Do I wanna know?

3 "It's sad to see you go"


Notas iniciais
Minna saaaaaaaaaaaaan. Minhas lindas(os), eu sinto muito por toda essa demora. Metade do capítulo já estava pronto, mas eu não conseguia terminar de jeito nenhum. No fim, acabei me empolgando lendo algumas fics que acabei me esquecendo das minhas, que precisavam de atualização. É por isso que prefiro não estipular prazos UHSUAHUSHUAS nunca consigo cumpri-los :( Enfim, escrever esse foi um pouquinho complicado. Eu não queria que ficasse repetitivo, ou corrido. Acabou sendo o maior da fic até agora UHSUAHUSH Admito que não fiquei muito satisfeita com o final, mas nem tudo são rosas, né? Um agradecimento MAIS do que especial à: Kuchiki Gaby, Gi Bastia, Kuchiki Kary e Akane-chan, as lindas que comentaram o capítulo anterior. Eu devo tudo a vocês, de verdade. Acho que sem aqueles reviews lindos eu talvez não encontrasse coragem ou inspiração pra continuar :3 Muito obrigada, de verdade. Esse capítulo é pra vocês No mais, espero que gostem. O capítulo foi revisado, mas depois de ter lido tanto a mesma coisa, algo pode ter passado batido. Então, me avisem se virem, okay? Boa leitura, meus amores mais lindos :3 P.S: Esse capítulo está sem trechos da música porque, bem, são 4:40 da manhã e eu estou com um pouco de preguicinha de formatar essa parte UHSUAHUSHUS gomenasai D: Juro que depois venho aqui e as coloco, direitinho.

–– O que diabos você quer? –– O ruivo rosnou da forma mais agressiva que pôde, ainda que seu corpo começasse a entrar em ebulição apenas perante a presença marcante do Kuchiki. O homem, por incrível que pareça, explodiu em uma gargalhada, inclusive jogando a cabeça para trás. Renji engoliu a seco, a visão o deixou levemente atordoado, precisou piscar algumas vezes para retornar à realidade. Nunca havia reparado no quanto Kuchiki Byakuya ficava bonito rindo porque, de fato, nunca o vira rindo de verdade. Somente aqueles malditos risinhos maliciosos e recheados de deboche.

O magnata puxou uma grande quantidade de ar quando a gargalhada cessou e sentou-se ao lado de Renji, chamando o garçom e pedindo um copo de whisky puro. O mais novo se remexeu, desconfortável, enquanto virava mais uma dose de uma bebida qualquer que pedira. Não sabia o que era, mas descia queimando por sua garganta, então estava de bom tamanho. Ainda mais agora, queria apenas encher a cara e evitar contatos mais íntimos. O presidente apoiou os cotovelos sobre o balcão e o queixo sobre as mãos entrelaçadas na altura do rosto, cravando os olhos fulminantes no ruivo ao seu lado. Saiu por minutos de sua posição apenas para tatear os bolsos atrás do maço de cigarros e do isqueiro, acendendo um e voltando a guardar os dois objetos no bolso interno do paletó. Sentiu-se observado e constatou que Renji fitava o cigarro em seus lábios com certo interesse.

Mal sabia ele que o Abarai tinha as entranhas reviradas de excitação perante a visão ridiculamente sexy de vê-lo fumar. Mas o ruivo fez de tudo para controlar o olhar devorador e parecer indiferente. Estava completamente nas mãos do Kuchiki, mas não é como se o mesmo precisasse saber desse precioso detalhe.

