. Sentia-se claustrofóbico. Desde aquela noite de sábado, há duas semanas, os pensamentos que se acometeram em sua mente no decorrer dos dias eram completamente impróprios para o local e horário. E eles vinham nos momentos mais inoportunos.

Como agora, na reunião em que se encontrava, com todo o corpo administrativo e financeiro da empresa, Renji fazendo parte do primeiro grupo. Eles discutiam algumas novas propostas que vinham recebendo de outras macro-empresas, todas intentando os produtos de alto desenvolvimento tecnológico produzidos por Kuchiki Byakuya, que parecia concentrado em cada palavra saída da boca de Aizen Sousuke, o diretor financeiro.

O ruivo fitava o presidente com demasiado interesse; não conseguia disfarçar, acabava sendo mais forte e as palpitações intensas de seu coração só serviam para comprovar o quanto estava envolvido e entregue. Respirou fundo, sentindo falta de uma boa dose de nicotina. Havia retomado o antigo hábito –– e, decorrente disto, parecia mais uma chaminé ambulante –– graças à carga de estresse que vinha se acumulando com o passar das semanas. Sentia o peso do mundo em seus ombros e precisava relaxar. E o cigarro estava sendo de grande ajuda.

Em sua mente, uma imagem da noite na boate, com Byakuya fumando tão lentamente, como se aquele pequeno objeto mortal o trouxesse uma calma absurda, lhe nublou a vista. A cabeça começou a girar de uma forma alucinada, tão rápido que causou uma vertigem momentânea. Um assobio incomodava seus ouvidos e ele quase não ouvia o que era dito a seu redor. A voz de Aizen, tão repentina soando, pareceu recobrar-lhe o controle do próprio corpo.

–– E então, Abarai? –– Todos os olhares se voltaram para o ruivo. Renji piscou algumas vezes, atônito, quase enrubescendo. Por Deus, onde estava com a cabeça?

Será que o moreno ao seu lado responde a pergunta?

–– Hm? –– Pigarreou, constrangido. –– Perdão, Aizen-sama, eu me perdi um pouco na última parte.

–– Eu estava perguntando se é tão difícil burlar a lei e enterrar todos os processos que estão nas costas do Byakuya. Porque as empresas só fecharão negócio com a concessão de que todos os processos dirigidos ao presidente estejam encerrados. –– O tom impaciente e irritadiço de Aizen fez Renji estremecer. No fundo tinha medo daquele homem. O sorriso sádico do qual ele sempre fazia uso causava calafrios intensos no advogado.

De todos os fitares, o de Byakuya queimava sobre si. E fazia as entranhas do ruivo se revirarem, ensandecidas, famintas.

Céus, ele precisava controlar o desejo louco que possuía por aquele homem ou seria sua ruína.

Tarde demais.

–– Bem, o processo mais complicado, que envolvia Kuchiki-sama e o presidente da Samsung eu já consegui, através de alguns acordos, resolver. –– O moreno arqueou uma das sobrancelhas em completo deboche, encarando Renji com um sorrisinho cínico nos lábios. Memórias nada decentes associadas àquelas palavras invadiram a mente do rapaz, fazendo-o quase perder o ar por alguns segundos. A sala parecia menor a cada instante.

–– Isso é ótimo. –– Atestou Ichimaru Gin, assistente de Aizen e, na opinião de Renji, tão assustador quanto o diretor financeiro. A expressão sempre impassível e irônica do homem deixava-o questionando a própria estadia na empresa.

–– Sim. No entanto, creio que eles não podem exigir muito de nós já que o contrato que nos mandaram estava cheio de erros e incoerências. Eu os analisei e mandei de volta, pedindo por algo que ao menos fizesse sentido e estivesse dentro das normas de nossa empresa. Posso dizer que temos a vantagem, então Kuchiki-sama pode ficar tranqüilo quanto aos processos. De uma forma ou de outra, eu já os estou resolvendo. Então essa preocupação pode ser descartada –– Encerrou, aprumando a postura e recuperando o fôlego. Aliviado, constatou o olhar de aprovação de Byakuya, e sorriu um mínimo. Podia não admitir, mas adorava ter a atenção do moreno só para si. Levava seu ego às alturas porque, afinal, ter Kuchiki Byakuya como louco atrás de si é algo realmente digno de aplausos.

Por mais que ele seja um cara quase insano.

