Notas iniciais
Olá queridos!

A pressão arterial de Elizabeth estava alta, o que era bem preocupante, o médico havia dito para Lúcifer a manter tranquila e descansada, pediu para evitar estresse e esforço físico, quando chegaram em casa Raphael que já estava esperando para avalia-la e depois de colocar a jovem para dormir, avisou a seu irmão praticamente o mesmo, com isso o Caído estava decidido a fazer o possível e o impossível para que Lizzie ficasse o mais tranquila possível, mas mesmo preocupado não podia negar o quão linda estava carregando sua prole no ventre, até hoje não acredita em tamanha felicidade.


— Lúcifer. — Amy o chamou baixinho, o Arcanjo estava na porta observando sua amada dormir.


— O que quer? — Perguntou não podia deixar de lado sua fama de mal humorado, Amy sorriu.


— Eu estava pensando em fazer um chá de bebê, tipo cada um compra um presente e dá para Lizzie e o bebê! — Falou a garota animada com a perspectiva de uma festa com a família.


— Tudo bem, quer que eu faça alguma coisa? – Perguntou solicito.


— Não, só quero que a mantenha ocupada para que não perceba nada do planejamento, pois assim podemos fazer com que seja uma surpresa! — Disse a morena. — Tô tão animada com a vinda de mais um pequeno para nossa família!

— Conte comigo! — Ela abraçou o Arcanjo e se foi, se Lúcifer pudesse escolher, queria que seu filho ou filha se parecesse em personalidade com sua Winchester favorita.

Receber a ajuda do seu tio Samuel era muito estranho, ela quase não falava nada, mas depois começou a perceber que ambos tinham um gosto particular por história e mais recentemente descobriram que compartilhavam o gosto por estudar casos de crimes e também por tecnologia, era estranho ter tanto em comum com alguém, que até recentemente era motivo de alguns dos seus pesadelos, não era que não o tinha perdoado, só que ainda havia aquele gostinho amargo na ponta da língua. Apesar de tudo isso pediu, para que além de seus pais, seu tio Sam estivesse lá a esperando para sair da prova de admissão, também seria como se ele representasse todos que a ajudaram, Charlie, Bobby e Lúcifer que deu uma valiosa dica: "Se um livro tiver uma versão em filme, você não precisa ler o livro!" Gosta de ler, gostava muito, mas para uma época corrida foi bom usar essa dica.


Estava muito nervosa ao entregar a prova, a mulher corrigiu de forma rápida. As provas tinham um padrão e eram de múltipla escolha, então a correção foi rápida e quando viu que havia passado correu para lado de fora, abraçou seus pais e seu tio.


— Na próxima semana já vou poder estudar aqui! – Disse sorridente.
— Isso é muito bom querida! — Castiel falou orgulhoso.
— Tá animada assim por que as aulas não começaram, quero só ver depois! — Dean implicou com a filha.
— Dean! — Sam ralhou mas também estampava um sorriso orgulhoso.
— Vamos que ainda temos que encontrar Amy e Michael! — Castiel disse indo em direção a saída junto a Emma.
— Você não acha que seu irmão está muito próximo a Amy? — O loiro perguntou, mas foi prontamente ignorado por seu companheiro.



Michael não queria ir, mas também não conseguia negar nada a Amy e quando está o pediu para acompanha-la ele respondeu sim imediatamente. A jovem queria comprar coisas para o que os humanos chamam de "Chá de bebê" bem a princípio o nome soou bem estranho aos ouvidos do Arcanjo, mas Amy logo sanou todas suas dúvidas. Por isso agora estavam no local de comercio. O mercado era imenso e tinha muitas variedades, Amy o colocou para empurrar o carrinho e ela ia pegando produtos de acordo com a lista.
Enquanto virava o carrinho num corredor viu que ela vinha com algo pesado nas mãos, uma caixa de alguma coisa, antes que Michael pudesse ir ajudar a garota, um outro homem veio, um ruivo alto e que não parecia ter boas intenções, tentou pegar a caixa com a desculpa que queria ajudar.
— Não precisa.... — Amy tentou dizer, mas o ruivo insistiu.
— Você ouviu a senhorita. Ela não precisa da sua ajuda! — Michael, pegou a caixa e foi andando para o carrinho, não sabia o que dava nele a cada vez que algum homem com intensões tão impuras chegava perto dela, sentia-se como feito de lava, não admitia tais pensamentos impróprios em direção de sua protegida.

— Não precisava ser grosso Mike, o cara só queria ajudar! — Amy falou irritada.
— Não gostei dele. — Foi a única resposta que a garota teve, mas não se importou e acabou sorrindo pois parecia até que Mike estava com ciúmes e mesmo que soubesse que era coisa da sua cabeça não pode evitar.

— Ok... Vamos ainda temos que encontrar meus pais, para comprar os presentes. — Ela falou puxando o carrinho.
Ele sorriu vendo a jovem mulher ir um pouco a sua frente, Amy era como sol, sua alma é tão brilhante e quente, ele adora ver Amy assim feliz e tranquila.


Sioux Falls, em Dakota do Sul.

Não sabia o que estava fazendo naquele lugar, claro o rei o havia chamado ali, ele adentrou por um grande "cemitério" de carros, lá no fundo havia uma casa sendo construída, bem na frente da casa, uma daquelas tendas de plástico no quintal, e lá estava o rei protegido do sol.
— Meu rei? — Berith chamou ainda tentando entender o que estava acontecendo.
— Você é pontual, gosto disso. — Crowley disse sem olha-lo. — Quero saber....
— Nenhum movimento senhor, aparentemente elas ainda estão no mesmo lugar. — Informou. — Pretende avisar aos Winchester?
— Não. Apenas me avise se elas fizerem algo.
— Senhor posso perguntar, por que está. ...
— Um presente! — Crowley respondeu e viu a sobrancelha do outro homem se erguer em uma expressão de curiosidade. — E é só isso que vai saber.

Notas finais
Gostaram do capítulo? Pergunta descarada: Para quem será esse presente? Alguém arrisca um chute? Hahaha