Do Amor à Redenção
30 Capítulo 26
Notas iniciais
Capítulo 26
Depois da gritaria de Daniel por todo bunker dizendo a todos que eles haviam se beijado, o "ir devagar" deles tinha ido para brejo, tudo bem que Dean e Castiel estavam indo a passos de lesmas, mas eles se entendem assim.
— Se isso te incomoda de alguma maneira Dean, eu posso desmentir o Danny.... — Eles estavam no quarto do caçador e o Winchester já olhava para o quarto a uns cinco minutos, mas assim que Castiel começa a falar Dean se vira para o anjo.
— Não tem nada me incomodando, não quero e não preciso esconder nada de ninguém, só estou pensando em como tirar essas camas de solteiro daqui, para colocar uma maior. — Fala o Loiro.
— Eu não preciso dormir, para que você precisa de uma cama maior? — Perguntou o anjo colocando a cabeça de lado em uma expressão confusa.
— Ontem nós quase...
— Entendo. – O anjo corou um pouco quando compreendeu.
— Então, como esta meu casal favorito? — Perguntou Amy, colocando a cabeça para dentro do quarto.
O Rei do Inferno havia recebido uma ligação de Berith contando que Cassie havia se aliado a Rowena. Passado algum tempo, Bobby percebeu que o mesmo havia reagido de forma estranha, ficou parado olhando para o vazio e não que o Singer se importasse, mas vê-lo assim era estranho.
— Quer acabar com a garrafa de whisky caro do Balthazar? — Perguntou Bobby porque afinal se tinha uma coisa que Crowley gostava era sacanear um anjo.
— É sempre bom irritar um anjo! — Disse Crowley da sua maneira de sempre, mas tinha algo errado e Bobby percebeu.
— O que está havendo? — Perguntou o Caçador.
— Já contou para Dean sobre Rowena? — Tentou mudar de assunto.
— Deve ser algo importante por que está fazendo você mudar de assunto.
— Não estou mudando de assunto! — Crowley negou bruscamente.
— Fala logo! – Singer manda revirando os olhos e o Rei suspira, não via mal nenhum em falar essas coisas para o caçador.
— Sabe, nada que venha de Rowena me surpreende, afinal se ela nunca se importou com o próprio filho, por que se importaria com qualquer outra coisa que seja? Mas a mãe da jovem Esquilo, eu não entendo, ela criou a filha. — Disse Crowley.
— Para de drama, sua mãe foi horrível, meu pai também não ganharia o prêmio de pai do ano, mas a gente sobreviveu a eles e Amy vai sobreviver também! — O Singer falou enchendo o copo dos dois e entrando numa conversa a base da bebida.
A conversa de Claire e Jörmundgander foi muito produtiva para ambos, principalmente para a loira que estava começando a perceber que poderia e deveria seguir em frente, o deus estava tentando ensina-la através de sua própria experiência familiar que podemos perdoar aqueles que nos feriram, podemos voltar ama-los ou mesmo simplesmente deixar para lá sem ficar revivendo as dores do passado, embora o principal era não deixar esse passado doloroso atrapalhar a vida. Depois de algum tempo pensando ela resolveu que iria se esforçar e ser melhor, deixar para trás a dor, então teve uma ideia a partir de uma das histórias que a Grande Serpente contou, seria difícil fazer isso, mas talvez para seguir em frente precisava desse pequeno simbolismo. Despediu-se dele e foi para seu quarto tomar as devidas providencias.
— O que está fazendo? — Emma perguntou ao ver a irmã remexendo nas coisas no guarda roupa, estava tudo bagunçado e havia várias roupas pelo chão.
— Eu quero que venha comigo! Cadê a Amy? — Disse a garota se nem olhar para trás.
— Para onde? E eu não sei onde está a Amy.
Claire apanhou algumas coisas e colocou numa caixa, ao passar pela mais jovem Winchester puxou sua mão e a arrastou junto. Não demorou muito para achar Amy perambulando pelos corredores. Foi estranhamente fácil ir para o lado de fora até o pequeno bosque que existe na parte de trás do bunker.
— Claire você vai explicar o que estamos fazendo aqui ou não? — Perguntou Amy olhando para sua irmã com uma expressão preocupada.
— Eu estou seguindo em frente! — A loira respondeu com firmeza enquanto abaixou e com uma daquelas pazinhas de jardim começou a cavar, dentro do buraco que fez colocou a caixinha que levava.
— Um amigo me contou que funerais servem para que nós façamos os espíritos dos guerreiros descansarem em paz e também fazer a famílias seguirem em frente e tentar conviver com sua dor sem esta tomar conta de sua vida e eu preciso seguir esse caminho. — Ela disse chorando, dentro da caixinha que estava sendo enterrada, haviam alguns objetos como uma caneta de Jimmy e um broche de Amélia. — Nunca vou esquecer de vocês, mas é hora de deixar irem em paz, sem estarem preocupados comigo. E fico contente em dizer que pela primeira vez em anos eu estou bem! Tenho uma família agora e de verdade somos uma boa família mesmo com todas as esquisitices. Pai e mãe? – Ela perguntou olhando para o céu e tentando controlar as lagrimas. — Gostaria que soubessem que Castiel e Dean estão tentando serem os melhores pais que eles podem, e acho que estou pronta para aceitar isso, quero voltar a ter uma família que possa me amar tanto quanto vocês dois fizeram, e hoje posso dizer que os amo e perdoo pelos caminhos que ambos tomaram, a dor passou... Eu posso aceitar o que houve e as decisões que cada um de vocês tomou. Estou feliz e espero que aí no céu vocês também estejam. Amo vocês, nunca irei esquecê-los mas vocês viveram nas minhas memorias felizes e não mais na dor. Adeus pai, adeus mãe.
Depois de Claire terminar seu "ritual" não houveram palavras, apenas um longo silencio entre as irmãs. Quando Dean as encontrou, não perguntou nada mesmo que estivesse curioso para saber, pois percebeu que seja o que tiver acontecido foi bom, pois logo notou um brilho diferente nos olhos de Claire.
No céu das almas gêmeas Amélia e James Novak, o casal podia ouvir tudo o que sua amada filha estava dizendo, eles haviam sido agraciados com a presença de Gabriel que estava ali como mensageiro de Deus para permitir que ambos pudessem se despedir de sua menina.
— Eu te amo minha princesa e quero que você seja muito feliz. Que Deus com sua infinita bondade e misericórdia possa iluminar seu caminho – Jimmy sussurrou.
— Que sua vida possa ser longa e cheia de amor. — Amélia terminou a pequena oração de seu marido.
Fale com o autor