Notas iniciais
Olá queridos!

Capa Capítulo 25

Depois do que aquele idiota fez ela não conseguia pregar os olhos, já era madrugada e havia desistido de tentar dormir depois de tanto rolar na cama. Estava difícil se concentrar, só conseguia pensar naqueles lábios macios encostados aos seus, as mãos fortes que a seguravam pela cintura, juntando seus corpos... Ela iria ficar louca se continuasse pensando nisso, então decide ir até a cozinha, beber uma água ou fazer qualquer coisa para tentar esquecer dos lábios dele.

Mas o destino estava agindo contra Claire, bem no corredor ela acaba encontrando o que tanto perturba seus pensamentos, tentou voltar furtivamente mas não era possível passar despercebida por um deus.

— Claire – A voz suave de Jörmundgander a faz parar.

— O que quer?

— Precisamos conversar...

— Nada disso, já sei tudo que precisava saber, você além de achar que sabe tudo, é um babaca que acha que pode fazer o que quiser. ...

— Claire, dê-me a chance de redenção, minha intenção não era te magoar de modo algum, mas eu não pude resistir pois já venho escondendo esse sentimento a muito tempo.

— Não me venha com essa, você só quis aparecer para os seus irmãos! – A loira cruzou os braços e disfarçou os arrepios que as palavras lhe causaram.

— É isso o que pensa de mim? Eu sei que me deixei levar por meus impulsos primais, mas Claire aquele beijo foi intenso e eu sei que você também se sentiu como eu...

Ela andou rápido até ele, o empurrou contra a parede, ficou na ponta dos pés e beijou a boca da Grande Serpente, ambos pararam quando o ar se fez falta, quando se separaram, ele olhava confuso para ela.

— Você fala demais Jor! — Ela sorriu e voltou para o quarto deixando um deus completamente confuso no corredor.

Naquela manhã, Danny entrou no quarto que agora as três irmãs dividiam, ele subiu na cama de Emma e começou a pular.

— O pai beijou o papai! — Gritava o pequeno, ele estava bem sorridente.

— Danny? O que? — Perguntou Amy que foi a primeira a acordar devido a súbita invasão do caçula.

— O Pai beijou o papai igual o tio Gabe faz no tio Sam! — Ele explicou.

— Quem beijou o Gabe e o Sam? — Acordou uma confusa Claire que não tivera nem três horas de sono.

— Não, eu acho que o pai beijou o papai, igual ao tio Gabriel e o tio Samuel. — Emma explicou calmamente parece que seus genes de Amazona a faziam se recuperar rapidamente de qualquer situação.

— Isso! — Danny falou se sentando no colo da mais nova garota Winchester.

— Espera eles se beijaram? — Perguntou Amy agora totalmente desperta e interessada na conversa.

— Foi! O papai falou assim: — O pequeno anjinho se levantou e falou engrossando a voz. — Bom dia meu anjo! Aí beijou.

— Até que enfim eles se acertaram! — Disse Amy bem feliz apertando o travesseiro na boca para esconder seu grito de alegria.

— Isso é bem bonito, ainda mais depois de que eu soube sobre eles! Sabe inferno, purgatório e tudo mais! — Emma disse sorrindo, era muito legal saber que o pai estava buscando a felicidade.

— Vou escovar os dentes. — Claire falou e saiu do quarto apressada, estava bem feliz pelo casal, de verdade gosta muito de Castiel e Dean e se for ser sincera gosta deles como seus pais e estar tão feliz por isso a fez se sentir culpada, era um misto estranho de sentimentos.

Depois do café ficou na biblioteca, não queria conversar com ninguém, tinha acontecido muitas coisas nos últimos dias, ela estava muito confusa.

— Quer conversar? — Perguntou Jörmundgander.

— Não com você e nem com ninguém! — Disse ríspida.

— Por favor Claire, me deixe te ajudar....

— Quem disse que eu preciso de ajuda?

— Tudo bem, eu vou indo então....

— Não. Fica Jor, por favor! — Ela pediu talvez fosse bom desabafar.

Berith havia saído do hotel para ligar para o Rei, tinha decidido fazer um jogo duplo, o que iria ser melhor para ambos os lados, no entanto bem ali de frente para ele um outro demônio usava o corpo de um garoto loiro que não devia ter mais de 15 anos.

— Então está traindo o rei? — Perguntou o demônio de encruzilhada, Berith riu.

— Traindo, eu não usaria essa palavra. — Disse o moreno usando um sorriso debochado.

— Mas é isso... — Berith o puxou pelo braço até o beco.

— O que vai fazer comigo? Vai matar essa criança? Sei que esse não é o seu estilo. — O demônio loiro sorriu triunfante.

— Verdade, eu não machucaria o moleque, mas sabe existe muitas maneiras de ferrar com você! — Disse deixando seus olhos ficarem negros.

— O que? — Perguntou o outro petulante.

Berith sorriu predatoriamente e começou a entoar em latim um exorcismo, este retira o demônio do corpo do possuído, matando o mesmo sem ferir o hospedeiro. Quando o ritual terminou o menino caiu desmaiado, ele saiu do beco e finalmente fez sua ligação para o Rei, contando que agora Cassie Robinson estava ao lado de Rowena.

Notas finais
Nossos personagens originais são muito queridos por nós duas mas Daniel é esta criação que desenvolveu vida e se escreve praticamente sozinho, amamos demais esse anjinho. Gostaram do capítulo?