–– Você quer um?! –– Ofereceu o moreno, já buscando novamente o maço, mas Renji negou com a cabeça. Byakuya então deu de ombros, soprando a fumaça para o alto e fechando os olhos. Adorava aquela sensação que a nicotina o proporcionava. A bebida do magnata chegara e ele pôde ouvir o advogado pedindo ao garçom algo bem forte. Sorriu deliberadamente. –– Nervoso, Abarai-kun? –– Como um felino, aproximou-se sorrateiro da presa, sussurrando ao pé do ouvido do ruivo. Era tão divertido provocá-lo. O mais jovem fitou-o de soslaio, recuando o corpo um pouco mais para o lado oposto, tentando afastar-se do perigo chamado Kuchiki Byakuya. Seu corpo já começava a dar sinais de rendição ao álcool, e, obviamente, ao magnata. Era quase como instantâneo: ele se aproximava, e Renji já se via perdido em um emaranhado de pensamentos nada decentes. Entregar-se era tão fácil quanto respirar.

Suspirou. Precisava sair rapidamente dali, mas não queria fugir como um animal assustado; sabia que, se o fizesse, estamparia em tinta neon que estava evitando o presidente a todo custo. E ele usaria isso em favor próprio. Céus, aquele homem conturbava tanto seus pensamentos.

Deixou mais uma dose rasgar por sua garganta antes de erguer-se, deixar dinheiro sobre o balcão e virar-se para a pista de dança. Vestiu o blazer e puxou a mangas até a altura dos cotovelos, retirando a gravata durante o trajeto ao toalete e enfiando-a no bolso da calça. Abriu os primeiros botões da camisa social e sentiu a pele respirar. No fundo, tinha total consciência de que, alguns minutos se seguiriam, e o Kuchiki irromperia banheiro adentro; por isso, lavou o rosto com a água fria que escorria das bicas e respirou fundo, fitando o próprio reflexo cansado e levemente corado pela bebida no espelho. Seus olhos carregavam pesadas bolsas arroxeadas, derivadas das noites a fio que passava acordado em casa, ou até mesmo no escritório –– chegava até a trancá-lo, vez ou outra, quando não era o mais velho a fazê-lo ––, analisando os contratos empresariais, processos em que Byakuya estava envolvido, propostas a outras empresas que precisavam estar estritamente de acordo com os requisitos do patrão. Era um trabalho deveras cansativo, mal tinha tempo para cuidar de sua vida pessoal, que, atualmente, estava uma verdadeira bagunça.

Cem dólares para o felizardo que souber de quem é a culpa por tanta zona.

Seu melhor amigo –– e companheiro nas horas em que ambos encontravam-se sozinhos e sem a mínima vontade de sair à procura de alguém; enroscavam-se nos lençóis na cama de um ou do outro em algumas horas de sexo selvagem e sem compromisso, apenas para manterem a cabeça desocupada por algum curto período de tempo –– e secretário do senhor presidente Kuchiki–Não-gosto-de-ninguém-só-do-meu-próprio-reflexo-Byakuya, Grimmjow, estava ciente do trágico –– não parecia tão trágico enquanto você gemia loucamente, Renji –– incidente na sala do magnata, e fizera de tudo para Renji passar uma borracha sobre o ocorrido. Mas o corpo do ruivo se aquecia de forma febril apenas à lembrança dos toques precisos do mais velho.

Estremeceu ao sentir as gotas gélidas escorrendo por seu pescoço quente, recobrando à sua mente a sensação dos dedos igualmente frios de Byakuya correndo lentamente por seu corpo. A que ponto sua perversão estava chegando, sentia-se excitado com meros pensamentos. Tinha que se afastar logo daquele homem.

A verdade triste dos fatos era que, no fundo, Renji tinha noção de exatamente tudo que o Kuchiki causava em si. E, obviamente, decorrente de tais sensações, vinha o sentimento abrasador e devastador que o invadiu e o dominou em pouco mais de três anos e meio.

Sim, era bastante tempo.

De uma paixão avassaladora, digamos, não correspondida.

Pelo menos não da forma que Abarai Renji gostaria.

O fato é que ele odiava de todas as formas possíveis o quão influente sobre si o Kuchiki conseguia ser. Era algo que começava com leves formigamentos nos dedos dos pés, e percorria todo seu corpo em um ritmo alucinado; acelerava as batidas de seu coração e causava espasmos em seu baixo ventre. Tornava difícil respirar.

