Do Amor à Redenção
25 Capítulo 21
Notas iniciais
Haviam descoberto que a casa assombrada havia sido construída em 1898, o dono original era um homem chamado Geromy Henson, não era da cidade, mas veio a trabalho, era um engenheiro que veio para supervisionar a construção da estrada de ferro, porém acabou fazendo desafetos por ser um homem honesto, foi morto em sua casa dois anos após sua chegada, o corpo de sua esposa nunca foi encontrado.
— Coitado, ele morreu por não querer matar os donos das pequenas fazendas. — Claire estava bem indignada com a história.
— Eram tempos difíceis... — Michael disse pensativo.
— Tudo bem, agora vamos lá dar paz a eles! — Disse Amy.
Quando chegaram na casa a porta da frente estava apenas encostada o que era bem suspeito afinal o corretor havia usado duas espécies de tranca no dia da visita. Achando tudo ainda mais intrigante as jovens entraram na sala e deram de encontro a alguns jovens.
— O que estão fazendo aqui? — Amy perguntou, assustando os outros.
— Viemos passar a noite aqui já que dizem ser assombradas, sabe como é nos filmes de terror coisas estranhas acontecem, então a gente quis vir aqui e testar .. — A porta se fechou sozinha, interrompendo, o garoto.
Na cozinha do bunker Bobby estava feliz por Lúcifer, quando que Robert Singer pensou que iria ficar feliz pelo Diabo? Mas essa é prova que a vida dá voltas.
— Qual o motivo de tão raro sorriso? — Perguntou Crowley ao entrar e ver o outro sorrindo para um sanduiche.
— O que você quer andado atrás de mim desse jeito?- Perguntou Bobby impaciente.
— Não Robert, essa não é pergunta certa, a pergunta certa seria o que você quis me trazendo para cá? – O demônio disse se aproximando do Singer.
— O que quer dizer com isso?
— Se tem uma coisa que você não é, é burro! — Disse mais próximo ainda.
Aquele era o primeiro caso de Amy e Claire já seria difícil e para deixar as coisas ainda piores, agora dois adolescentes idiotas resolveram invadir o local só por conta de filmes da tv.
— Olha só eis as regras, não toquem em nada, não se afastem de nós. — Amy disse rispidamente enquanto avaliava a situação.
— Quem morreu e te fez rainha? – A garota perguntou debochada.
— Isso aqui! — Claire falou, mostrando a arma.
— Olha nós só queremos passar a noite aqui, só para ver se as lendas são reais. — Falou o rapaz.
— E nós estamos aqui para acabar com essa porcaria de lenda, então façam o que digo e não nos atrapalhem! — Amy estava bem irritada.
Estavam andando pela casa, que parecia bem diferente do que como viram durante o dia, Claire falava com os dois adolescentes, que se chamavam Ethan e Rebecca, eram namorados e tinham apostado com uns amigos dormir na casa mal assombrada da cidade.
A temperatura da casa caiu bruscamente, as lanternas já não funcionavam mais.
— Geromy! — Uma voz era ouvida, uma voz carregada de medo.
— Que foi isso cara! — Falou a garota, puxando o celular do bolso e colocando no modo de câmera, esse foi erro dela, por que lá estava Geromy com um olhar revoltado e antes que se fizesse qualquer coisa Rebecca foi puxada para dentro do quarto.
— Merda! — Amy disse enquanto tentava abrir a porta.
— Geromy, meu amor por favor não! — Disse a mesma voz, quando Claire olhou, pôde ver a mulher de Geromy no corredor, ela parecia tentar se proteger. — Geromy por favor não! Eu não fiz nada! — Gritou novamente.
— Amy acho que ela é um eco... – Claire avisou tentando conter Ethan só agora tinha começado a gritar.
— Socorro! — Rebecca gritou de dentro do quarto, Amy tentava a todo custo abrir a porta, até que controlou-se suficiente para lembrar que estava armada, embora percebeu que atirar poderia machucar a moça.
— Se afasta da porta! – Amy gritou para a moça.
Ela deu cinco tiros, só dois acertaram a maçaneta.
— Ele me bateu... mandou eu ficar aqui.... – Rebecca estava assustada e com o rosto muito machucado. — Ele me chamou de Julie e me mandou obedecê-lo ou me manteria aqui para sempre.
A Winchester tirou a garota do quarto, eles desceram apressados e a morena procurava alguma coisa que pudesse estar prendendo o fantasma na casa.
— Tem que ter alguma coisa...
— Claro que tem, eu a matei, ela era minha... — O fantasma tinha possuído Rebecca e do ouvido da garota saia ectoplasma.
— Mas vocês foram mortos? — Claire tentou argumentar. — Mortos? Ela iria me deixar, não podia aceitar está vida e eu não iria aceitar ser abandonada nunca ela nunca vai me deixar. — Disse rindo de maneira horripilante.
— Mas e os homens da ferrovia? – Claire continuou a insistir no assunto tanto porque queria entender e também queria entretê-lo.
— Os desgraçados vieram para mais protestos mas acabaram ouvindo os gritos da imprestável da Julie, eu a matei, matei a desgraçada.
O fantasma da mulher dele gritou novamente e ao lembrar que os ecos de morte ficam sempre onde foram ceifados, Amy tinha um palpite, mas não podia deixar Claire sozinha.
A Winchester que estava próxima a lareira, pegou um dos atiçadores de ferro, e subiu as escadas. Tinha que mandar aquele fantasma para o quinto dos infernos, lá em cima do local onde o eco gritava ela começou a bater com o atiçador, até que viu o cadáver da mulher, eram apenas os ossos. Não pensou duas vezes e ateou fogo no corpo.
Enquanto isso na sala, Claire sabia que Amy teve uma ideia, ela fez um círculo de sal no chão e esperou, até que Rebecca caiu desmaiada.
— Então ele matou a mulher e estava preso ao corpo dela, que ele enterrou no assoalho? — Claire perguntou, elas já estavam no carro.
— Sim.
— Que homem asqueroso! – A loira resmungou. — Será que aquele garoto vai levar ela para o hospital?
— Claro que vai. – A morena respondeu quando estavam quase chegando ao hotel. — Aquele homem, estava louco, ele cometeu uma atrocidade, por loucura... — Disse pensativa, a imagem de sua mãe não saia da cabeça.
— Todo fantasma é louco!
— Tem razão. — Amy riu. — Vamos buscar Mike e ir para casa.
A morena alta estava bem no meio de uma encruzilhada, fez todo o ritual que não foi difícil de descobrir na Internet, ela iria acabar com Dean e iria trazer sua menina de volta, enterrou a caixinha e esperou.
— Cassie Robinson. — Disse o demônio.
— Você é...? — Perguntou incerta mas logo viu os olhos do homem ficarem negros.
— Acho que sim! — Respondeu sorrindo descaradamente.
— Qual seu nome? — Perguntou a mulher.
— Já tive muitos, mas pode me chamar de Berith! -
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