Notas iniciais
Olá queridos!

Capítulo 4



Corriam sem parar, era complicado demais estar naquele lugar. Amy já estava cansada e com dores nas pernas mas ainda se esforçava profundamente para acompanhar os outros três. As duas garotas eram rápidas e habilidosas, já Benny era especialista naquele lugar e embora tivesse ouvido de seu pai sobre ele, ainda não estava tão confiante neste vampiro. Quando pensou que não iria aguentar, Benny parou e fez sinal para as mulheres.


– Já estamos longe o suficiente e de qualquer jeito a garota precisa descansar. – Disse enquanto ajeitava uma espécie de machado no cinto enquanto as loiras sentavam-se no chão.


– Me chamo Amy. – A morena disse. – Obrigada por me ajudarem.


– Não se preocupe, é como eu disse Amy, estou fazendo isso por um amigo muito importante. – Ele respondeu.


– Só não entendo como posso ajudar. – Mesmo que seu pai já tivesse contado a história, queria confirmar realmente se este era o mesmo vampiro.


– É o seguinte; este é um lugar para monstros e você não é um, por isso pode sair daqui a hora que quiser, isto é claro se souber onde fica a saída. – Benny a olhava incisivo. – Como eu sei como e por onde sair, ofereço-te um acordo que fará com que ambos saiamos ganhando.


– Que tipo de acordo?


– Já disse! Quero que leve Emma e Helena para fora daqui.


– Mas se só humanos podem sair e elas com certeza não são, como posso tira-las? – Amy questionou intrigada.


– Existe um feitiço que faz com que humanos possam carregar na pele o espirito de um monstro e é isso o que quero que faças.


– Não será perigoso?


– Olha garota se não quer fazer tudo bem, mas fique sabendo que ficar aqui não é um passeio no parque. – A loira de nome Helena disse irritada, ela era alta e parecia ter uns vinte e três anos.


– Não é nada disso, só quero saber os riscos para mim e vocês.


– É uma pergunta válida. – Benny disse apaziguador. – Teremos que fazer um feitiço para que as almas entrem em sua pele, depois de certo tempo se não conseguir as levar para seus restos mortais, começará a sentir uma dor que vai aumentar cada vez mais.


– Muito animador. – Amy disse irônica. – Por mim estamos de acordo, sei que minha família vai me ajudar nisso.


– Então você e sua família são caçadores? – O vampiro perguntou.


– Minha família sim, mas meu pai me acha muito nova ainda para a caça. – Amy respondeu.


– E com quantos anos se começa a caçar na sua família? – Perguntou Helena genuinamente curiosa.


– Só quando eu terminar a escola e tiver mais de dezoito. – Amy respondeu simples mas os três a olharam estranho. – O que?


– Quantos anos você tem? — Helena perguntou.


– Quinze. – Respondeu pois dentro de alguns meses ia mesmo fazer aniversário.


– Calma aí garota pois tem algo errado. — Helena falou enquanto a olhava. – Já faz alguns anos que estou aqui e mesmo quando estive viva não prestei muita atenção aos humanos, no entanto você não está muito velha para ter esta idade?


– Sou muito alta e as pessoas sempre me julgaram uns dois anos mais velha mas isso é normal na minha família.


– Interessante! – A loira mais velha disse. – Eu jurava que você tinha mais idade que eu quando viva.


– Sei que sou grande mais isso é um pouco exagerado. — Disse Amy, mas quando ia fazer mais perguntas um barulho de impacto foi ouvido, depois de novo e de novo.


Ela logo viu uma massa escura que mais parecia uma gosma, tomar forma e sair das pequenas crateras que fizeram no chão, não tendo escapatória tiveram de lutar. Assim que Benny e Helena puseram-se ao ataque, Emma institivamente protegeu Amy, afinal a garota parecia inocente e também era sua única chance de sair dali.

Derrotaram as criaturas e puseram-se a correr novamente. Quando chegaram na beira de um rio, Amy estava ofegante e suada, não iria beber água dali, claro que não, mas lavar o rosto e se refrescar um pouco era quase vital. E foi após jogar água no rosto e esfregar a sujeira das bochechas que a Winchester abriu os olhos e viu seu reflexo.


– Não pode ser! — Ela gritou. – Ai meu Deus!


– Não pode ser o que garota? Que escândalo é esse? — Perguntou Benny.


– Eu... eu... meu rosto! — Ela não conseguia completar a frase, pois não sabia o que pensar. O que a tinha feito envelhecer daquela maneira? Parecia ter uns vinte anos ou mais, agora entendia o espanto dos outros quando ela disse ter quinze anos.


– Vamos temos de continuar! — A voz de Benny a tirou de seus devaneios, levantou o rosto e o viu olhando para a direita ansiosamente, não querendo pensar na mudança e nem perder tempo levantou-se e pôs-se a correr.


Mesmo com tantos livros não encontraram nada. A cada hora passada o desespero de Dean só aumentava, no entanto quando recebeu uma ligação de Crowley confirmando o desaparecimento de Rowena, o Winchester levantou-se da mesa e começou a atirar coisas na parede da biblioteca.

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– Dean?! — Bobby chamou alarmado ao ouvir o barulho de coisas quebrando.


– Eu não aguento mais! É ridículo ficar aqui e fingir que vamos encontrar uma solução nessas porcarias de livros, deveríamos estar lá fora procurando por ela! — Ele praticamente gritou.


– Você quer ir lá fora e fazer o que? Começar por onde? Aqui pelo menos a gente pode tentar encontrar uma pista. — Sam que acabava de chegar também atraído pelo estrondo de coisas quebrando disse.


– Filho, eu sei como está sendo difícil para você, mas acredite que fazer as coisas desse jeito não vai adiantar nada! — Bobby realmente sabia como era passar pela dor de Dean, ele já tinha visto o próprio morrer e depois Sam também foi preso no inferno por um longo tempo, nada se comparava a dor e desespero da certeza do sofrimento de seus filhos e com Amy a situação ultrapassava isso, e era indescritível.


Dean saiu dali, foi para o seu quarto e se sentou na cama, as lágrimas começaram rolar involuntariamente.


– Papa! — Ele limpou as lágrimas rapidamente.


Daniel subiu na cama, colocou a cabeça para lado do mesmo jeito que Castiel e sorriu para o pai.


– Papa cê tá tiste? – O pequeno que tinha um papel na mão deixou de lado e abraçou o pai. — Fica tiste não! — Ele deu um beijo no rosto do loiro que sorriu.

– Te achei! — Castiel falou pegando o menino no colo. — O que houve? – O anjo perguntou ao perceber que Dean estava com os olhos inchados.


– Nada já tô melhor! – O caçador respondeu prontamente.

– E você eu vou levar para o banho! – Disse o anjo fazendo cocegas em Danny.


– Pela aí! — O garotinho falou se esforçando para descer do colo, quando conseguiu pegou seu desenho, e entregou para Dean. — É a mana! — Era apenas um conjunto de rabiscos, porém muito precioso. — Mata saudade!


– Vamos Danny, vamos tomar banho! — Castiel disse, sabia que Dean precisava ficar só, seu bebê era pequeno não entendia o significado do que acabará de fazer, ele apenas sentia Saudades da irmã e fez um desenho.


– Ah não vo cole de novo! — Ele disse e saiu correndo, Castiel suspirou e Dean sorriu, ambos foram atrás de Daniel.

Notas finais
O que acharam do capítulo?