Mas Renji sabia como ninguém disfarçar isso.

Pelo menos, até pouco antes das investidas começarem.

Aí a porra ficou séria.

Odiava ter que admitir, mas Kuchiki Byakuya era muito mais do que um mero objeto de desejo. Não, não era apenas o corpo de Renji que ansiava pelo moreno desesperadamente.

Era o coração também.

E isso causava um aperto no peito muito desconfortável.

O ruivo sabia que era completamente submisso à Byakuya por ser, na mesma proporção, apaixonado por ele. Não havia sido algo previsto –– muito menos requisitado, porque, por Deus, quem se apaixonaria por aquele homem conhecendo sua respectiva personalidade? Era, em definitivo, masoquismo e suicídio.

Já pode se internar em uma clínica de reabilitação agora, Renji.

De qualquer forma, ele estava consciente de que, levando-se em conta o alvo de seus sentimentos, não receberia uma correspondência à altura. Pelo menos, não enquanto Byakuya fosse apenas um ninfomaníaco, jogador e desinteressado por relacionamentos. Era frustrante, mas aceitar acabava sendo a melhor opção. Criar falsas expectativas estava bem longe de sua mente.

Mas nada disso o impedia de aproveitar-se da situação e se deixar ser dominado pelo magnata. Qual é, ele tinha total direito de tirar uma casquinha. Pelo menos, fisicamente falando.

Ergueu os olhos para o espelho, sobressaltando ao deparar-se com Byakuya apoiado na porta, fitando-o através do reflexo. Engoliu a seco, mantendo o contato visual intenso que havia se estabelecido. O moreno estava, também, sem a gravata, a blusa social preta para fora da calça, com os primeiros botões abertos, exibindo aquela pele branquinha que deixava Renji se roendo de vontade de marcá-la com sua boca. O Kuchiki agora retirava o blazer e o pendurava na maçaneta, que, a essa altura, já estava trancada.

Por Deus, aquela visão era tão excitante que o ruivo sentiu suas calças dois números mais apertadas.

–– Engraçado como eu sabia que você viria atrás de mim. –– Murmurou o Abarai enquanto secava as mãos e o rosto em uma toalha de papel. Estava ardendo de desejo, mas não faria as investidas. Se Byakuya o queria, que rebolasse para tê-lo.

Qual é, Renji, você está a ponto de ficar de quatro e pedi-lo para te comer.

Tudo bem, o Kuchiki não precisava saber disso.

–– Mais engraçado ainda é como eu tinha certeza de que você estaria me esperando. –– Retrucou, o sorriso presunçoso tomando conta de seus lábios finos. O corpo do ruivo enrijeceu, mas ele revirou os olhos para disfarçar a fúria e o constrangimento. Odiava como era sempre tão transparente; tornava tudo muito mais fácil para o moreno. Sorrateiro como um predador, Byakuya moveu-se para trás do Abarai, evolvendo-o pelo tronco com seus braços fortes. O mais novo arfou, sobressaltado, e tentou girar para encará-lo de frente, mas foi impedido pelo aperto forte ao seu redor.

Fim da linha, Renji.

–– O que v-você ganha c-com isso, Bya-Byakuya? –– A dificuldade de falar era simplesmente porque o moreno desabotoava a camisa do ruivo lentamente, enquanto provocava-o com a língua na altura do lóbulo. Dizia algumas palavras sujas que faziam Renji estremecer. A sensação chegava a ser insana de tão deliciosa. Uma tortura, de fato, mas, depois de ingressar no mundo libidinoso de Kuchiki Byakuya, já podia se considerar um completo masoquista.

