Do I wanna know?

5 "Do you want me crawling back to you?"


Notas iniciais
YEEEEEEEEEEEEEEEY E A ESPERA ACABOU TAN TAN TAN TAAAAAAAAAN. Antes de mais nada, eu queria agradecer a todo o apoio que vocês têm me dado. DIWN não teria chegado aonde chegou hoje se não fosse por vocês. Então, um muito obrigada ainda é muito pouco. Agradecimentos especiais a: Gi Bastia, Akane, Mirian, Rhaegal e Kuchiki Gaby pelos reviews no capítulo anterior. E UM MAR DE DOCES E ABRAÇOS E BEIJOS A Kuchiki Gaby E A Rhaegal PELAS RECOMENDAÇÕES QUE ME FIZERAM VER ESTRELAS, SOCORR SEM ORR SDDS AR, SDDS AR. E, bom, sem mais delongas, aqui está o capítulo mais esperado dessa Fanfic. Eu admito que me empolguei escrevendo *u* Boa leitura :3 Qualquer errinho, me avise, eu não revisei USUHSUAHS Eu espero que gostem, foi o primeiro lemon que eu escrevi na minha vida, então to morrendo de nervosismo D:

02:48 e Renji virava o vigésimo copo de Whisky. Ou algum número perto disso, já havia se desligado da conta no terceiro, de qualquer forma. Podia parecer mais uma noite de bebedeira em um bar qualquer tentando esquecer o pesadelo que se tornara sua vida desde que Kuchiki Byakuya se infiltrara nela. Mas, daquela vez, toda a empresa –– pelo menos o corpo administrativo e financeiro –– estava ali também. Aizen, após o sucesso das decisões ao final da reunião, chamou todos para uma comemoração em um bar perto do prédio da companhia.

E ali estava o pobre advogado, observando sua melhor amiga, Akane, aos beijos com o noivo, Ichigo, enquanto uma música qualquer explodia nos alto falantes do recinto. Sim, já estava bêbado. Terrivelmente bêbado, tropeçando nos próprios pés, embolando as frases, vendo algumas coisas duplamente, enfim.

E morrendo de vontade de se render à Kuchiki Byakuya.

Sem condenações, o coitado estava completamente envolvido pelo magnata, preso no maldito feitiço que o fizera ficar tão apaixonado por um cara do pior tipo possível. Suspirou, apoiando o cotovelo no balcão e a cabeça na mão, virando o rosto até ter o moreno preso em seu campo de visão. Ele estava com um sorriso milimétrico nos lábios finos que Renji tanto desejava, enquanto conversava, em uma mesa reservada para os funcionário aquela noite, com Aizen e Gin. No início, o ruivo até havia feito companhia a seus colegas de trabalho, mas pouco tempo depois a presença de Byakuya começou a mexer demais com seus sentidos e a decisão mais racional a tomar foi se afastar e, bem, encher a cara até não lembrar do próprio nome.

Sabia que dois pares de olhos o haviam perscrutado a noite toda: o de praxe, Kuchiki Byakuya, e a novidade, Aizen Sousuke. Mesmo com o evidente incômodo, depois de ter um índice acima do indicado de álcool correndo no sangue o Abarai passou a não se importar com o fato. E, de qualquer forma, o único que interessava ali era o presidente, por mais que ele não fosse exteriorizar isso. Nunca. Jamais.

Não pense isso enquanto está bêbado, Renji.

–– Senhores, eu sinto muito em atrapalhar, mas o bar fecha em 15 minutos. –– O garçom, polidamente, aproximou-se de todos, que eram os últimos presentes ali dentro, parecendo constrangido. Alguns assentiram enquanto outros se levantavam, buscando as carteiras para poderem pagar a conta e irem para casa. O ruivo respirou fundo, deixando uma nota de cem dólares sobre o balcão e ergueu-se do banco, esticando um pouco as costas para aliviar a fadiga de ter ficado horas com o tronco curvado para frente. Vestiu o blazer e chegou perto do casal.

