Notas iniciais
Olá queridos!

Capa Bônus 3

Gabriel afastou-se preguiçosamente do corpo quente de seu companheiro, sabia que Sam iria demorar a acordar por isso resolveu ir à cozinha e preparar o café de todos, afinal ainda estava bem cedo e provavelmente apenas Dean estivesse acordado. Estava bem humorado e fez torta para o Winchester mais velho, o mesmo parecendo atraído pelo cheiro surgiu.

— Manhã Gabe!

— A noite foi bem melhor! – O arcanjo balançou as sobrancelhas para enfatizar seu ponto.

— Filho da mãe! – Dean praticamente gritou, as vezes o maldito Trickster o irritava ao extremo. – Vai fazer algo de útil hoje além de infernizar a vida alheia? Cas e eu precisamos fazer algumas coisas e queria que você e Sam cuidassem de Emma e Danny.

— Quer que eu sirva de babá enquanto você sai por ai tentando manchar a honra do meu irmão bebê?

— Cara, “cê” vai olhar as crianças ou não?

— Claro que eu vou.

— Ótimo estamos indo, devemos voltar ao pôr do sol! – O primogênito Winchester gritou sobre o ombro.

— Seja lá o que está acontecendo deve ser surpreendente, o idiota nem sequer reparou na torta. – Gabriel resmungou ao colocar chantilly na sua fatia de torta. Uma tímida Emma entrou na cozinha carregando seu irmão, ambos ainda estavam de pijamas e rosto amarrotado.

— Bom dia tio Gabe. – Disseram manhosos.

— Bom dia pequenos raios de sol. – Ele colocou o dejejum favorito de cada um na sua frente. Ambos os irmãos comeram calmante conversando e sorrindo, ao ver o bom humor da jovem Amazona, o arcanjo teve uma ideia ousada, mas que com certeza valia a pena.

— Que tal aproveitarmos a saída de seus pais e irmos fazer um piquenique no parque.

— Oba! – Daniel gritou alegre.

— Seria como nos filmes? –Emma inquiriu vergonhosa.

—Sim garota, será como nos filmes, na verdade será bem melhor. – Gabriel avaliou a expressão da moça antes de continuar. – Vão se arrumar enquanto organizo os lanches e acordo Sammy.

— Tio Sam vai com a gente? – A loira perguntou olhando para seu copo vazio.

— Sim, iremos nós quatro! – Respondeu sorridente tentando afastar a tensão. – Agora corram para o banho e não demorem muito.

— Sim tio Gabe.

Ficou olhando ela levar o irmão e num estalar dedos tudo que queria levar já estava pronto faltava só acordar seu Samsquatch! Seu companheiro estava deitado de bruços com seu lençol cobrindo apenas o essencial, o arcanjo sorriu maliciosamente e subiu na cama para começar a beijar as costas do amado.

— Gabe amor a noite de ontem me deixou exausto, preciso descansar, me deixa ter pelo menos quatro horas de sono antes de recomeçarmos. – O Winchester mais alto resmungou enquanto agarrava o travesseiro.

— Você já dormiu mais de cinco horas! No entanto não é por isso que estava te acordando. Dean-o e Cassie fugiram para uma lua de mel estranha e só voltam de noite, então pensei que poderíamos levar as crianças para um passeio.

— As meninas já voltaram?

— Não, mas Mikey está cuidando de ambas e nada de ruim vai acontecer.

— Espero que você esteja certo. – Sam reclamou sentando-se. – Mas se as meninas não chegaram vamos com Danny?

— Com ele e Emma.

— Gabe, por mais que eu quisesse você sabe que ela não fica nem perto de mim, imagina sair juntos.

— Pois ela subiu para arrumar-se mesmo depois que disse que você vai junto.

— Tem certeza Gabe? – O mais alto perguntou esperançoso.

— Claro garoto! Agora arraste esse traseiro gostoso diretamente para um banho. – O arcanjo devorava o outro com o olhar.

— Depravado! – Sam resmungou mais não pode conter um sorriso, amava demais o Trickster.

Pouco tempo depois estavam todos arrumados e prontos para sair, o pequeno Daniel pulava inquieto de tão ansioso, assim que avisou onde ia para Jörmundgander que estavam na biblioteca ajudando Bobby com as pesquisas, Gabriel voou com os outros para uma parte deserta do parque e juntos caminharam para perto dos brinquedos. Daniel correu para um balanço e Emma mesmo parecendo incomodada foi empurrar o irmão. Foi uma manhã cheia de brincadeiras e na hora do almoço a Amazona trocou algumas palavras com o tio. Gabriel estava bem esperançoso que ambos logo estariam próximos e forçando um pouco a barra aproveitou a passagem do sorveteiro.

— Aquilo é o carro do sorvete? – Perguntou como quem não quer nada.

— Sovete? Eu quelo! – O pequeno Winchester correu em direção ao carro e quando Emma foi levantar para ir atrás, Gabriel se apressou.

— Não se preocupe, eu irei busca-lo e trazer uns sorvetes para todos. – O arcanjo rapidamente escapou dali. De onde estava, podia ver os dois Winchesters parecerem bem sem graça de estarem sozinhos mas ele sabia que logo as coisas iriam melhorar, comprou os sorvetes e voltava quando seus gêmeos apareceram perto de Sam. Seu companheiro olhou para sua direção e falou com os meninos que logo acenaram para o pai.

— Meninos! – O arcanjo cumprimentou os filhos. – Vieram aproveitar a tarde?

— Pai, estávamos em Asgard tentando falar com a mamãe. – Vali começou a explicar.

— Estávamos voltando para casa quando encontramos Sleipnir.

