Do Amor à Redenção
22 Capítulo 20
Notas iniciais
Capítulo 20
Era início da manhã, Claire já tinha se arrumado e saído para comprar o café enquanto Amy estava terminando de organizar documentos para o caso, quando ouviu um rufar de asas, virou-se abruptamente e deparou-se com Michael.
— O que faz aqui? — Ela perguntou se virando para o Arcanjo.
— O que eu faço aqui? Amy você deixou a todos preocupados...
— Nem adianta Mike, não vou embora até resolver esse caso e se me obrigar fujo novamente! — Respondeu petulante.
— Então eu fico com você! — Disse a Espada Celeste, afinal era seu dever proteger a garota.
— Sabe que não precisa...
— Eu quero ficar! — Disse se aproximando de Amy.
— T- tudo bem! – A morena falou, olhando bem dentro dos olhos do arcanjo e é claro que o ser celeste retribuía o olhar.
— Eu trouxe o café, não vou levar para você pode vir aqui... Michael? — Claire chega interrompendo.
Amy se afastou, Michael voltou a sua habitual postura e Claire se sentiu atrapalhando algo.
— Nós vamos tomar café e vamos pesquisar sobre o caso! – A primogênita Winchester avisou indo até a pequena mesa que havia no motel.
— Sim senhora! — Disse Claire batendo continência.
Dean estava fulo da vida, mas aquele beijo, aquele toque que seus lábios deram e que foi se aprofundando se tornando um beijo cheio de amor e de vontade o estava acalmando, os lábios do caçador eram experientes e os do anjo passam ingenuidade e doçura que levava o loiro ao êxtase.
— Dean o Michael no telefone, ele está com as meninas....
— Bobby! — Castiel e Dean se separaram.
— Desculpa rapazes, mas da próxima vez tranquem a porta. — Bobby saiu e no corredor ele sorriu, já era hora desses dois darem o próximo passo, mas o sorriso do Singer murchou assim que viu Crowley.
— Por que tanta alegria Robert? — Perguntou o rei do inferno.
— Cala sua boca, você não está aqui a passeio e se me encher te prendo lá em baixo...
— Robert querido eu e aquela sala somos íntimos! — O Rei disse em um tom desafiador.
— Só cale a maldita boca! — Disse sentando-se em sua poltrona na biblioteca.
— Vou dar uma voltinha, mas fica tranquilo não posso fazer muita coisa com as novas pulseiras! — O demônio debochou.
Bobby não conseguia parar de pensar em quanto Crowley era irritante, quando parecia que o Demônio fazia de tudo para atormentar sua vida.
— Bobby...
— O que é? — Perguntou irritado.
— Eu vim atender o telefone. – Respondeu Vali.
— O telefone está bem aí na sua frente! — Disse levantando-se e indo em direção a seu quarto, tinha uns livros que queria ler e também queria ficar longe do maldito Rei do Inferno.
Quando ele chegou perto de seu quarto, ouviu um som de um baque, correu, pensando que Emma ou Danny tinham caído, mas quando chegou viu Elizabeth caída no chão, Lizzie estava desmaiada e bastante pálida.
— Raphael rogo a sua presença urgente – Gritou e logo a arcanjo da cura estava lá.
— O que houve senhor Singer? — Perguntou, mas assim que viu Elisabeth no chão entendeu o motivo do chamado, ela se ajoelhou e quando tocou na jovem surpreendeu-se.
— O que houve? – Bobby perguntou.
— Eu preciso falar com Lúcifer, leve — a para o quarto por favor! — Ela tocou a testa de Lizzie fazendo a moça despertar.
Durante isso Amy e Claire esperavam, por mais que ambas fossem maior de idade, elas não iriam convencer como agentes do FBI, então a tiveram a ideia de fingir alugar a casa que estava assassinando as pessoas, afinal com este plano poderiam descobrir mais sobre a casa e também entrar sem ter que arrombar, pelo menos não no primeiro momento.
— Desculpe a demora, eu estava procurando as chaves dessa casa, ela não é muito popular! — O disse o corretor.
— Tudo bem, mas por que a casa não é tão popular assim? — Perguntou Amy.