–– Vocês parecem duas enguias se engolindo. Que nojo. –– Resmungou, não recebendo resposta. –– Ichigo, seu idiota, tira a porra da língua de dentro da boca da minha melhor amiga antes que eu te dê uma porrada. Quero me despedir dela. –– Estava se irritando porque eles não faziam ideia do esforço que Renji estava fazendo para conseguir soltar frases compreensíveis. Tudo que queria naquele momento era capotar em sua cama quentinha e perder a consciência. Quem sabe sonhar com Byakuya lambendo seu...

Meneou a cabeça, só então sentindo os braços finos da morena ao redor de sua cintura. Com as mãos trêmulas e a visão meio embaçada, afagou os cabelos negros e retribuiu o abraço, apertando-a um pouquinho. –– Assim você quebra meus ossos, idiota.

–– Sempre tão carinhosa. –– Retrucou, revirando os olhos, ainda que sorrisse. Aquela garota fazia muita falta em sua vida, principalmente depois que aquele homem maldito começara a torná-la um inferno. –– Quando te vejo de novo?

–– Eu te ligo e nós marcamos alguma coisa, quando o Kuchiki não tiver te enchido de trabalho. –– Akane respondeu, sorrindo abertamente. Percebeu uma aproximação já conhecida e sussurrou, antes de agarrar a mão de Ichigo e se afastar. –– Falando no demônio... Boa sorte, Renji.

–– Oe, maldita! Eu queria carona!

–– Eu te levo pra casa. –– A voz grave e, na concepção de Renji, deliciosamente perigosa soou ao pé de seu ouvido. Espasmos subiram desde seu dedinho do pé, se intensificando na altura da virilha e da coluna vertebral. Sempre as mesmas reações, mas parecia que elas se intensificavam a cada encontro.

O ruivo girou o copo com resquícios de Whisky, para em seguida virar o conteúdo de uma vez. Tentou ignorar a presença do magnata, tão próxima, mas se tornou inevitável quando o mesmo se posicionou de forma a atrapalhar a fuga. Ergueu o rosto visivelmente corado por causa da bebida na intenção de encontrar os olhos acinzentados e mostrar, com toda sua convicção, que queria distância. No entanto, percebeu tarde demais que havia sido seu pior erro. Sempre se esquecia de como os orbes do Kuchiki podiam ser atraentes, principalmente na penumbra do bar.

Byakuya sorriu perante a visão de um Renji rubro e indefeso. Oscilou entre achar aquilo adorável ou ridiculamente excitante, mas, sendo quem era, a cena fez o presidente sentir as calças apertadas. Com o corpo um pouco mais próximo, curvou as costas até alcançar o ouvido do Abarai. –– Vai vir por bem ou prefere que eu te leve à força? Garanto que a segunda opção vai me dar brecha para fazer outras coisas. –– O sussurro foi seguido de uma mordida leve no lóbulo.

Apesar de levemente desconcertado, o ruivo bufou e moveu os ombros a fim de evitar que Byakuya percebesse a singela estremecida que deu. É, de fato, uma grande merda quando o cara mais aproveitador do Japão conhece seus pontos mais fracos. Não ofereceu resistência e então seguiu o moreno até o carro, jogando-se no banco do carona. Encostou a cabeça no vidro e emburrou a cara, determinado a ficar calado durante todo o caminho; talvez assim o efeito da bebida reduzisse um pouco.

Dito e feito, quando o veículo estacionou frente ao apartamento do Abarai, ele se sentia mais lúcido e as coisas estavam mais nítidas. O silêncio se instalou, sorrateiro, causando um desconforto a ambos, mas nenhum dos dois parecia disposto a se pronunciar. Renji com a mão na maçaneta, esperando não se sabe o quê, talvez uma luz divina, para sair do carro, e Byakuya segurando o câmbio como se estivesse contendo o ímpeto de fazer alguma besteira.

Como agarrar o ruivo ao lado.