Em tudo que faz.

Balançando a cabeça para afastar os pensamentos errados, voltou a si com um comentário que seria preocupante se não tivesse desencadeado uma reação tão... Positiva, na opinião de Renji, por parte de Byakuya.

–– Oh, Abarai-san, sempre tão eficiente. Se metade de meus assistentes fosse como você, eu estaria terrivelmente satisfeito.

–– Que pena, Aizen, que ele é meu sócio. Então se contente com seus funcionários e deixe Renji em paz. –– O tom de voz do presidente saíra como um rosnado furioso e a expressão que pintava as feições sóbrias e másculas era ameaçadora. O coração de Renji pulou uma batida, sendo dominado pela sensação de satisfação.

Puta merda, como Byakuya queria matar aquele homem. Não sabia de onde ele havia tirado tamanha ousadia para praticamente devorar Renji com as palavras e com os olhos, mas não ficaria barato. Aizen pagaria por insinuar colocar as mãos no seu Abarai.

Por mais que ele nunca fosse admitir que estava se corroendo de ciúmes.

E que, lá no fundo de sua alma amargurada, estava com medo de perdê-lo.

–– Faremos uma pausa de meia hora. Podem se retirar. –– Declarou, apertando a ponte do nariz, sobrecarregado. –– Você fica, Renji. –– Alertou antes que ele seguisse o fluxo, enquanto conversava animadamente com Ichigo, o engenheiro chefe do departamento de produção. Sabia que eram amigos de infância, por isso não se sentia ameaçado pelo rapaz. E, por Deus, o Kurosaki estava prestes a se casar, não havia motivos para qualquer desconfiança. –– Tranque a porta, sim? –– O ruivo o fitou de esguelha, ainda de costas, talvez já ciente das intenções do presidente, mas fez o que ele pedira, de qualquer forma. Por mais que nada acontecesse, era melhor não arriscar. Vai que...

–– O que é, Kuchiki? –– Renji queria mais que tudo sair daquela sala. Estava sentindo-se claustrofóbico, a presença de Byakuya tirava-lhe o ar. E, de longe, o peso em seus ombros, a dor de sentir algo tão forte por uma pessoa como ele o estava angustiando. Byakuya ergueu uma das sobrancelhas, sorrindo com escárnio.

–– Nossa, Abarai-kun, quanta agressividade. –– Se aproximou, sorrateiro, dedilhando os lábios do mais novo, devagar, enquanto fechava os olhos apenas para sentir a textura da carne farta que tanto causava-lhe sede. –– Que tal aliviar um pouco toda essa tensão? –– Sussurrou, mirando os orbes acinzentados no rosto que agora lhe roubava o sono, para, em seguida, cansado de perder tempo, segurar o ruivo pelos cabelos da nunca e puxá-lo contra si. As bocas encostaram-se com leveza, de início, apenas esperando o momento certo de liberarem a passagem das línguas que se enroscariam na dança sensual que era por eles tão bem sabida. Renji arfou, sentindo o coração logo perder o ritmo, batendo tão louco contra seu peito que parecia querer explodir.

Ansioso por mais contato, o Abarai levou os braços a enlaçar o pescoço do Kuchiki; a diferença de estatura entre os dois era praticamente insignificante. Embrenhou de leve os dedos nos fios negros, acariciando a região, desacelerando o beijo até que este se tornasse um singelo encontrar de lábios. –– Por que você faz isso, Byakuya? –– Murmurou, fazendo-os roçarem-se. O moreno tentou entender os arrepios que subiram por sua coluna, mas desistiu. Estava mais preocupado em compreender a pergunta do rapaz e o porquê de ver traços de angústia nos orbes castanhos.

O que diabos rolava ali?

É um insensível mesmo, por Deus.

–– Faço o quê?

Renji engoliu a seco, arrependendo-se de ter soltado o que não devia. Agora o livro estava aberto e Byakuya parecia curioso em lê-lo. Não queria, não podia permitir que ele se enterrasse tanto assim em seus segredos; guardar a paixão que queimava em seu peito era o mais recomendável. Sabia que o Kuchiki não saberia interpretar nenhuma das linhas em seu coração.

Mas amava-o ainda assim.

Sentia-se um completo idiota. Por ter falado. Por ter deixado Byakuya se aproximar daquela forma, desde o início. Mais ainda por ter se apaixonado. Que tapado.

