Notas iniciais
Olá queridos!

Capítulo 33



Quando mais novo Dean lembrava quando John deixava ordens para que mantivesse Sam seguro, essas eram suas únicas palavras, nunca houveram despedidas, na maioria das vezes eles passavam semanas sozinhos. Dean aprendeu o qual doloroso poderia ser e sabia que nunca conseguiria fazer tal coisa, por isso que agora estava se despedindo de sua família. Abraçou Amy, Claire e Daniel antes de dar um beijo em Castiel, olhou para Emma mas sabia que não deveria forçar carinho que sua família ainda não estava disposta a aceitar no entanto se surpreendeu quando a loira que estava do lado de seu anjo sorriu.


— Tchau papai e.... Tchau tio Sam! — A menina disse, Sam travou, não sabia o que falar ou fazer mesmo que ambos já tivessem saído juntos, sempre acreditou que foi mais por causa de Daniel e Gabriel que ela havia ido, não conseguia acreditar que finalmente estivesse sido perdoado pela jovem, seus olhos encheram de lágrimas, ele não podia acreditar que Emma se despediu, era tão simples mas valia muito para o Winchester mais alto, ficou tão encantado que quando pensou em dizer alguma coisa o carro já estava partindo.


Daniel estava quietinho sentado no sofá e encostado em Lúcifer enquanto assistiam um desenho qualquer, o Caído estranhou o fato de Daniel estar muito quieto, então resolveu perguntar ao pequeno.
— Por que você está tão quieto pequeno anjo? — Perguntou.


— Tô com saudade do meu papai! — Respondeu dando uma pequena fungada.


— Se você disser a alguém que falei bem do seu pai eu vou negar, mas tenho que te contar uma coisa! — Disse atraindo toda atenção do pequeno para si. — Seu pai, seu tio Sam e seu papai são como super-heróis! — Disse e os olhos de Daniel brilhavam de animação a cada palavra do tio. — Eles salvam o mundo de monstros horríveis e de alguns gênios do mal lindos, então por isso que eles têm que sair de vez em quando, precisam fazer isso para salvar pessoas e até mesmo seu avô Bobby também faz essas coisas de vez em quando, embora ele esteja muito velho para isso!


— Uau! Meu pai é meu papai, são como o Batman e o SuperMan! — Disse o menino agora apresentando sua animação de sempre.


— Agora fica quieto que vai começar o filme! — Disse Lúcifer e Daniel sorriu e se recostou novamente no tio.


Amy que estava indo para a sala, acabou ouvindo toda a conversa entre o Arcanjo e seu pequeno irmão, ela chegou de fininho e abraçou o tio.


— Tio você foi incrível! — Disse ela. — Lizzie vai ficar muito orgulhosa de você quando eu contar para ela!


— Amy um ano somente assistindo filmes tinham que servir para algo útil. E sim eu sou incrível! — Ele respondeu e Amy riu enquanto se sentava para assistir ao filme junto a eles.


— E muito modesto também! — Respondeu a garota.


Logo as outras duas meninas se juntaram a eles, mesmo Emma ainda sentindo um pouco de desconforto por estar ali, mas depois de todo o tempo que passou era bom estar com a família.


No corredor que dava acesso a cozinha, Crowley estava em uma ligação com um de seus subordinados no inferno, por sorte nada estava saindo do controle, mas tinha muitas coisas para fazer e um inferno para tocar, porém por outro lado... enfim tinha de ir.


— Que cara de azedo é essa? — Perguntou Bobby assustando o demônio que estava perdido em pensamentos.
— Eu tenho que ir, tenho coisas para fazer e venhamos e convenhamos, demônios não são nada confiáveis! — Disse o Rei do inferno.


— É realmente não são! — Falou Bobby que por um motivo que sabia muito bem qual era e que estava negando fortemente! Se sentiu muito mal com o anúncio da partida do Demônio.


— Sabe onde está a Claire? — Jörmundgander veio de algum lugar sem que nenhum dos dois percebessem.
— Na sala. Onde você estava? — Perguntou Bobby.
— Lá embaixo, eu estava lendo uns manuscritos! — Falou indo para o local indicado.


Quando Jörmundgander saiu, Bobby voltou sua atenção para o demônio, mas este último já estava novamente ao telefone.


Fenrir e Balthazar haviam ido visitar Hel e Adam, a deusa do submundo os havia convidado para uma reunião, ela não gostava de ficar muito tempo sem ver os irmãos, Fenrir também levou Narf e Vali que estavam encantados com algumas coisas no campus.
— Isso aqui é... — Narf começou.
— Incrível irmão, creio que essa seja a palavra! — Completou Vali, ambos estavam vendo algumas alunas fazendo exercícios ao ar livre, elas pareciam fazer parte de algum grupo de esportes da Universidade pois todas estavam com as mesmas roupas, saias rodadas com camisetas brancas que na maioria delas eram extremamente coladas.