Em outras situações, ele já o teria feito, mas, naquela noite, sentia que já não tinha mais o direito de agir com Renji da forma que bem entendesse. Depois da indireta declaração na sala de reuniões, o Kuchiki sentia um incômodo no peito ao cogitar a hipótese de ‘forçá-lo’ a algo. Não fazia a mínima ideia do que diabos acontecia consigo, mas sempre foi de seguir suas intuições, e, no momento, ela o dizia para esperar alguma atitude vinda do mais novo.

–– Você não quer subir? –– A voz grave e levemente embargada do ruivo quebrou a linha de raciocínio de Byakuya, que piscou algumas vezes, digerindo as palavras.

–– Hm?

–– Eu perguntei se você quer subir.

–– Está um pouco tarde, eu-

–– Não é isso. –– Renji parecia forçar-se a continuar falando. Apertava a ponte do nariz e evitava direcionar o olhar ao Kuchiki. –– É dormir aí. Eu sei que você bebeu e que a sua casa é um pouco longe daqui. É perigoso, Kuchiki.

–– Está preocupada comigo, Abarai-kun? –– Por mais que estivesse espantando com a proposta, Byakuya jamais perderia a oportunidade de provocar o rapaz. Fez um esforço absurdo para conter um sorriso de sincera felicidade.

–– Não, idiota. É que se você morrer eu não recebo meu salário no final do mês. –– Retrucou em resmungos, deixando um bico quilométrico surgir nos lábios. Byakuya gargalhou, mas não sabia se por causa da frase ou da expressão no rosto do ruivo. Estava adorando a convivência com aquele advogado teimoso e terrivelmente atraente.

Tem alguém se envolvendo, é?

Quando a gargalhada profunda cessou, o moreno permaneceu fitando o Abarai por alguns minutos, antes de comentar: –– Não quero incomodar.

–– Não vai. Contanto que se comporte.

Byakuya assentiu lentamente, manobrando o carro para estacioná-lo do outro lado da rua, onde havia mais espaço na calçada, assim não atrapalharia o tráfego de pedestres. Desceram do veículo e, enquanto atravessavam em direção ao apartamento, o moreno acionou o segredo. Entraram no prédio e seguiram até o elevador, não precisando esperar, pois o mesmo já se encontrava no térreo.

Durante o curto período de tempo, se mantiveram afastados. E por mais que a distância fosse muito pequena, Renji sentia como se houvesse um abismo entre os dois. Observou de soslaio Byakuya apoiado na parede oposta, o rosto baixo e as mãos dentro dos bolsos da calça; franziu o cenho. O moreno estava tão atipicamente pensativo que estava levando o pobre ruivo à loucura. Naquele momento, queria mais que tudo ouvir a voz dele, nem que fosse em alguma provocação ou brincadeira sem graça, mas aquele silêncio estava matando o Abarai por dentro.

O elevador chegou ao décimo andar e eles saíram, enquanto o ruivo tropeçava em direção à porta, custando um pouco a conseguir enfiar a chave na fechadura. Após trancar novamente o apartamento, retirou os sapatos na soleira e seguiu para a cozinha, que ficava no cômodo ao lado. Byakuya repetiu o gesto, mas parou no meio do caminho, mudando a trajetória e acabando por encontrar a sala.

O apartamento de Renji não era grande, no entanto transmitia o conforto de um lar: quente, aconchegante e estava causando até uma leve sonolência no presidente. Observou o ruivo se aproximar com duas garrafas de cerveja na mão. Jogou-se no sofá, antes entregando uma delas ao Kuchiki, para enfim beber um longo gole da que estava consigo. Estava sentindo o corpo febril, e no fundo sabia os motivos, por isso abriu os botões da camisa social, deixando a pele respirar um pouco. Sentiu o olhar de Byakuya queimando sobre si, o que serviu apenas para aumentar o calor.

O moreno riu baixo, sendo levado ao limite de seu autocontrole. –– Sabe, Abarai-kun, eu prometi ficar comportado, mas se você continuar abaixando a guarda assim na minha frente, eu não garanto que vou conseguir me segurar. –– Jogou-se ao lado do mais novo no sofá e aproximou os corpos, quase se colocando por cima dele. Renji virou o rosto para o lado, corado devido à bebida, sentindo a ponta do nariz de Byakuya roçando em seu pescoço, uma carícia tão singela quanto provocante. Oh Deus, seria difícil resistir.