Com destreza e uma leve pressão, Byakuya dedilhou os gomos do abdômen do ruivo, deliciando-se com os suspiros ruidosos que ele deixava escapar. Era um divertimento e tanto vê-lo protelar ao máximo, para, aos poucos, se entregar aos desejos carnais do próprio corpo. O Kuchiki amava vê-lo completamente perdido, causava-lhe espasmos e nublava-lhe a mente. Deixava-se perder, porque jamais deixaria apenas Renji jogar. O animal dentro de si rugia faminto por mais, sedento, necessitado de todo o atrito que os corpos viriam a causar.

–– O que eu ganho com isso? –– Repetiu, se fingido pensativo. Enquanto isso, seus dedos continuavam a trabalhar no corpo do ruivo; vez ou outra, ele os descia ao baixo ventre e arranhava a região, apenas pelo prazer de vê-lo estremecer loucamente em seus braços. Chegou a acariciar a já evidente ereção por cima do tecido da calça social e o viu morder o lábio inferior, parecendo em total desespero, como se reprimisse as reações de seu corpo. Segurou os volumosos cabelos ruivos com uma mão e os colocou para o lado, liberando o pescoço para suas investidas. Desde a vez no escritório, tinha consciência de que aquela era uma das regiões mais sensíveis de Renji. E adorava explorar os pontos fracos daquele garoto. –– Acho que ter você, submisso, pedido por mais, perdendo seu autocontrole, se rendendo a mim tão facilmente, na palma das minhas mãos, já é suficiente. –– Riu baixinho e, ao mesmo tempo em que desabotoava o cinto e descia a calça do mais novo, mordiscava-lhe a nuca, subindo ao lóbulo e chupando a região com vontade. Observou o prazer estampado nas feições alheias pelo reflexo no espelho e não conseguiu conter um sorriso. Aquilo se tornava mais divertido a cada partida.

Com facilidade, virou o corpo de Renji e então ficaram frente a frente. O magnata apenas alargou o sorriso, aproximando-se, acometido por um sentimento de ânsia. Dirigiu os lábios sedentos aos do ruivo, tomando-os em um beijo rápido, apenas para deixá-lo querendo mais. Desceu-os, roçando os dentes na clavícula, percorrendo todo o caminho desde o maxilar ao baixo ventre. Divertiu-se com os mamilos enrijecidos, ouvindo todo tipo de manifestação vocal vinda do mais novo. E elas o excitavam de uma forma ridícula. Por breves momentos, perdeu-se no abdômen definido e nas entradas que eram a porta do paraíso expostas pela cueca boxer branca. Lambeu os lábios, erguendo os olhos recheados de desejo para um Abarai ansioso.

–– Ansioso, Abarai-kun? –– Provocou, passeando com os dedos pela borda da única peça que o separava de ver as expressões extasiadas do advogado. Puxava e soltava o elástico, se arrepiando de leve com as pesadas mãos apertando seus fios de cabelo, cheias de desespero. Mas, sadista como era, não se importava muito em torturá-lo um pouco mais. Era sua maior diversão vê-lo a ponto de engolir o orgulho apenas para pedir por mais. Alinhou o rosto com o dele e puxou-lhe o lábio inferior lentamente, uma carícia instigante, que fez com que Renji, quase fora de si por completo, puxasse-o para perto e beijasse-o com vigor. Um vigor cheio de pedidos mudos subentendidos, cheio de declarações esperadas, mas talvez já sabidas.

Ele havia se entregado.

Era tudo de que Byakuya precisava. E necessitava.

Satisfeito, o moreno partiu o beijo e, após abaixar a peça branca, capturou o membro rijo com as mãos, subindo-as devagar, descendo-as em seguida, mantendo assim um ritmo único que contava com leves pressões com o polegar em pontos estratégicos. Renji arfou, sentindo a visão turvar e procurou fixar os olhos em qualquer outro lugar que não fosse o sorriso libertino pintado nos lábios finos que tanto queria beijar com fúria. Seu coração batia quase na boca e a vertigem que o arrebatou apenas pareceu se intensificar quando Byakuya decidiu brincar com seu pescoço novamente. O maldito havia descoberto a região que o deixava mais vulnerável e agora sempre a exploraria o máximo que conseguisse. Arfou, sôfrego, tentando controlar os espasmos que o faziam estremecer nos braços fortes do magnata. Mas, se já entregara o jogo, por que se conter?