— Parem com isso! — Fenrir disse, mas em tom de brincadeira do que realmente ralhando com os jovens deuses.


— Eles não têm culpa, são filhos do Gabriel! — Disse Balthazar como se constatasse o obvio.


— Falou o santo! — Narf e Vali disseram juntos, saindo em defesa do pai.


— Eu sou um anjo meus caros! — Disse rindo da ironia de suas palavras, afinal era mesmo um anjo, mas não tinha nada de um.


— Olha lá o casal! — Fenrir falou acenando para que pudesse ser visto por sua irmã e cunhado.
Depois de uma breve caminhada até o quarto que Hel dividia com Adam todos estavam rindo alegres, era sempre incrível estarem juntos.


— Como podemos fazer para...


— Entrar em uma universidade? — Perguntou Vali para completar a sentença do irmão.


— Vocês querem entrar em uma universidade? Por que? — Hel perguntou, afinal por mais que os irmãos estivessem felizes na terra não conseguia acreditar que pudessem mudar tanto a ponto de aceitar viver entre humanos.


— Sim queremos! — Disseram juntos.


— Por que tenho a sensação que eles têm algum outro interesse? — Perguntou Adam observando o olhar risonho de Balthazar e as expressões idênticas de cinismo dos jovens.


— Por que eles têm! — Disse Balthazar o que fez Fenrir cair na gargalhada.


— Segundo Balth, eles têm mais do papai do que qualquer um de nós, na verdade olhando para o universitário aqui. – O Grande Lobo insinuou com a cabeça na direção de Adam. – Parece que eles não são os únicos.

— Hey, o que vocês estão insinuando tão descaradamente? – Hel perguntou com um olhar maldoso que seus irmãos sabiam ser brincadeira.

— Nada! Oh Grande Deusa do Submundo! – Fenrir respondeu com um enorme sorriso.

— Assim é melhor! – Ela disse sorrindo. – Onde está Jor, alguém sabe?

— A última vez que o vimos foi ontem.

— Estava indo para a BatCaverna.

— Não posso acreditar que até vocês chamam o bunker assim! – Adam resmungou sorrindo com a lembrança do irmão mais velho.

— Foi o Dean que disse. – Vali respondeu.

— Eu sei!

— Ele tem razão e você sabe. – Narfi continuou.

— Vocês são ridículos, não acredito que me chamaram aqui para isso! – Jörmundgander disse do batente da porta onde estava parado.

— Até que enfim mano, pensei que tivesse se perdido no caminho! – Fenrir sorriu sacana.

— Acabei me distraindo com um manuscrito sobre Nefilins, só no bunker somos três espécies diferentes e não há quase nada a respeito, por exemplo o bebê de Lúcifer é o único tipo conhecido. Já nós somos misturas inexplicáveis, filhos de um arcanjo com uma gigante feiticeira e com uma gigante das florestas ou com uma Deusa Nórdica e não podemos esquecer de Sleipnir que papai nunca fala nada a respeito, Temos Daniel que não existe nem classificação para o que houve.

— Cara, falando em nossas irmãs, alguém sabe algo sobre Elsa e Einmyria? – Fenrir perguntou curioso.

— Pelo que sei papai mantém contato com elas desde que a mãe faleceu a alguns séculos atrás.

— Serio, para quem estava se escondendo seu pai teve filhos demais! – Adam comentou pensativo, o que fez os irmãos caírem novamente na gargalhada. –Quantos vocês são de verdade, pois tudo fica muito confuso se for acreditar em todas as lendas que existem.

— Deixe-me pensar pois até para nós a ordem de nascimento é muito confusa, só quem sabe mesmo é papai mesmo que eu ache que mamãe também saiba. – Disse Fenrir. – Seria mais ou menos assim, mas como disse não temos certeza pois papai sempre diz que os gêmeos são os caçulas e se for seguir esta ordem então seria desse jeito, o que não seria certo, mas vamos lá! Com Angboda somos Jor, Hel e logicamente eu, depois com Glut vem as gêmeas Elsa e Einmyria, com Svadilfari ele tem Sleipnir e por último seguindo o que papai fala vem os gêmeos aqui presentes Narfi e Vali com a deusa Sygin.

— A única coisa que temos certeza é que Fenrir é o primogênito. – Jörmundgander afirmou.

— Hey! Que tal se nós nos reunirmos com papai... – Começou Narfi.

— E pedirmos para ele nos explicar isso. – Completou Vali.

— Seria um ótimo motivo para reunirmos a família. – Hel comentou pensativa.

— Concordo! – Fenrir decidiu energicamente.

— Só eu acho que isso não vai dar certo! – Adam comentou.

— Você não é o único! – Balthazar afirmou.

Notas finais
Gostaram?