–– Você é um idiota que sempre me beija pra me seduzir porque sabe que vai funcionar. Mas um dia não vai mais, okay? –– Resmungou, colocando a garrafa de cerveja sobre a mesinha de centro e ajeitando o corpo sobre o sofá.

–– E agora? Vai? –– Riu-se o Kuchiki, procurando pelos olhos do ruivo. Gostava do quão quente eram aqueles orbes castanhos, da intensidade que eles transmitiam. Tomou-lhe o rosto com as mãos e fitou-o por longos minutos, colocando-se, finalmente, sobre ele.

–– O que você acha?

Byakuya não conseguiu conter-se: sorriu tão abertamente que chegou a assustar Renji, mas não lhe permitiu qualquer reação. Tão logo teve seu aval, avançou aos lábios carnudos do advogado, tentando mostrar o quão frustrado estava por ter ficado tanto tempo sem aquele contato; o quão desesperada e necessitada sua alma estava. A língua ávida e saudosa invadiu a boca alheia e começou a explorá-la enquanto o ruivo, com a mente anuviada pela bebida, tentava acompanhar. Agarrou-se aos fios negros do presidente e ergueu o corpo, empurrando o mais velho para que pudesse sentar-se sobre o colo dele. Seu coração palpitava como louco e as mãos até tremiam um pouco, mas Renji estava tão entorpecido pelas sensações e o álcool em excesso que corria livre por seu corpo parecia apenas deixá-lo mais sensível aos toques precisos do Kuchiki. E com muito mais coragem, diga-se de passagem. Estavam em seu apartamento, sozinhos e loucos de tesão e saudades: ele sabia muito bem como aquela situação terminaria.

Que disse que ele se importava?

Quer dizer, não naquele momento. Porque na manhã seguinte ele tinha certeza que o arrependimento bateria à sua porta e seria para ficar.

Remexeu o quadril, porque tinha total consciência das ereções que começavam a se formar ali, e a fricção que o movimento ocasionou foi aprovada com um arfar do mais velho. Renji havia percebido que Byakuya era um homem de poucas demonstrações: ele se continha demais e raramente perdia o controle das próprias reações. E isso era um adendo para o ruivo. Estava disposto e impetuosamente decidido a levar Kuchiki Byakuya ao limite, disposto a fazê-lo gemer seu nome, urrar de prazer. Movimentou-se novamente, dessa vez fazendo mais uso do peso de seu corpo para causar uma maior pressão e conseguiu ouvir um suspiro ainda mais alto e entrecortado.

Renji 1 x 0 Byakuya

Teve os fios ruivos seguros com possessão e o gesto fez todos os poros de sua pele se eriçarem, atiçados, enquanto o pescoço era impiedosamente atacado pelos lábios sedentos do moreno. Perdeu-se um pouco de si mesmo, os sentidos todos sendo anulados, já que o corpo sob si começara a remexer-se. Com a boca escancarada em busca de ar, ele se permitiu gemer. Não tinha medo nem vergonha de expressar o que seu corpo sentia e talvez essa fosse a parte favorita para Byakuya. As reações de Renji eram tão estupidamente excitantes que não seria exagero dizer que, em alguma determinada situação, se dependesse só delas, alcançaria o ápice.

–– Você está me provocando, Renji. –– Rosnou o nome do outro, agarrando-o pela cintura e jogando-o com brutalidade sobre o sofá. –– Você pisou em um terreno perigoso. –– Os dentes mordiscavam o lóbulo sensível alheio e as mãos espertas se ocupavam com o desabotoar dos botões da camisa social. –– Eu vou te foder com tanta força que você não vai conseguir se levantar da cama amanhã. –– Sorriu maldoso e arrancou aquele pedaço inútil de pano, contemplando com deleite a visão do tronco musculoso e suado do advogado. Mordeu o próprio lábio inferior, erguendo os olhos para o rosto corado de Renji. Puta merda, aquele cara estava acabando consigo. Queria devorá-lo, torná-lo seu, possuí-lo de todas as formas possíveis.

