Do I Wanna Know?
2 Two.
Nunca deviam ter feito essa promessa, as vezes nem sempre podem ser cumpridas, e acabam afetando por uma vida toda. O fato é que, após dois dia da promessa, uma terrível tragedia aconteceu. Cobra perdeu seu pai, e a família teve de ir embora. Karina nem mesmo foi avisada do que acontecera ali, e os dias como um todo, foram se passando lentos e dolorosos. Gael tentava explicar para a filha, que o amigo tinha infelizmente de partir, e rumar um novo caminho.
“Ele tinha prometido, tinha garantido estar aqui.” Essa queixa a martelava em sua cabeçinha confusa. Lágrimas de saudades se misturavam em meio a fronha do travesseiro, cortava o coração de qualquer pessoa, ver a desolação da pequena. Sua irmã, Bianca, fazia tudo ao seu alcance, para fazê-la sorrir, o pouco que fosse. Sem sucessos obviamente, a única coisa que Karina queria, era seu braço direito de volta.
Cobra sentia-se da mesma forma, nunca quis abandonar sua amiga. Havia-a prometido estar do seu lado sempre, e logo depois se arrependeu do contrato de laços feito.
K, odiava a si mesma por ter aceito as palavras de firmeza dele, e queria se punir, por te o confiado desse jeito.
O tempo foi passando e com ela, a conformação veio junto, ainda deixando um buraco no peito da menina, nunca preenchido, mesmo já adolescente.
Agora maior e ainda com a mesma personalidade, manteu a vida seguindo em frente. Treina na academia do pai, e estuda no período da tarde. Gael continuou dando conta da academia, que ia muito bem. Sempre chegava novos alunos, e as mensalidades pagas, ajudava nas contas de sua casa. Depois de perder seu sócio, preferiu ser dono sozinho, e apenas contar com a ajuda da mais velha na administração.
....
Em outra parte do Rio de Janeiro. Um rapaz já maior, se metia em problemas graves com a policia. Rachas com carros, e festas com sons ensurdecedores, são seus passatempos preferidos.
— Cansei de vim te buscar em delegacias, todo os dias. — a mãe de Cobra o repreendia pondo um dedo em sua cara. — Dessa vez vou ser dura com você Ricardo. — gritou mais alto que podê. O escândalo surtia olhares curiosos, enquanto passavam na porta do lugar.
— E você vai fazer o que? — desafiou o lutador.
Sua mãe o olhou como se arquitetasse algo, e pegou alguns objetos, quando chegaram no carro.
— Tê mandar de volta pra cidade. — vociferou jogando uma passagem e suas bagagens.
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