Ah, é, o orgulho.

A uma altura dessas, Renji, você já não possui um orgulho ao qual fazer jus.

Alguém bateu insistentemente à porta, mas Byakuya nem ao menos cogitou a hipótese de parar o que estava fazendo. Os grunhidos baixos de Renji ao pé de seu ouvido eram deliciosos demais para que ele se preocupasse com os outros esperando para usar o banheiro.

–– Bya... Byakuya –– Arfou o mais novo, mordendo o lábio inferior quase que desesperadamente. Seu corpo todo estremecia de forma alucinada e ele sentia o ápice quase palpável. Mais um pouco e se contrairia completamente, derramando-se nas mãos do mais velho.

–– Shh... Eu não vou parar enquanto você não gozar e gemer meu nome bem gostoso. Então apenas aproveite. –– Ah, essa frase. A frase que fez com que Renji perdesse completamente as estribeiras e libertasse a fera sedenta dentro de si. O ruivo grunhiu, agarrando os cabelos da nuca de Byakuya, trazendo-a para si em busca de um beijo insano, enquanto o moreno continuava a masturbá-lo em um ritmo que fazia a mente do pobre advogado se emaranhar para logo em seguida se anular. Mal conseguia respirar, como seria então capaz de sequer pensar? Aquele homem o tirava dos eixos totalmente.

Engoliam-se como se o momento fosse acabar em um piscar de olhos, mas para Renji estava difícil manter-se são. O ar faltava tão rapidamente e, tão logo se separaram, Byakuya voltou a atacar o pescoço já marcado pelos caninos do possessivo magnata. Ele queria que o advogado se lembrasse daquele momento a cada vez que se olhasse no espelho e visse as marcas avermelhadas e arroxeadas.

Como se isso fosse realmente necessário para que Renji se lembrasse do moreno.

Ele estava apaixonado, por favor.

Decidido a se divertir mais, o Kuchiki parou o movimento das mãos e o dos lábios. E, sorrindo como uma criança prestes a provar do doce proibido, ajoelhou-se, sentindo o olhar excitado do ruivo queimar sobre si. Aquilo apenas o instigava ainda mais. Soprou sobre o membro e sentiu o corpo todo do advogado estremecer. Ah, como as reações dele eram excitantes, por deus.

–– Me diga, Renji, o que você quer que eu faça agora? –– Ergueu os orbes acinzentados, provocativo, usando o tom de voz mais sedutor que sabia possuir. O ruivo engoliu a seco, quase engolindo seu orgulho junto. Queria Byakuya engolindo, violando-o, mas será que teria coragem de exteriorizar seus desejos mais profanos? Sabia que o moreno jogava consigo, mas estava entrando direitinho na brincadeira, e podia dizer que até que estava se saindo divertida.

Divertida, sei.

Quando sentiu os lábios frios do Kuchiki acariciando seu membro quente com lentidão, ele sabia que seu corpo estava febril e a ponto de explodir. Mais um pouco e o nome do presidente escaparia inconscientemente de sua boca.

O pênis pulsou em seus dedos e ele passou a língua experiente pelas veias que saltavam. O Abarai soltou um quase urro de prazer, agarrando-se, em total desespero, aos fios negros do Kuchiki, que sorriu, continuando a carícia com ainda mais afinco. Abocanhou-o por completo, deixando seus lábios fazerem um trabalho de sucção que levou Renji às alturas. O ruivo sentia o corpo se retesar e aliviar, quase entregando-se ao orgasmo intenso que se aproximava. O ambiente parecia girar no próprio eixo, ele estava completamente perdido nas sensações que o assolavam.