O ruivo sorriu com as palavras e todo seu interior se revirou em excitação. Estava pegando fogo, mas queria incendiar com o corpo ainda mais quente de Byakuya entrando em contato com o seu. Ergueu as mãos até tê-las abrindo a camisa do moreno e, quando terminado o processo, segurou nas duas partes da roupa e puxou-o para perto de si, o toque dos lábios separado por milímetros.

–– Vem com tudo, Byakuya. –– Sorriram juntos e, por segundos, sustentaram uma troca de olhares tão intensa que um leigo veria faíscas colidindo entre si. Mas não havia outra forma de descrever o que ocorria entre aquelas duas bombas: era um ardor, um pavio prestes a estourar a dinamite; eles eram como gasolina sendo jogada em meio à chamas. O fogo só crescia, o desejo apenas aumentava e eles talvez nunca se saciassem. E então, sem mais aguentar a falta de contato, se beijaram.

E, naquele momento, tudo explodiu.

Byakuya, com o joelho entre as pernas de Renji, movimentou-se, provocando a ereção já dolorida do outro. Queria poder torturá-lo, excitá-lo até tê-lo implorando por mais, mas a julgar pelo próprio estado, sabia que não podia perdurar com o que queria. O ruivo grunhiu, partindo o beijo e grudando os lábios nos ouvido do Kuchiki, gemendo mais um pouco conforme ele roçava em seu membro. –– M-mais, Byakuya. Me dê m-mais.

O moreno ofegou, pegando o mais novo pelas coxas e levantando. Caminhou pelo apartamento, um pouco tonto e tropeçando nos próprios pés, porque o ruivo chupava seu pescoço com tanta avidez que ele estava imaginando toda aquela sucção em outro lugar mais pulsante de seu corpo.

–– Você quer mais? –– Sussurrou, provocante, prensando o ruivo na parede mais próxima. Soltou as pernas dele que estavam enlaçadas em sua cintura e se afastou um pouco. Com um sorriso lascivo e instigante, Byakuya se agachou, ficando à altura do cós da calça jeans e, lambendo os lábios, desabotoou a peça, descendo-a junto à cueca boxer. O membro rijo pulsou desesperadamente quando entrou em contato com seus dedos e tão logo ameaçou abocanhá-lo, as mãos afoitas de Renji foram parar em seus cabelos. Ergueu os olhos, umedecendo os lábios mais uma vez e, enquanto encarava cada expressão no advogado, sua língua rodeou a glande uma, duas, três vezes antes de descer, molhada, pela extensão do falo, percorrendo cada veia saltada. Quando chegou aos testículos, a boca sedenta os sugou, arrancando um urro por parte do Abarai. As pernas dele tremiam e se não fosse pela mão de Byakuya segurando-o pela bunda, já teria caído de joelhos.

O som invadiu os ouvidos de Byakuya como um pedido desesperado, mas ele queria ouvir com todas as letras. Ergueu-se e agarrou os cabelos da nuca de Renji, puxando-os com força para baixo. Tinha ruivo à sua mercê e aquilo o deixava tão ridiculamente duro que sabia que pegaria pesado naquela noite. –– O que você quer, Abarai? Diz pra mim, vai. –– Mordeu o lábio inferior alheio, para depois sugar, não deixando de encará-lo um único segundo.

–– E-eu quero que você m-me chupe, Byakuya. –– Respondeu, arfando. Seu pênis doía, implorando por atenção, e a situação havia se agravado com todas aquelas insinuações. O moreno sorriu satisfeito e se apressou em sanar as necessidades do ruivo. No entanto, enquanto descia o corpo, seus lábios percorriam o tronco de Renji, deleitando-se nos gomos do abdômen definido. Aquele maldito advogado era tão gostoso que Byakuya não conseguia conter seus instintos animalescos.

