Notas iniciais
Olá queridos! Capítulo em dois dias seguidos, por essa vocês não esperavam né?


Amy queria muito entender tudo que sentia, estava confusa e ansiosa, adorou pensar que Mike tinha ciúmes dela, mas de verdade, ele só estava cuidando da garota. Sabia que o arcanjo a via como uma criança, assim como todos no bunker, ninguém parecia perceber que tornara-se uma mulher e embora não conseguisse controlar o turbilhão dentro de si, queria ser vista e respeitada como qualquer adulto, as vezes queria ser como os irmãos mais novos e não ter que se preocupar com nada, mas no fim sabia que todos os Winchester tinham seus destinos selados e por mais que tentassem mudar, nada tiraria o sobrenatural deles.


— Amy, vai ficar aí encarando o nada ou vai ajudar a arrumar isso aqui? — Perguntou Claire que estava um pouco impaciente com a distração da irmã.


— Como você descobriu que estava de fato gostando do Jor? — Perguntou Amy o que fez Claire quase cair do banco onde estava de pé.


— Foi depois do beijo que eu tive certeza. – Pensou um pouco antes de acrescentar. — Por que essa pergunta? Tá gostando de alguém?


— Que? Não! Só curiosidade! — Disse. — Eu vou ali e já volto.


Sua cabeça estava nas nuvens, ia andando pelo corredor ainda pensando quando trombou com alguma coisa ou melhor com alguém, quando olhou para ver quem era, deparou-se com o loiro que não saia de sua mente, Michael, a Espada Celestial, o Primeiro Arcanjo. Na verdade essas nomenclaturas não pesavam para ela, por que via além de tudo aquilo, via o ser que amava os irmãos, via a bondade, generosidade nos olhos dele, sabia que era um ótimo ouvinte, sabia que mesmo tendo tantos anos ele era extremamente puro e até mesmo inocente.


— Tudo bem Amy? — Perguntou preocupado afinal a jovem Winchester ficou olhando para ele por tanto tempo, não que isso o incomodasse, na Amy desde de sua transformação as coisas estavam diferentes, não só porque era uma adulta perante os homens mas por sua alma que mesmo ainda igual tinha evoluído tanto, a bravura, o jeito brincalhão e o sorriso haviam mudado e tornado sua protegida mais encantadora.

— Sim... Eu tô bem! — Ela falou depois de um suspiro.


— Quer...


— Amy! A Claire vai me deixar louca brigando com o Jor a cada cinco minutos! — Emma apareceu trazendo uma caixa e seguindo a diante sem prestar atenção.


— Tudo bem, já vou lá. — Respondeu e se virou para o Arcanjo. — Você dizia?


— Nada. Vá seus irmãos precisam de você!


— Sabe como é ser mais velha né? – Sorriu calorosamente as vezes era bom lembrar que ela e esse ser incrível tinham algo em comum.


Em Asgard, Narf e Vali visitavam Sigyn, que com o tempo parou de falar de Gabriel e Sam, claro que ela não queria saber mais deles, simplesmente seguia sua vida, mas as vezes os gêmeos vinham com cada absurdo.


— Vocês estão loucos? Isso só pode ser influência daquele humano! — Ela falou irritada.


— Minha mãe...


— Deixe-nos explicar melhor. — Narf cortou Vali e tratou de mudar o discurso.


— Não queremos aprender nada...


— Temos outros interesses em irmos para universidade! — Vali deu um sorriso cúmplice ao completar a frase do irmão.


— Eu conheço essas caras....


Eles sorriram e foram em direção aos seus aposentos, por mais que doesse em Sigyn ter sido traída pelo maldito arcanjo pelo menos seus filhos eram tudo que sempre quis, a deusa da fidelidade olhou para seus meninos e sorriu


Não conseguia parar de pensar no que o demônio havia dito, não queria aceitar que o desgraçado a deixava tão mexida. Com todos os problemas que tinha não queria nem sobre tortura admitir nada, por que ela é Rowena, a bruxa mais poderosa desse planeta. E sendo assim não poderia e muito menos iria dar razão a um demônio, por mais que ele tenha um belo sorriso, um corpo sensacional e uma voz rouca que enviava arrepios em sua espinha.


— Tudo está organizado e em três dias o feitiço vai estar pronto. — Cassie falou sorrindo ansiosa, estava louca e era visível em cada gesto.
— Decide que não vou mais perder meu precioso tempo com algo tão mesquinho, por isso decidi partir — A Ruiva disse como se falasse sobre o tempo.


— Nós já vamos? — Perguntou a morena totalmente confusa.


— Não. — Rowena sorriu condescendente. — Eu vou e você se quiser dê cabo do plano.


— Não acredito, a grande Bruxa...


— Acho bom parar por aí, se não quer que eu te mate agora!


— Faça como quiser, não preciso mais de você!

—Pelo contrário!


Na sala do bunker, tudo já estava arrumado e o chá de bebê iria começar. A família e os agregados estavam reunidos só esperando pela entrega dos presentes e as brincadeiras criadas. Elizabeth estava radiante e muito contente com tudo que haviam organizado para ela e o bebê. De roupinhas à ursinhos de pelúcia, o novo integrante da família havia ganho muitos presentes, embora Balthazar deu o mais extravagante o que com certeza era para igualar com sua personalidade. Era um enorme urso de pelúcia que com certeza teria de ser carregado por um dos anjos.


Depois que a animada festa chegou ao fim, ela e Lúcifer se retiraram para o quarto, sentia-se muito cansada, não vinha se sentindo bem e os enjoos não passaram no primeiro trimestre, sem contar algumas dores na costa que sentia e mesmo que fingisse e muitas vezes as ignorava estava ficando mais difícil. Mas a gravidez também tinha suas partes divertidas, como agora que Lizzie estava comendo um belo sanduíche de picles com pasta de amendoim. Estava delicioso e ela gemia de contentamento em cada mordida.


— Por que está me encarando assim? — Ela pergunta de maneira divertida. – Sei que você abomina tudo que não seja doce mais pensei que gostasse de amendoim.


— Querida você parece se deliciar com isso... — Ele diz ainda sustentando uma expressão engraçada. – Mas não tenho certeza se essa mistura é muito palatável.


— Está muito bom e a culpa não é minha por estar descobrindo novos sabores. — Ela sorri e vai em direção ao colo de Lúcifer que a abraça prontamente.

Notas finais
Opiniões?