–– Responda, Renji. Faço o quê? –– Repetiu o presidente, descendo o rosto afim de alcançar o pescoço do advogado, roçando ali o nariz; o perfume dele era tão entorpecente. Insatisfeito, deixou os dentes mordiscarem a pele e o arfar que ouviu em resposta agitou seu coração. Perguntava-se o que estava acontecendo consigo, mas provocar o ruivo era tão mais divertido que acabou esquecendo as dúvidas que invadiam sua mente no momento.

–– Você é um idiota. –– Resmungou Renji, apertando o blazer de Byakuya entre os dedos, a cabeça enterrada no peito largo. Sua cabeça doía tanto, e o que ele mais queria era que tudo aquilo passasse, mas não podia contar com uma reciprocidade vinda do mais velho. Por Deus, estava soando tão ridículo e frágil. –– Um completo idiota. Eu odeio tanto o que você faz comigo.

–– Droga, mas que merda eu faço? –– Exaltou-se, afastando o corpo de Renji para poder encará-lo.

–– É isso que você faz. –– O outro esbravejou, puxando com brutalidade a mão do Kuchiki de sua cintura e colocando-a sobre o lado esquerdo de seu peito. O tempo pareceu parar de correr.

Ao sentir o coração palpitar loucamente sob a palma de sua mão, Byakuya franziu o cenho, erguendo os olhos para Renji. Tentou ler os sentimentos nos orbes castanhos, mas era um emaranhado de coisas e o moreno se sentiu confuso; intrigado. Sua cabeça deu voltas longas e cansativas para chegarem a um único ponto: será que...?

–– Você-

Não conseguiu completar. A boca seca o estava deixando desconfortável e sem ação. Mas o que mais o incomodava era o ritmo louco que seus batimentos cardíacos haviam assumido. Mas que merda estava acontecendo?

–– Eu não-

–– Só cala a boca, ok? Se você já entendeu, fique quieto. Não é como se eu espera-

Lábios sobre lábios, vorazes, sedentos. Mãos tateando como loucas o corpo forte do ruivo, que, surpreso com a interrupção brusca, permaneceu sem reação por alguns segundos. E ainda que tudo girasse muito rápido ao seu redor, ele não deixou de retribuir. As línguas, ávidas e saudosas, pareciam não se cansar nunca, mas Renji já estava perdendo o ar. Fora tão repentino.

–– Diz, vai –– Byakuya sussurrou ao partir o beijo, mordiscando o lóbulo da orelha do ruivo, para então descer lento pelo pescoço, clavícula e voltar, respirando ruidosamente na região. Senti-lo estremecer em seus braços era tão delicioso. Essa era uma coisa da qual ele jamais se cansaria: as reações do ruivo.

–– O-o quê, idiota?

–– Diz o que eu já sei. Vai lá, diga que me ama. –– Apertou-o contra si, gostando da coloração avermelhada que tomou conta das bochechas alheias.

–– Vai à merda, Kuchiki. –– Com o cenho franzido em pura fúria, Renji afastou o homem de si e marchou em direção à porta. Não olhou nem por um segundo para trás, apoiando-se em seu orgulho ferido para fechá-la em um estrondo. Como odiava o que aquele homem havia feito consigo. Agora estava sem saída, sentindo-se completamente humilhado e sabendo que ele não daria a mínima.

E, o tanto avoado quanto estava, acabou por esbarrar em uma pessoa, que parecia falar energicamente ao telefone. Quando se preparou para pedir desculpas por sua distração, reconheceu a estatura mediana e os ondulados cabelos negros.

–– Akane? É você mesmo? –– A garota virou-se tão rapidamente que se sentiu tonta, e, se não fosse por Renji, teria tropeçado nos próprios pés. –– Afobada como sempre. Você não aprende, é? –– Comentou, soltando uma risada, que foi respondida com um tapa ardido em seu braço esquerdo. –– Maldita!

Akane ajeitou os cabelos e a roupa, só então sorrindo para o ruivo, vendo-o revirar os olhos, mas retribuir mesmo assim. –– O que faz aqui? –– Perguntou, enquanto ela procurava algo dentro da bolsa preta que carregava.

–– Ichigo me pediu para trazer alguns papéis que ele havia esquecido em casa. –– Suspirou, passando as mãos pelo rosto. –– Eu estava toda atolada no trabalho, mas vim assim que pude.