Engoliu o membro de Renji de uma vez, retirando-o da boca em um movimento de sucção enlouquecedor. A boca do presidente era tão quente e convidativa e ela a usava tão bem; o Abarai sentia que explodiria a qualquer momento. Movimentou os quadris para frente, estocando aquela cavidade que acolhia a si. Byakuya ergueu mais uma vez os orbes nublados por puro desejo, enquanto as mãos apertavam a parte internas das coxas torneadas do menor, por vezes subindo-as até os testículos e acarinhando-os. –– By-Byakuya, m-mais rápi- –– Não conseguia ao menos completar uma simples frase, os gemidos não permitiam.

Com o corpo estremecendo porque o ritmo havia aumentado, ele sentia seu limite se aproximando. Mas o prazer foi tirado de si tão rápido quanto viera. –– O-o qu-quê? –– Perguntou, aflito, sentindo uma falta absurda de todo aquele calor envolvendo-o tão intimamente. –– P-por que parou?

–– Porque você vai gozar comigo dentro de você, te fodendo com força. Eu quero você implorando por mais, desmaiando de tanto prazer.

Renji piscou algumas vezes antes de deixar uma linha fina de malícia tomar forma em seus lábios, puxando Byakuya para si e beijando-o com sede. Guiou-o até a porta do quarto, acendendo as luzes com um pouco de dificuldade, para entrarem a passos trôpegos, caindo sobre a cama espaçosa em um baque surdo. Os lençóis vermelhos contrastavam com os cabelos negros e a pele branca do Kuchiki sob si, deixando o ruivo ainda mais admirado com tamanha perfeição. Roçou as bocas, mas quando o mais velho tentou tomar-lhe em mais um ósculo, ele se afastou.

Byakuya agarrou-lhe os cabelos da nuca, aproximando-se do ouvido alheio. –– Me beija. –– Havia entendido o jogo, e talvez se render um pouco àquele ruivo sensual que roubava seu fôlego não fosse tão mau assim.

–– Com muito prazer. –– Devoraram-se com paixão, desejo, desespero, ânsia por mais. As mãos de Renji trabalhavam na calça social, abaixando-as de uma vez, empurrando as boxers pelo mesmo caminho. E agora ambos nus conseguiam sentir-se com ainda mais intensidade. As peles estavam em estado febril e a temperatura só crescia conforme os corpos se enroscavam.

Byakuya subiu o corpo pela extensão da cama, alcançando a cabeceira. Tirou Renji de cima de si, quebrando o beijo com uma mordida no lábio inferior, deixando-o ajoelhado a sua frente. Juntou três dedos da mão esquerda e dirigiu-os à boa do ruivo, e quando os sentiu sendo chupados lentamente, o formigamento que ascendeu alucinado pela coluna vertebral tomou-lhe o fôlego. A mão direita foi até o próprio membro e ele se masturbou, mas nada que pudesse desestabilizá-lo; estava guardando-se para quando estivesse dentro do mais novo. Queria aproveitar ao máximo.

Renji cerrou os olhos e sugou com mais força. A visão de Byakuya se tocando bem ali, com o rosto contorcido em uma expressão enlouquecedora, o fez perder as estribeiras. Retirou os dedos da boca e se ajoelhou, a cabeça ficando na altura do falo rígido e implorando por alívio. Substituiu a mão do Kuchiki por sua boca antes mesmo que ele pudesse assimilar o que acontecia. No entanto, notando que o presidente se segurava ao máximo, parou os movimentos ávidos aos poucos, lambendo a glande uma última vez antes de sussurrar:

–– Byakuya, eu quero você dentro de mim. Agora.

–– Puta merda, você ainda vai acabar comigo. –– O moreno rosnou, posicionando-se atrás do ruivo o mais rápido que pôde. Enfiou o primeiro dedo ainda molhado, recebendo um resmungo insatisfeito, sendo tentando a colocar o segundo. No terceiro dígito, Renji já gemia mais alto, mexendo os quadris à procura de mais contato. E ver o rebolar daquele corpo fez Byakuya sair dos eixos. Em um movimento quase humanamente impossível de tão rápido, ele o penetrou.

