Do Amor à Redenção
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Capítulo 3
Depois que Bobby olhou Daniel e o menino explicou novamente o porquê de estar grande, eles resolveram chamar Dean e Castiel pois com certeza os anjos deveriam saber algo sobre essa mudança repentina da criança.
Na noite em que passaram no hotel à espera da chuva passar, Dean não conseguiu dormir, só conseguia pensar em Amy e já bebia a terceira garrafinha de whisky que tinha no frigobar. Castiel queria falar algo, mas conhecia o caçador suficiente para saber que provavelmente teriam apenas uma briga e de qualquer jeito sentia-se tão mal quanto o outro. Depois de várias ligações inclusive algumas para Crowley, o primogênito Winchester jogou-se na cama e ficou olhando para o teto até a chuva passar e todos pegarem a estrada, o silêncio era doloroso, ninguém sabia o que dizer, na verdade ninguém tinha nada o que dizer. Já estava quase amanhecendo quando o celular de Castiel toca.
– Alô! ... Desculpa Bobby talvez não esteja funcionando muito bem por conta da chuva... Entendo, já estamos a caminho... A ligação está péssima... Daniel fez o que? ... Bem... Em duas horas chegamos aí! — O anjo desligou o aparelho e o guardou no bolso, voltou seu olhar para estrada.
Assim que Dean percebeu que o serafim ao seu lado não falaria nada, teve de se pronunciar.
– O que o Bobby falou sobre o Danny? — Perguntou Dean.
– Nada, só disse para irmos rápido, mas Daniel encontra-se bem! — Castiel falou.
Dean apertou o volante e pisou fundo, o caminho que faria em duas horas, foi percorrido em uma e meia. Assim que chegou foi direto em direção ao seu quarto, mas risadas infantis fizeram-no mudar sua trajetória indo para a biblioteca, lá viu Bobby com um garoto no colo e Lizzie que estava sentada de frente para a criança, já no lado oposto estava Claire que olhava tudo a distância.
– PAPA! — Gritou o pequeno, saindo do colo do velho caçador e indo em direção a Dean que não entendeu muito bem, mas logo pegou Danny no colo.
– Danny? — Dean perguntou surpreso ao reconhecer seu bebê naquela criança.
– Papa cadê o Cas! — Perguntou o garotinho com cara de levado.
– Daniel? — Perguntou um espantado Castiel que acabava de chegar, vendo ambos os pais confusos o menino suspirou.
– Bobby o que houve aqui? — Dean perguntou ainda com Danny no colo.
– Eu não sei! Estava normal quando o vi por volta das 22:00h no entanto na madrugada, Claire apareceu com ele assim! — Bobby explicou e Castiel e Dean olharam para Claire.
– Eu estava dormindo, ele me acordou e já estava assim! — Disse loira incomodado com os olhares questionadores.
– Eu quesci pa fala! — Disse o menino como se fosse óbvio. — Aí eu podo fala com todo mundo! — Ele sorriu mostrando uma fileira de dentes brancos e perfeitos.
– Castiel, será que ele tá bem? — Dean pergunta apreensivo, já não bastasse o desaparecimento de Amy, agora seu bebê estava diferente.
– Eu não sei...
– Daniel está bem! Nefilins crescem de maneira acelerada até certo ponto, agora que já aparenta ter cinco anos ele provavelmente vai crescer normalmente. — Gabriel explicou enquanto avaliava a criança no colo do Winchester.
– Então quer dizer?
– Sim Dean-o o pequeno Danny está ótimo! Ele é um garoto forte que puxou ao Cassie! – Daniel vendo que o dialogo terminou resolveu descer do colo de Dean e quando aproximou-se de Castiel ergueu os braços pedindo colo, assim que o anjo o apanhou, ele deitou a cabeça em seu ombro e levou o dedo a boca.
– O que houve com a vestimenta dele? –Castiel perguntou ao notar a camisa de grandes proporções que seu filho usava.
– Ele estava pelado! — Claire explicou.
– Ainda temos as roupas que eram de Castiel, com certeza algumas devem servir no Danny. – Dean disse sorrindo.
Balthazar chegou mais tarde trazendo algumas coisas para o pequeno. Não por obrigação já que a penitência do Serafim mais velho já havia sido paga, no entanto fez por que quis e por que ninguém seria melhor que ele para comprar coisas para um bebê afinal ele tinha estilo e bom senso para transformar qualquer um num exemplar de beleza.
Castiel, Dean e Daniel estavam no quarto da criança. O menino brincava com um cachorrinho que contava histórias e na opinião de Dean fazia muitos barulhos irritantes. O nephilin era muito comportado e logo o caçador começou a ler um livro sobre feitiços de desaparecimentos e localização, assim como o serafim que lia um em dialeto arcaico.
– Papa! — Danny chama e ambos os pais largam os livros. — Onde a ota mana tá? — Perguntou de maneira inocente.
Nenhum dos dois sabiam o que dizer, mas o olhar de curiosidade e expectativa do pequeno fez Dean falar.
– Ela está com a mamãe dela mas logo estará de volta.
– Mas cês tá tiste! — O menino falou.
– Seu pai só está com saudades de Amy, todos e estamos! — Castiel falou pegando Danny no colo. — Agora você tem que dormir, já está tarde!
O Serafim pegou o filho no colo e começou a cantar uma canção bem baixinho, a mesma música que Gabriel entoava para quando ele era apenas um principiante. Dean não entendia afinal estava em enochiano, mas isso não o impediu de sentir o carinho e amor, era uma melodia muito bonita.
Assim que o bebê dormiu, Castiel o pôs no berço e sentou-se numa poltrona, depois de alguns minutos de sensação estranha ele reconheceu o cansaço que Dean emanava.
– Você precisa descansar, tente dormir, estarei aqui pesquisando qualquer coisa te acordo. — Castiel fala calmamente.
– Não posso! – Disse Dean balançando a cabeça para tentar se livrar do sono.
– Sei que não quer mas precisa. Seu corpo precisa de descaço e ficar acordado, cansado e frustrado não nos ajudará em nada Pois Amy precisa de você mas para isso tem que pelo menos estar saudável.
– Você acha que ela ainda pode estar....
– Eu sei que ela está! E nós vamos encontrar ela e nossa família vai se reunir novamente.
– Obrigado Cas! Obrigado por estar comigo meu anjo! – Sem nem perceber o sorriso do anjo, o Winchester saiu do quarto e jogou-se em sua cama.
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