Do Amor à Redenção
50 Capítulo 46
Notas iniciais
Ariel, foi o nome escolhido por Lúcifer para seu filho, este havia sido o nome do primeiro irmão a perecer na batalha entre os mais velhos e Lizzie amou tanto o significado quanto a homenagem que seu amado estava fazendo. A jovem não afastava-se do filho e passava horas a fio admirando sua beleza, muito contente, além de ser mãe ainda podia desfrutar de ver seu neném coisa que nunca acreditou ser possível. Não negava a dificuldade avassaladora de se acostumar as formas e cores mas olhar para os cabelos loiros, olhos azuis, pele pálida e nariz de botão do pequeno Ariel fazia tudo valer a pena.
— Você sabe que não vai demorar muito para ele crescer não é? — Gabriel que estava com o pequeno sobrinho no colo disse casualmente, entretanto preocupado com as mudanças que o casal iria enfrentar.
— Vai ser como Daniel?
— Acho que sim, embora ele foi mais apressado que os meus temos que lembrar que Daniel é um exceção.
Ariel era diferente não só no nascimento como também no temperamento, enquanto Daniel tinha sido um bebê quieto, o loirinho não parava de mexer as mãozinhas e fazer barulhinhos felizes, era ativo demais para um recém-nascido.
— Me dá meu filho aqui! — Disse Lúcifer que não conseguia ficar muito tempo sem segurar o seu pequeno, mas assim que Lúcifer o pegou, ouviram batidas na porta.
— Tio Lú, tia Lizzie, posso entrar? – Daniel perguntou timidamente.
— Entre meu amor. – Elizabeth respondeu antes de dar um beijo na bochecha rechonchuda do recém chegado.
— Eu vim ver meu priminho, antes tinha muita gente aqui e nem vi direito! — O menino explicou olhando diretamente para o bebê.
Lúcifer se sentou na cama e chamou Daniel para subir. – Vem aqui dizer oi para seu primo.
— Oi primo, a gente vai ser muito amigo, vai brincar e eu vou proteger você por que eu sou mais velho! — O pequeno disse solenemente.
— Aposto que foi o Dean que falou isso para você! — Lúcifer falou e o garoto assentiu ansioso dando início a conversas alegres entre os presentes.
Em outro lugar bem longe dali. Berith levava Cassie para uma clínica psiquiátrica. Havia pensado em matá-la mas havia prometido a Amy que não faria mal nenhum a mulher por isso decidiu que a clínica seria a melhor opção.
— A Rowena tinha razão quando te chamava de demônio imundo! — Ela falou indignada. — Você me traiu!
— Para começar eu nunca fui leal a você e também nunca gostei de sua companhia — Falou percebendo que a fúria da mulher só aumentava.
Fez uma curva e parou na porta da instituição, pegou Cassie pelo braço e a fez descer as escadas, claro que ela tentou bater nele e gritar, ou seja estava fazendo exatamente o que ele queria, logo dois enfermeiros vieram ajudar e a levaram, enquanto isso o demônio foi dar uma de marido "sofrido" para o médico.
— Ela está assim desde quando senhor...
— Victor Stuart. — Berith mentiu. – Ela é Cassie Stuart minha esposa.
— Sou doutor Oliver. — O médico se apresentou. – O que têm acontecido?
— Minha esposa vem tendo esses acessos desde que minha enteada foi morar com o pai, e então esses dias ela pirou de vez, temos uma filha pequena e eu temo pela segurança da minha pequena Stacy. — O demônio até conseguiu fingir um choro enquanto inventava atitudes suspeitas para apoiar seu caso.
O médico depois de ouvir tudo e ter uma conversa com uma Cassie neurótica que gritava sobre demônios e pactos preparou a internação e depois de horas que mais pareceram séculos para Berith, apareceu e guiou-lhe até onde a mulher estava sendo mantida, era um quarto acolchoado, tinha uma cama simples onde a morena estava em camisa de força, enquanto gritava que aquele não era seu marido e sim um demônio a quem tinha vendida a alma.
— Creio que a senhora Stuart esteja apresentando um grave caso de transtorno psicótico, no momento não vai ser bom para ela ter você ou qualquer um da família por perto, mas assim que apresentar melhora entraremos em contato, tenho certeza que Drª Foster explicou-lhe os pormenores da atualização do quadro clinico? — O Doutor perguntou e assim que o demônio assentiu ele continuou sua explicação.
— Pobre de minha esposa! – Disse fingindo pesar.
Quando saiu de lá e entrou em seu carro, caiu na gargalhada por alguns instantes, depois parou de rir ao se lembrar que tinha que avisar a Amy o que havia feito.
Na cozinha do Bunker, Amy estava preparando um sanduíche, já tinha mimado bastante Ariel e também é claro Danny, afinal tinha medo de seu irmãozinho sentir-se ciumento ou excluído sentou a mesa e já ia começar a comer quando viu Michael entrar.
— Mike! Quer provar? – Sabia a resposta mas sempre perguntava.
— Não necessito sustento. — Disse e sentou-se. — Como você está?
— Eu estou bem! Não tem nada errado comigo! — Falou, estava mentindo, estava triste por tudo que aconteceu com Claire, nem sequer ficou perto da irmã, esta envergonhada e se sentia culpada.
— Não minta para mim. – Falou o Arcanjo, sabia que a jovem Winchester estava sofrendo, era visível cada vez que olhava para sua alma.
— A gente pode falar sobre outra coisa? — Pediu e para sua surpresa sentiu ele segurar sua mão, aquilo foi surpreendentemente bom, sentiu um grande conforto.
— Saiba que pode contar comigo! — O primeiro Arcanjo disse rígido.
Antes que ela pudesse responder seu telefone tocou e era Berith.
— Sim... eu entendo.... Talvez assim seja melhor.... Eu vou falar com Victor.... Tudo bem obrigada! — Desligou e assim que o fez uma mensagem com o endereço chegou no celular, não aguentou e começou a chorar sendo logo abraçado pelo primeiro arcanjo.
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