— E adivinha só pai? – Vali perguntou sorridente antes de acrescentar. – Depois de conversarmos muito, ele decidiu que quer vê-lo.

— Ele quer? Mas como vocês falaram com ele. – Gabriel perguntou surpreso, ele ama todos os filhos e mesmo que praticamente todos o haviam perdoado, Sleipnir sempre fora um caso a parte.

— Pai, nosso irmão decidiu isso e sim foi ele mesmo que disse depois que mostrou sua forma humana. – Vali esclareceu as dúvidas do pai.

— Não consigo acreditar!

— Gabe o que está havendo? – Sam intrometeu-se.

— Sammy, você com certeza conhece as lendas envolvendo minha persona pagã?

— Sim, fiz algumas pesquisas a algum tempo atrás. – Respondeu um pouco envergonhado.

— Então você sabe sobre meu filho Sleipnir, certo? – Quando o mais alto acenou em confirmação o Trickster prosseguiu com a explicação. – Embora a história original seja bem diferente do que realmente aconteceu, meu filho usa a forma de um cavalo e há alguns séculos não fala comigo.

Gabriel percebeu depois de algum tempo que todos os presentes olhavam para ele de forma cautelosa, até o pequeno Daniel no colo do tio estava tentando entender o que estava acontecendo.

— Certo, paremos com esse drama todo e vamos para casa! – O arcanjo avisou.

— Mas pai, Sleipnir está esperando! – Vali avisou.

— O que? Ele está esperando agora?

— Agora sei para quem o Vali puxou a lerdeza. – Narfi reclamou. – Deixa eu explicar de um jeito bem completo: Sleipnir está esperando que o senhor vá vê-lo depois de quase 900 anos então eu realmente acho que ele quer falar com o senhor ainda hoje!

— Idiota, mas bem mais compreensível! – Gabriel debochou. – Estarei levando Sam e as crianças para casa e logo irei.

— Pode mudar seus planos, por que eu vou junto. – Sam avisou e pela expressão do mesmo não haveria discussão.

— E nós também, afinal só viemos dar o recado já que ainda estamos hospedados na casa de mamãe. – Vali complementou.

— Quem vai ficar com as crianças? – Gabriel perguntou olhando para Sam mas foi Emma quem respondeu.

— As crianças não são tão bebês e podem cuidar de si mesmas, agora e só nos deixar em casa.

— Não mesmo garota! Seu tio e eu estamos de babá e não vou deixar vocês, fora de minha vista.

— E o que você pretende então? – Sam inquiriu.

— Leva-los junto.

Num piscar de olhos o Mensageiro de Deus fez a cesta de piquenique e os demais objetos usados no parque desaparecerem, ele pegou a mão do namorado que carregava Daniel e segurou no ombro de Emma para voar com ambos. Ao chegar em Asgard percebeu que o Winchester mais alto tinha uma expressão incomoda e sua sobrinha parecia um pouco enjoada, pelo jeito ela havia puxado de Dean não só a aparência física. Os gêmeos logo surgiram e todos os seguiram em direção a umas pequenas casas que ainda ficavam ao redor do castelo, mesmo com todo o declínio nas religiões pagãs, ainda existiam pessoas adeptas as antigas tradições nórdicas o que fazia com que o castelo e pelo menos quatro casas ainda permanecesse intactas. No virar da esquina estava um magnifico cavalo, seus pelos lustrosos, juba comprida e músculos potentes eram visíveis a distância. Sam e Emma pareciam estáticos e Daniel estava dando pulinhos e gritando pelo “cavalinho”.

— Hey Baby! – Gabriel saudou o filho e em troca recebeu um leve bufar. – Faz tempo, mas fico feliz em estar aqui agora!

Sleipnir olhou para o pai durante alguns instantes mas logo aproximou-se de Sam que tinha Daniel no colo e Emma alguns passos atrás do tio, talvez a presença forte do Asgardiano tenha intimidado a Amazona. O cavalo aproximou o focinho da barriga da criança e depois de farejar, abaixou a cabeça para que ele brincasse com sua crina. Gabriel aproximou-se deles para apresenta-los.

— Filho estes são Sam Winchester, meu companheiro. – Falou olhando para a expressão impassível do filho, no entanto o mesmo virou seus olhos para o mais alto e deu um leve aceno de cabeça. – Este bebê bonito em seu colo é nosso sobrinho Daniel, é a moça é Emma, também sobrinha.

Sleipnir virou os grandes olhos preto azulado para a Amazona e com um único passo chegou perto o suficiente para cheira-la, balançou a cabeça e voltou para perto de Daniel como se estivesse confirmando o aroma e foi só então que Gabriel entendeu que seu filho estava realmente avaliando os cheiros, talvez acreditasse que o bebê no colo do companheiro do pai viesse a ser um irmão, não que o arcanjo o culpasse por tal pensamento.

O resto do dia passou de forma alegre, Daniel e Sleipnir ficaram o tempo todo brincando juntos e até mesmo Emma acabou entrando nas brincadeiras, entretanto cada vez que a diversão ficava mais confusa e seu filho corria atrás dos Winchester ela corria para perto de Sam. Era até bonitinho pareciam que todos os três eram crianças pequenas e não um ser de idade milenar e uma Amazona treinada. Na hora de ir embora Gabriel despediu-se do filho mas marcou nova data para a visita e claro deixando o convite aberto para o próprio ir visita-lo quando quisesse. Chegaram no bunker antes do jantar e depois de banhar Daniel, o arcanjo foi para a cozinha preparar o jantar. Seu sorriso era enorme, aquele havia realmente sido um bom dia.

Notas finais
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