–– O que você não faz por ele, hein. –– Brincou Renji, seguindo-a até a sala do engenheiro, que ficava relativamente próxima à sua. Encontraram-no imerso em alguns papéis, segurando um copo grande de café em uma das mãos, enquanto a outra segurava a caneta no alto da cabeça.

–– Fazer o que se eu o amo e ele é um cabeça-oca que sempre esquece tudo. Não sei como ele não esqueceu meu nome depois do primeiro encontro, eu nem transei com ele nesse dia. –– Comentou, revirando os olhos antes de entrar. O ruivo gargalhou, atraindo a atenção do rapaz.

–– Eu devia colar essa sua boca pra você parar de falar besteiras, Akane. –– Resmungou, erguendo-se da cadeira e esticando as costas. Estava apenas aguardando o retorno da reunião, mas acabou se distraindo com alguns projetos e agora seu corpo parecia exausto. Ia reclamar da idade, então se lembrou que ainda tinha 25 anos. Estava ficando reclamão igual o pai.

–– Você me ama desse jeito que eu sei, querido.

–– Imagina se não amasse. –– Retrucou, mas ele não conseguiu não suavizar a expressão ao finalmente fitar sua noiva. O sorriso dela sempre o desarmava por completo. Não conseguia resistir, era tão estupidamente apaixonado por aquela mulher impulsiva, desbocada e atrapalhada que seu coração quase parava, de tão acelerado que batia quando a tinha por perto. Puxou-a pela cintura, sentindo saudade do calor gostoso que ela emanava, não tardando a tomar-lhe os lábios, ansioso. Senti-la brincar com os fios de cabelo de sua nuca causava uns arrepios que subiam por sua coluna vertebral e Ichigo adorava a sensação.

Os olhos castanhos de Akane o fitaram tão intensos quando se separaram que ele teve vontade de voltar a beijá-la, com ainda mais paixão, mas Renji fazia alguns sons de vômito ao lado, então o clima estava sendo bruscamente cortado.

–– Por que você não vai lá se agarrar com o Kuchiki-sama e nos deixa em paz, hein, Renji? –– O ruivo parou as palhaçadas e estreitou os olhos na direção de Ichigo, parecendo querer avançar em seu pescoço.

–– Ah, então você conseguiu fazer o coração de gelo se apaixonar por você? –– Akane entrou na conversa, soltando-se do noivo e puxando Renji para sentar em uma cadeira, acomodando-se ao lado dele. Apoiou o cotovelo na coxa e a cabeça na mão, esperando respostas. Podia não parecer, mas a mulher era uma renomada psicóloga, e ouvir sobre a vida amorosa de seu melhor amigo era algo que a fascinava.

Vai entender.

–– Não, Akane. –– Responder, impaciente. A conversa de momentos antes ainda o atormentava e ele não estava nem um pouco afim de entrar em tais méritos com a amiga. Talvez mais tarde, mas não naquela hora. Tinha que se concentrar em seu trabalho, afinal. –– Olha, eu estou meio sem cabeça agora, ok? Podemos conversar sobre isso uma outra hora?

A morena assentiu, sorrindo condolente e puxando-o para um abraço apertado. –– Sabe que se precisar estou aqui, ok? É só me ligar, passar mensagem, berrar, qualquer coisa. Vou sempre estar disponível pra você. –– Sussurrou no ouvido dele, e Renji riu baixinho, afastando-a e depositando um beijo leve na testa da mulher.

–– Te amo, sua peste baixinha.

–– Vai à merda, Renji.

–– Renji. –– Ichigo chamou, logo após desligar o telefone que havia tocado naquele meio tempo. –– Kuchiki-sama está chamando para finalizarmos a reunião.

O ruivo assentiu e se despediu de Akane, ouvindo-a desejar-lhe sorte.

É, tá aí uma coisa que ele precisava.

Notas finais
E então? Sei que esse ficou sem muita coisa, mas o próximo vai ser cheio de emoção, juro juradinho *u* Ah, se vocês gostam de GrimmIchi, eu comecei a postar uma fic deles -> http://fanfiction.com.br/historia/455475/Always_Attract/ se quiserem dar uma passadinha lá depois ^^ Enfim, espero mesmo que tenham gostado :3 E prometo que não vou demorar com o próximo oskajiosjoajis Beijos Eu amo muito vocês