Notas iniciais
Olá queridos!



Não importa o qual pequeno seja a demonstração de perdão, ele é sempre muito importante. Sam estava muito feliz pelo fato de sua sobrinha ter se despedido dele, foi apenas um simples tchau mas para a relação tão tênue que tinham isso valia muito, por isso agora que haviam parado em uma pequena lanchonete, era difícil esconder o sorriso alegre.


— Nunca te vi tão feliz com uma caçada! — Disse Dean, o mais velho sabia que isso não tinha nada com o trabalho mas era bom ver seu irmão feliz.


— Não estou assim por causa de caçada nenhuma, você viu que a Emma falou comigo, foi a primeira vez que fez isso sem eu precisar iniciar conversa. — Disse com bastante emoção na voz.


— Eu sei Sammy, também fiquei muito feliz quando ela me chamou de pai pela primeira vez! — Dean falou sorrindo.


— Isso significa que ela está se acostumando não é? — Perguntou Sam ainda em dúvida.
— Claro! – O loiro sorriu. – Ela sempre entendeu o que você teve de fazer e nunca te odiou, mas tinha, talvez ainda tenha um pouco de medo de você não aceita-la.


— Eu a entendo Dean! — Respondeu com sinceridade. – E espero que possamos mudar isso em breve.

— Tenho certeza que conseguiram!


Berith estava observando Rowena terminar de ensinar o feitiço para Cassie e uma questão importante passou por sua cabeça, na verdade era algo que vinha o mantendo curioso a muito tempo.


— Por que tanta vontade de prejudicar sua filha? — Perguntou a morena, mas ambas voltaram o olhar para ele.


— Eu só quero que ela veja o quão errada está ao juntar-se com...


— O pai dela? Acho que suas duas filhas estão melhor com os pais! — Falou seriamente pois mesmo que Rowena também tenha errado ao atacar Amy, Cassie queria se vingar da filha e isso incomodava até ele que era um demônio.


— Por que está dizendo essas coisas? — Perguntou a morena sem entender muito bem por que o demônio se incomodava tanto afinal pelo que sabia eram criaturas sem alma que não se preocupavam com nada além deles mesmos.


— Por que Berith tem um ponto fraco, ele gosta de crianças! — Disse uma debochada Rowena.


— Talvez por que eu não seja tão desnaturado quanto as duas, quer saber, vocês se merecem, são péssimas mães e péssimos exemplos de humanidade! — Ele levantou e saiu batendo a porta.


— Eu vou...


— Não você fica aqui e eu vou lá falar com ele. – A Bruxa levantou-se irritada.


O problema era esse maldito estado, essa maldita cidade, tantos lugares para irem e acabam vindo logo para o Arizona? Detestava tanto Phoenix, e o destino só podia estar querendo fazê-lo sofrer novamente, poderia não querer ficar, mas daí teria que explicar e isso era tudo o que não faria.


— O que deu em você? – Rowena perguntou ao encontrar o demônio no bar do Hotel.


— E desde quando você se importa? — Perguntou virando um copo de whisky.


— Tem razão não me importo, mas estou curiosa para saber o que te abala tanto? O que faz um demônio velho e tão temido beber desse jeito? — Perguntou se sentando ao seu lado.


— São coisas minhas, que não te dizem respeito. — Retrucou tomando mais um copo da bebida âmbar.


— Pare com esse drama e fala logo o que te incomoda, não vou te adular esta é sua chance! — Disse ela pondo a mão no ombro dele.


— Eu já tive uma família. – Respondeu com uma expressão vaga. — Foi há muitos anos, em uma época que esse país era considerado o novo mundo! Estava entediado e resolvi ficar um tempo fazendo pactos! Foi nessa época que a conheci, era viúva, desesperada. Você sabe as mulheres não tinham dinheiro e por falta de um filho homem não herdaria nada do marido e acabaria tornando-se prostituta tanto ela quanto a filha.

— Sim, lembro-me bem dessa maldita época.

— Acabei não fazendo o pacto e a convenci a ir para a Europa, como não tinha nada a perder foi comigo, chegamos a ser felizes por algum tempo mas o inverno rigoroso não foi bom para ela que adoecerá e perecerá. Acabei voltando e trouxe a filha dela comigo, não a deixaria ter o destino que a mãe tanto temia por isso a coloquei em um colégio interno e arrumei-lhe um bom casamento, cuidei dela e ainda cuido de seus descendentes, amei a mãe dela como mulher e amei a garota como filha e tudo começou nessa maldita cidade! — Disse segurando tão firme o copo que podia sentir o vidro ceder.


— Vamos para outra cidade, acho que é o melhor! — Ela tentou seu melhor para sorrir ternamente, ele já a havia ajudado muito e fazer isso por ele não seria um incomodo, na verdade ela não gostado do hotel mesmo.


Sam e Dean tinham acabado em Pueblo no Colorado, eles se registraram no hotel e o Winchester mais alto logo começou a pesquisar sobre o caso até que a ligação que Dean estava tornou-se mais interessante.


— Você sabe que tem de respeitar seu pai né. ... Claro que a Emma deixou Danny, ela sempre faz o que você quer.... O que seu tio Lúcifer falou?.... Tá bem então guarde o segredo... Está bem passe para seu pai...Eu tô bem sim Cas, acabamos de nos registrar.... Claro anjo se eu precisar.... Eu também... Boa noite e dá um beijo nas três por mim! — Dean desligou e ficou um tempo olhando para tela do celular, sentia saudades de sua família, mas quando levantou a cabeça viu seu irmão segurando o riso. — Que foi?
— Nada. É só que eu não pensei em estar vivo para ver Dean, o grande pegador, tornar-se um pai de família!
— Cala boca Sam! — Dean falou se levantando e sorrindo em direção ao mais novo.
— Não é isso! Olha eu tô muito feliz que você e Cas finalmente se acertaram! Assim talvez eu não precise mais ver todos aqueles olhares penetrantes.

— Jerk!- Dean falou ligando a televisão.
— Bitch! — Sam retrucou voltando a sua pesquisa.

Notas finais
O que acharam desse pedaço da história do Berith? E os meninos na estrada novamente?