Quando se enterrou dentro de Renji, Byakuya quase gozou. O interior do Abarai era tão quente e apertado que todas as suas terminações nervosas enviaram espasmos alucinados em direção à sua virilha e ele precisou se controlar com todas as forças para não estragar o momento. Não esperou mais nada. Movimentou o quadril novamente, afundando-se ainda mais na cavidade que o puxava.

Renji se sentia uma vadia, gemendo como louco, mas era quase impossível. Byakuya se movia com maestria, saindo completamente de si, apenas para voltar com o dobro de força e velocidade. O ruivo queria gritar para poder extravasar o tanto de prazer que percorria seu corpo inteiro. Deixou o tronco tombar para frente, empinando o corpo ainda mais, bem na hora que o Kuchiki arremetia fundo. Sentiu a próstata sendo tocada e, por mais que quisesse, não conseguiu conter o urro ensandecido que escapou de seus lábios secos. –– M-mais forte, By-Byakuya.

–– Você quer lá de novo? –– Provocou o moreno, acertando aquele ponto em especial mais uma vez e ele quase pôde ouvir um choramingar baixo. Jogou a cabeça para trás, usando todas as forças de seu corpo naquelas estocadas. E cada vez que ia mais fundo, os gemidos e urros de Renji tomavam conta do quarto. Nem mesmo o próprio Byakuya estava sendo capaz de conter os arfares sôfregos, quase gemidos mesmo, de fugirem de sua boca. Aquela sensação era surreal, estava levando-os ao limite da sanidade. Eles devoravam-se como animais famintos, as chamas os engoliam por inteiro. Aquele fogo queimava entre os corpos e eles não queriam parar.

Fincou os dedos na pele alheia, marcando-a com um vermelho forte e seus olhos se reviravam dentro das órbitas. Arranhou as costas de Renji com as unhas curtas porque seu corpo estava se contraindo em espasmos intensos. Ele ia gozar a qualquer momento. Mas o ápice chegou quando a voz do ruivo desestabilizou seus sentidos:

–– G-goza em mim, Byakuya.

Os jatos liberados dentro de si fizeram Renji ver estrelas, pois naquele momento sentiu-se ser nocauteado pelo orgasmo mais intenso que já tivera em toda sua vida. O ar não entrava em seus pulmões, enquanto o coração se chocava tão forte contra a caixa torácica que ele pensou que veria o órgão saltando para fora de seu corpo.

Byakuya estava com a cabeça baixa, recobrando o ritmo de seus batimentos, tentando enxergar algo, mas a vista estava turva. Após alguns longos minutos, onde apenas os arfares desesperados de ambos em busca de oxigênio eram ouvidos, ele saiu de Renji, vendo o corpo do ruivo cair pesado sobre a cama. Jogou-se ao lado, ainda respirando com muita dificuldade, fitando o teto.

Fechou um pouco os olhos, sentindo a brisa que entrava pela janela acariciar seu rosto suado. E então o calor alheio se enroscou a si. Abrindo novamente os orbes acinzentados, observou o ruivo ressonar com a cabeça apoiada sobre seu peito, os fios grudados por toda a extensão das costas. Tateou acima da cabeceira, achando o interruptor e apagando as luzes.

E ali, à luz do luar que penetrava pelas frestas, constatou o quanto estava perdido nos encantos daquele maldito advogado.

Notas finais
GENTE LINDA, os reviews vão ser respondidos, eu juuuuuuro. Eu to cheia de review acumulado de DIWN, AA e Wanted, mas juro que vou responder tudinho tudinho essa semana, juro juradinho. Espero que tenham gostado. Eu estou MUITO insegura mesmo com esse capítulo UHSUHAS foi meu primeiro lemon, socorro UHSUHS Vejo vocês no próximo e nos reviews. Beijoooooox Amo vocês :3