Do Amor à Redenção
23 Capítulo Bônus 2
Notas iniciais
Lúcifer estava deitado na cama e em seu peito repousava Elisabeth, eles haviam ficado assim desde que souberam da existência de seu filho, do seu pequeno nefilim, a jovem havia dormido sem desconfiar das implicações que isto causaria e embora Castiel e Gabriel tivessem seus filhos, essas crianças foram geradas de modo totalmente diferente do seu, assim que soube da gravidez seu instinto o impeliu a fugir levando sua amada e prole junto consigo, entretanto se seu pai o quisesse encontrar nada no mundo o impediria e jamais colocaria Lizzie em perigo ou necessidades, pelo menos era o que pensava mas agora conseguia ver a verdade. Só de estar perto dela, só de ama-la já arriscou sua vida de forma irremediável. Não sabia o que fazer mas tinha que pensar numa escapatória, precisava de um jeito e sabia que só existia alguém no universo que poderia ajuda-lo e por mais que sentisse vergonha e receio, somente seu pai poderia entende-lo e talvez poupar seu filho e Lizzie, faria qualquer coisa, iria para o Cage novamente se fosse esse o preço pela sua segurança. Sentia-se destruído mas levantou-se usando sua graça para não acordar a Milligan, depois de a deixar dormindo e usar um pouco de sua graça para mantê-la assim, ele foi de encontro a sua dolorosa decisão.
Andar pelo céu em direção aos jardins era paz e agonia, parecia que sempre seria assim, não poderia mais percorrer aqueles caminhos como outrora e isso trouxe um calor doloroso ao seu peito, era a última vez que estaria olhando para seu lar, mesmo que hoje em dia seu lar na verdade fosse onde quer que Lizzie estivesse. No centro dos jardins foi impactado por todos sentimentos que se tem ao ter a honra e felicidade de estar perto do Pai, não resistindo mais a toda dor e desespero, prostrou-se de joelhos e de cabeça baixa pediu:
— Pai, imploro a vos que tenha misericórdia de Elisabeth Milligan e nossa descendência. Sei que deste-me o perdão e uma segunda chance e por mais que tenha cometido um novo pecado, roga por ela que tem a alma tão inocente e amorosa. – Ele chorava neste ponto do discurso. – Amy Winchester me fez conhecer um outro lado dos humanos mas foi Lizzie que me mostrou a complexidade e verdadeira face daqueles que um dia chamei de abominações e tantas outras palavras com o intuito de denegrir suas criações, perdoe-me Pai por tal erro, por só agora perceber que por trás das falhas e anormalidades os seres têm muito mais em si do que só a maldade que quis enxergar.
— Meu filho... – A voz carregada de sentimentos que soava tanto como o vento como quanto a chuva e tantos fenômenos diferentes ressoou.
— Faço o que for de seu agrado meu pai. – A Morningstar o interrompeu. – Estou disposto a voltar ao Cage e passar minha eternidade preso se for permitir que ambos fiquem vivos.
— Voltaria para sua prisão por esta humana? Estaria disposto a tal sacrifício meu filho?
— Nem um preço será grande demais para que Elisabeth e nosso bebê permanecem vivos e bem. Se isso não for suficiente eu entrego a minha existência à destruição.
— Esperei o decorrer de séculos para vê-lo enfim entender a grandeza que se esconde nos seres humanos, mantive a esperança e agora carrego a leveza de saber que você meu amado filho jamais me decepcionaria. – O amor e alegria ao redor de Lúcifer chegava a ser sufocante mas seu coração e graça se rejubilavam nos sentimentos.
— Não tenho palavras para agradecê-lo.
— Vá para casa cuidar de sua família pois nada acontecerá a vocês ou meu neto.
Lúcifer praticamente correu do jardim e voou ansioso para sua casa, ao chegar ao Bunker encontrou Elisabeth dormindo com a mão em seu ventre, sorrindo amplamente a Morningstar voltou a deitar junto de sua família amada. Beijou a testa de sua mulher e ela prontamente aconchegou-se na lateral de seu corpo e beijou a curva de seu pescoço.
— Amo você Lucy! – Lizzie sussurrou em seu ouvido.
— E eu a você!
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