— Nada demais as pessoas são supersticiosas demais por aqui... Bem queridas vocês estão de carro ou querem uma carona? — Perguntou tentando mudar de assunto, porém mantendo a simpatia de vendedor.
— Nós vamos no nosso carro querido! — Claire disse dando ênfase no querido, mostrando seu desgosto com a maneira que o cara estava agindo.
Não demorou muito para chegar ao local, era grande e clássica, a típica moradia de quem quer uma vida "torta de maçã" com cerca branca, um grande e belo jardim, uma varanda imensa e por dentro era enorme e com espaços muito bem divididos.
— As colunas de madeira são originais, uma raridade, os moveis também são todos de madeira, claro que fizemos algumas pequenas reformas, mas mantivemos o charme do século XIX, é uma casa ótima para se começar uma família, ainda mais para duas jovens como vocês. ...
— O que? — Perguntou Claire incrédula com o descaramento do homem.
— Nós somos irmãs. — Amy disse, observando cada canto da casa. – Nossos pais iram casar e nós estamos procurando a casa que mais gostarmos! — Completou a morena.
— Me desculpe....
— Não precisa se desculpar, me mostra a cozinha? — Claire pediu e foi logo andando na direção que julgava correta para poder tirar o homem do cômodo e assim Amy iria poder usar o aparelho para verificar se há fantasmas.
Quando saíram Amy começou a medição e o ponteiro foi ao máximo na sala, ela foi ao encontro de Claire e do corretor.
— Então acho que já encontramos a nossa casa, vou ligar para o papai, para ele vir fechar o negócio. — Amy disse com um sorriso forçado.
Após despedirem-se do corretor foram direito ao hotel onde Michael esperava assistindo a um filme de ação qualquer, Amy sorriu ao ver seu amigo se divertindo um pouco.
— Então como foram? — Perguntou o ser angelical.
— Nós conseguimos, agora só falta fazer a pesquisa e aí terminamos tudo. — Amy falou se sentando na cama e pegando o notebook.
— Que bom que conseguiram êxito em sua primeira missão!
— Ainda não terminamos. — Ela disse.
— Acho que deveriam ligar para Dean, ele deve estar muito preocupado! — Michael comunicou.
— Verdade. – A primogênita Winchester pegou o telefone e ligou para o pai, quem atendeu foi Vali.
Demorou bastante para Dean vir até o telefone.
— Em um caso... Estamos bem papai... Sim Michael está conosco... Não, não vou dizer onde estamos.... Pai estamos bem eu só peço que confie em mim... Tudo bem pai.... Dê um beijo em Emma e Danny.... — Ela desligou, já é uma adulta e se irrita com o fato do pai ainda vê-la como uma criança.
— Como foi? — Claire perguntou.
— Como um passeio no parque. — Disse irônica. — Mas acho que ele ficou mais calmo.
— Aqui! — Claire gritou. — Existe uma lenda sobre aquela casa.
Bobby e Lúcifer esperavam do lado de fora do quarto, enquanto Raphael examinava Lizzie, quando a Arcanjo abriu a porta carregava um pequeno e raro sorriso nos lábios, o que aliviou bastante os dois.
— Então me fala logo! — Lúcifer disse impaciente.
— Acho melhor que Elizabeth te conte. — Disse Raphael. — Vamos senhor Singer?
— Sim. — Bobby já desconfiava do que era, por isso abriu um grande sorriso.
Lúcifer entrou no quarto, ele estava preocupado, ficou mais preocupado ainda quando viu que sua amada estava chorando, sentou-se ao lado da jovem e limpou suas lagrimas.
— O que houve meu amor? — Perguntou ainda apavorado, Lúcifer já foi amado, idolatrado, mas ele nunca soube o que era o amor verdadeiramente, até que teve sua segunda chance, esse amor que inunda e preenche toda sua graça só sente com Lizzie, então para ele a possibilidade de perde-la era inconcebível.
— Um milagre, o nosso milagre está acontecendo! — Ela disse enquanto levava a mão do arcanjo até seu ventre, ele ficou em confusão por um tempo, mas depois percebeu o que estava acontecendo e ainda assustado abraçou-a.
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