Do Amor à Redenção
97 Bônus 12 - Crobby
Notas iniciais
A vida de Robert tinha um ótimo ritmo agora e não era tão corrida quanto antes, por que não era todos os caçadores que sabiam que tinha voltado a vida, mas mesmo assim ainda era bem complicado. Por exemplo, teve uma caçada com Jody, uns lobisomens arruaceiros resolveram fazer a festa em Sioux Falls, mas não iria deixar algo assim acontecer na cidade dele. Eram três das criaturas e foram mortos, mas isso já foi há um mês mais ou menos, e tinha sido muito fácil para os dois resolverem, a real dificuldade foi o problemas com Crowley que isso gerou pois o demônio tem ciúmes de Jody e quanto soube que foi na caçada com o companheiro, ele simplesmente não apareceu mais, embora o rei do inferno tenha desaparecido, Juliet a cadela do inferno que está possuindo uma fêmea de Rottweiler, ainda está andando pelo quintal e fica toda animada quando o caçador lhe dá atenção, tinha sido estranho no começo, não estava muito à vontade com o animal mas como Crowley havia dito, ela era diferente e a melhor parte era que não atacava os clientes do ferro velho, de fato por muitas vezes acabava esquecendo a real natureza da criatura de tão calma e boba que parecia ser. Fora que ainda haviam Nádia e Berith, ambos ligavam a mando do Rei que se dizia muito ocupado para fazer isso ele mesmo, com o antigo demônio, o Singer até falava direto, mas não gostava de receber as ligações de Nádia, também não gostava do fato dela estar perto de Crowley e ser seu braço direito, então já dava para saber a boa vontade com a qual a atendia.
Apesar desta situação estranha, os dias que passaram sem seu companheiro, foram movimentado, teve algumas visitas das crianças, Sam, Dean e Castiel que passaram depois de uma caçada, Amy que veio com Michael, Claire que veio ver Jody, Alex e Donna, e os pequenos que foram junto com Lúcifer e Lizzie e é claro Jor que era uma visita diária. O único faltante era realmente o demônio teimoso, mas o caçador havia decidido que não falaria nada pois se o outro estava esperando que ele ligar e pedir para voltar estava redondamente enganado, foi Crowley quem saiu por conta de um piti ridículo e não ia ser ele que iria dar o braço a torcer.
— Jor, vou sair, se quiser ficar aí, fique. — Disse pegando as chaves do carro.
— Não, tenho que ir buscar Claire, depois tenho que ir ver Narfi e Vali na Universidade, estão muito quietos para o meu gosto. — Ele sorriu para o homem de aparência mais velha e sumiu.
Quando saiu de casa, Juliett latiu e abanou o pequeno rabo, demorou um tempo até fazer carinho nela, mas agora sempre dava afagos na cachorra.
— Toma conta da casa menina! — Fala para o ser que late em concordância e sai saltitante pelo ferro velho, olhando assim é um doce, mas coitado do desconhecido que tentar entrar na casa. Vai para o carro e segue para o supermercado, era humano e tinha que comer, seguiu pela cidade, era muito bom estar de volta, embora sentisse falta de seus meninos, gostava muito de ter seu próprio canto, o único problema era que agora a casa era grande e vazia demais sem Crowley por lá.
Já fazia um tempo que Nádia estava falando sobre os relatórios até que ela percebe que o rei não está ouvindo.
— Acho que estou incomodando não é? — Perguntou um pouco irritada.
— Que? — Realmente não tinha ouvido, sua cabeça estava longe em um certo caçador muito teimoso.
— Estava falando dos relatórios, mas acho que sua atenção não está aqui não é, acho melhor deixa-lo sozinho com seus pensamentos.
— Me dê isso aqui. — Pega os papéis da mão dela. — Os números subiram na América do Sul.
— É. Mas eu já havia falado sobre isso. — Disse ao rei, não que não tivesse medo de ser punida, entretanto sabe que é eficiente o suficiente para que ele não se importe tanto assim com seus pequenos atos de insubordinação.
— Você está dispensada por hoje.
— Por que não vai procurar ele? — Ela falou enquanto saia o mais rápido possível, vai que Crowley resolve estalar os dedos? Não era tola de irrita-lo de graça.
Aquela garota é irritante, mas era eficiente e assim como Berith era um importante aliada, então se fosse qualquer outro ele estalaria os dedos e o transformaria em fumaça, mas com Nádia era só fingir que não a escutava, naquele momento realmente não havia escutado, não estava interessado. Crowley não estava errado, não mesmo, até por que nunca está, então estando com a razão não iria ser ele que ia procurar, mas se fosse ser sincero sentia falta de Robert, gostava de como a casa era movimentada por conta da família, mesmo que dissesse que todas aquelas visitas eram inconvenientes, também gostava de ter alguém com quem se importar e que se importasse de volta, Robert era sua família, era a melhor coisa que lhe havia acontecido nesses trezentos anos. Como era uma criatura pratica e eficiente, tinha colocado uma das moedas rastreadoras na carteira do caçador, não por desconfiança, claro que não, era muito seguro de si para isso, mas era para segurança de Robert, o que também lhe dava certas vantagens, pois sempre sabia exatamente onde o companheiro estava e podia ir até lá, até por que um mês já era um bom castigo. Pensando nisso resolveu que estava na hora de ir dar o ar de sua graça pois além de todo o sentimento que tinha pelo caçador, estar com ele era estratégico, já que como o informante geral, seu amado estava sempre em contato com outros caçadores, e ficava sabendo se algum demônio estava saindo da linha, até por que um demônio que está saindo da linha não vai deixar rastros para o Rei notar, mas vai deixar rastros que caçadores notariam.
Quando Bobby chegou em casa, a grande vigia estava dormindo na varanda e só acordou quando passou perto dela, entrou pela porta da cozinha e colocou as compras lá.
— Olá Robert! – Se assustou, mas não demonstrou.
— O que quer aqui? — Perguntou. — Pensei que tinha esquecido o caminho de casa.
— Estou em casa não é? — Crowley falou e se levantou indo até o armário. — Que tal uma bebida?
— Esse é seu jeito de dizer que você foi um idiota e que quer voltar para casa? — Perguntou o caçador não disfarçado sua irritação.
— Não, esse é meu jeito de dizer que eu perdoo você. – O Rei disse ao colocar os copos de Whisky sobre a mesa.
— Claro por que eu deveria deixar as pessoas morrerem. — Bobby disse, terminado de guardar as coisas.
— Que seja Robert. — Disse revirando os olhos.
Eles ficam um tempo sem dizer nada, Bobby de braços cruzados encostado na pia, Crowley sentado na cadeira o encarando, até que o caçador anda em direção ao outro que se levanta para encarar o homem que olhava bravo para ele, até que o Singer o puxou para um beijo, um beijo quente e cheio a de saudades de ambas as partes.
— Por que não admite que sentiu minha falta? — Perguntou o Rei.
— Por que não admite que teve um piti de ciúmes? — Rebateu Bobby.
— Prefiro o empate. — Crowley diz.
— Ótima resposta. — Bobby e o beija novamente.
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