Do Amor à Redenção
51 Capítulo 47
Notas iniciais
Caminha felinamente pelo hall do luxuoso hotel, mantinha seu sorriso predatório o que fez algumas mulheres que cruzaram seu caminho olharem atentamente e até algumas adolescentes darem sorrisinhos nervosos, entretanto a mulher que viera encontrar não estava a vista. Tinha dado um prazo e não era de voltar atrás em sua palavra por isso agora encontrava-se na porta do quarto da bruxa que havia tomado seus pensamentos. Tocou a campainha e dentro de alguns minutos a linda ruiva abriu a porta, usava um vestido azul-marinho que como esperado colava-se em suas curvas.
— Está atrasado! Você disse que eu tinha dois dias e sumiu por cinco! — Disse dando passagem e logo virando as costas e balançando suas madeixas que estavam soltas.
— Tive imprevistos! – sorriu antes de sentar-se no sofá. — Alguns demônios são muito incompetentes e eu tive que ajudar o rei em algumas mudanças.
— Entendo! Meu filho e seus projetos intermináveis! – Com um ligeiro aceno desdenhoso caminhou em direção ao bar que suportava uma garrafa de champanhe.
— Mas vamos ao que interessa...
— Nada que venha de você me interessa seu...
— Já sei demônio imundo, ser inferior... blá, blá, blá, vira o disco Rowena e admita! – Levantou-se e foi em direção da bruxa que ao perceber foi recuando, até encostar na parede.
— Admitir o que? — Perguntou simulando um deboche. Havia sido séculos desde que sentiu atração por qualquer um e sentir isso novamente e por esse demônio era mais do poderia suportar, o problema é que o desgraçado já fazia parte da sua vida e não queria conviver com a ausência que se fez nestes últimos dias.
— Que você me deseja, que pensa em mim quando estou longe. Que estou arraigado em seu ser. – Foi falando e se aproximando até que não havia espaço entre eles, tomou sua mão na dele e deslizando-a por seu braço acrescentou roucamente. – Diga-me Rowena o quanto estou misturado em seu sangue e vida.
— Serio que você acredita nisso? Você é patético! – Tentou passar por ele mas não conseguindo logo continuou. – Não nego que invadiu sim minha vida mas foi como uma alergia irritante e eu posso me livrar de você, a hora que quiser!
— Sempre pode, nunca duvidei disso, mas nunca nem sequer tentou. – Falou aproximando-se ainda mais.
— O que quer ouvir de mim? Só por que não quero te matar, não significa que quero ter algum envolvimento com você!
— Serio Rowena? Você acha que nunca percebi seus ciúmes?
— Ciúmes? – Perguntou descarada mas ao sorrir seu corpo encostou ainda mais no dele o que fez um arrepio subir por sua espinha. — Eu com ciúmes de você? Faça-me o favor Berith!
— Admita Rowena. — Ele encostou seus corpos e a segurou pela cintura. — Admita que quer, ninguém vai achar feio, admita que quer me beijar! — Ele falou com seus lábios bem próximos aos dela. – Me beije como sempre quis que irei retribuir.
— Não tenho que admitir nada... — Ela disse baixo e olhando para os lábios carnudos de Berith que aproveitando a beijou calorosamente, a ruiva demorou apenas um segundo e logo estava retornando o beijo e envolvendo os braços em seus ombros, entretanto quando sentiu sua ereção apertada em seu estomago ela o soltou prontamente.
— Pode me soltar por favor? – Pediu tentando desamassar o vestido.
— Claro.
— Acho que já sabe a minha decisão não é! — Ela diz tentando afastar se mas ele a segura pelo pulso e a puxa para selar seus lábios novamente e com mais urgência. — Você fez uma boa escolha.
Emma estava na escola, ainda estava preocupada com tudo que aconteceu na sua casa, mas também descobriu que estar ali a fazia de certa forma se desligar dos problemas.
— Ei! Você sumiu, tá tudo bem? Eu até te ligaria, mas não tenho seu número! — Angeline falou se sentando ao lado dela.
— Eu não tenho celular! – Pensou no que dizer e logo continuou. – Tive alguns problemas familiares mas agora está tudo bem, tenho até um priminho que nasceu esses dias.
— Que legal! Parabéns! — Angeline disse sorrindo mas logo olhando triste quando viu a professora de Física. — Cara definitivamente física e matemática não é para mim!
— É fácil se quiser eu te ajudo, hoje no tempo livre na biblioteca! – A loira respondeu sorrindo.
— Valeu Emma! — Falou e voltaram a prestar atenção na aula.
Assim que o horário vago chegou elas foram juntas para a biblioteca, mas as duas mais conversavam do que qualquer outra coisa, estavam divertindo-se tanto que quase perderam o sinal da próxima aula que seria de História, quando se levantaram Angeline deixou cair de sua mochila, uma faca.
— Olha Emma eu posso explicar, mas não pode ser aqui, será que pode ir comigo para a quadra, lá não vai ter ninguém! — Disse e Emma assentiu, ela era uma Amazona e poderia facilmente se defender, se a garota fosse qualquer coisa sobrenatural daria um fim nela.
No bunker, Amy estava no quarto. Tinha acabado de voltar da casa de sua avó onde Michael, mais uma vez a havia levado. Foi tenso pois além de matar as saudades, ela teve que contar tudo que havia acontecido nesse tempo que sua mãe ficou desaparecida, claro que houve muito sofrimento, mas sua avó e Victor a entenderam.
— Oi! — Claire entrou no quarto.
— Oi, como você está? — Amy perguntou.
— Bem, mas e você? – A morena não respondeu. — Amy nada do que aconteceu foi culpa sua, nada! Somos irmãs e em nosso trabalho uma das duas sempre vai se machucar e eu sei que nunca vamos nos acostumar, mas temos que conviver com isso!
— Eu sei, mas você. ..
— Olha Emma eu juro que se você se culpar te dou uns tapas! — Disse brincando.
— Nossa como ela é agressiva! — Disse Amy sorrindo.
— É. Agora mudando de assunto acho que temos um caso! – Mostrou o tablete onde a matéria estava.
— Serio? — Perguntou um pouco mais animada ao pegar o aparelho.
— Sim! Vamos ser só nós duas e a estrada!
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