Byakuya sugou uma última vez, com ainda mais pressão, até que sentiu o gosto do sêmen invadir sua boca, acompanhado de um gemido longo e extasiado provindo do advogado. Seu nome fora pronunciado com tanto prazer que ele quase gozou junto ao ruivo, mas se conteve, satisfeito consigo mesmo. Sorrindo presunçoso, ergueu-se e encarou de perto um Renji de olhar desfocado e, aparentemente, em outra órbita.

Mas qual não foi sua surpresa ao apenas processar o que acontecia quando se sentiu prensado contra a parede do lado oposto, mal tendo tempo de assimilar os fatos, pois a boca do ruivo já estava sobre a sua com um desejo quase palpável. As mãos ágeis, ainda que trêmulas devido à avalanche de prazer que havia se feito presente momentos antes, abriram rapidamente o cinto e a calça, deslizando-a para baixo e trazendo consigo a cueca preta que parecia terrivelmente apertada, tamanha era a excitação do moreno.

Atônito, a única reação que restou a si foi gemer, já que Renji agora chupava seu membro deveras ereto com lascívia. Perdido com a carícia repentina, Byakuya se permitiu levar as mãos ao cabelo ruivo, puxando alguns fios em busca de alívio para as sensações que se acometiam em seu corpo quase amolecido. A mente nublada, os olhos fechados fortemente e o cenho franzido. Esse era o estado de Kuchiki Byakuya no momento.

Parece que temos alguém rendido ao menos uma vez.

Urrou –– sim, urrou, sem quase ––, movimentando os quadris em direção aos lábios do advogado, que apenas aumentava o ritmo alucinado. Aquilo era insano demais para ambos. Tudo acontecia a uma velocidade assustadora, mas, no fim, estava saindo melhor do que a encomenda. E, quando se derreteu na boca de Renji, o gemido lânguido que escapou de seus lábios, arrastou junto o nome do ruivo, ainda que quase inaudível.

O poderoso Kuchiki Byakuya havia sido dominado pela primeira vez em anos.

Ofegantes, se encararam pelo que pareceu uma eternidade. Byakuya tomou a dianteira –– para variar –– e pigarreou, ainda estarrecido com o surto dominador de Renji minutos antes. E não podia negar: aquele havia sido um dos orgasmos mais intensos de sua vida. Mas sentia agora que seu orgulho fora pisoteado, cuspido, arruinado e violado. Aquilo era praticamente inaceitável!

Em silêncio, vestiu-se novamente, lançando um olhar fulminante, cheio de ameaças de morte e juras de que sim, haveria uma próxima vez –– e seria bem interessante, se dependesse dele ––, Byakuya jogou o blazer sobre os ombros e destrancou a porta. Esperou o ruivo terminar de colocar as roupas e abriu-a, passando pela mesma como um furacão.

Mas ele era um tufão na vida do ruivo. Daqueles bem rápidos e devastadores. Vinha, fazia uma completa bagunça na mente de Renji, apenas para partir como se fosse uma brisa.

Bufou, cansado, massageando as têmporas que pulsavam e latejavam. Sua cabeça doía de uma forma absurda. Precisava de uma longa noite de sono.

Quando se jogou sobre a cama –– duas horas depois ––, o gosto de Byakuya permanecia em sua boca, fazendo-o quase perder o sono. Mas, no fundo, ele realmente não se importava. A feição extasiada do magnata, completamente rendido e perdido, fora de toda aquela máscara de poderoso, entregue a si, valera por todas as noites que ficaria sem dormir.

É, há males que vêm para o bem.

Notas finais
E ai, mereço reviews? UHSUAHUSHSH Brincadeira. Se quiserem deixar, ficarei muito feliz. Mas se não, ficarei feliz por terem lido também *-----* Mil beijos e até o próximo. Amo vocês