Do Amor à Redenção
72 Capítulo 66
Notas iniciais
Capítulo 66
O caso que Charlie estava investigando era quase um beco sem saída, todas as pesquisas não apontavam a nada relevante. Não tinha descoberto muito sobre a casa, era uma construção recente com menos de dez anos, não tinha havido nenhum assassinato, ou morte violenta que tenha sido noticiada, agora só restava uma opção; o espírito estava ligado a pessoa, geralmente Poltergeist são espíritos muito zangados e muito poderosos por isso a ruiva até pegou com Bobby uma lista de coisas para fazer uns saquinhos que em teoria iriam purificar a casa, mas que talvez não funcionasse pois somente os Winchester tinham utilizado.
Quando ela chegou na casa, o dono já a estava esperando, afinal foi ele quem pediu ajuda entretanto ao vê-la sua expressão tornou-se um pouco cetica.
— Pensei que um senhor viria. — Disse o homem olhando-a apreensivo.
— Ele está resolvendo algumas coisas pessoais, mas não se preocupe, sou caçadora em treinamento. — A ruiva brincou deixando o homem olhando ainda mais preocupado.
— Ok... Entre. — Disse dando espaço para que a caçadora pudesse entrar. — Paul Jordan-Simons.
— Charlie Bradbury. – Se apresenta e entra olhando para tudo.
Paul contou-lhe como o imóvel era um sonho, parecia perfeito estavam muito realizados por adquirirem entretanto depois de uns dias pequenas coisas começaram a ocorrer, nada que a princípio fosse preocupante, eram chaves desaparecendo de um lugar e aparecendo em lugares incomuns, flores murchando rapidamente, nada que fosse um grande indicativo então no final do primeiro mês da mudança o caos começou, barulhos de arranhões nas paredes, portas e janelas que abriam e fechavam sem que ninguém estive perto ou tivesse vento para que fizessem isso, louças da cozinha quebrando sem que houvesse moradores no cômodo e a pior parte o fogo que aparentemente surge do nada.
— Vocês moram aqui a quanto tempo? — Perguntou a ruiva enquanto avaliava as instalações.
— A pouco tempo. – Parou para pensar e os dirigiu de volta para sala. — Por volta de oito semanas.
— A família vai aumentar e eles iam precisar de mais espaço. — Uma jovem com cabelos castanhos compridos e uma barriga bem grande de grávida desce as escadas.
— Essa é a Josy, ela é nossa amiga e está gestando nosso bebê. — Fala Paul sorrindo contente.
— Legal! Essa casa tem alguma lenda, você sabe sobre algo incomum que tenha acontecido aqui? — Perguntou ela, as vezes algumas lendas locais acabam sendo passadas de pai para filho oralmente e não são documentadas.
— Na verdade eu não sou daqui, só o Matthew, mas ele me disse que a muitos anos um cara matava crianças e as enterrava em locais aleatórios, então muitas pessoas acabam encontrando... ossos. — Ele falou. — Mas o quintal está limpo, cavamos para fazer a piscina e para plantar árvores, fazer o jardim e essas coisas, então...
— Tá, bem como você reagiria se eu tivesse que quebrar algumas paredes? – Charlie perguntou incerta e esperava que isso não fosse gerar um grande problema.
— Acho que você tem que fazer sua especialidade, mas Matthew vai ficar bem irritado. – Responde recebendo um aceno de concordância de Josy.
— Mas vai ser por uma boa causa! Se tudo correr como esperado essas perturbações iram acabar.
Emma estava mais uma vez no celular, com a partida de Amy se sentia um pouco deslocada ali, por mais que Jody e Donna fizessem de tudo para a deixar o mais confortável possível.
— O que tanto você mexe nesse telefone? — Perguntou Alex.
— Falando com uma amiga, ela tá falando que vai ter um baile na escola. – Responde incerta.
— E isso é ruim?
— Ela tá te enchendo Emma? — Perguntou Claire brincando.
— A única que tá enchendo é você! – Rebate Alex.
— Vocês duas não vão parar nunca de brigar? — Perguntou a loira mais nova.
Ambas se olham, sorriem maliciosas e respondem juntas: — Não!
— Mas então você vai para o baile? — Perguntou a morena.
— É daqui a um mês. — Diz a de cabelos curtos. — E também depende do que os nossos pais vão falar. As outras duas reviram os olhos e o papo segue.
Uma moça alta e pálida caminha pela parte escura do campus da universidade, ela está apressada e quando para na porta do que seria seu dormitório braços fortes a tomam de surpresa e antes que possa gritar lábios macios cobrem o seu.
— Senti saudades! – Adam Milligan comunica enquanto abraça Hel, sua namorada também conhecida como a deusa pagã responsável por Helheim.
— Eu também, desculpe por ficar longe mas havia problemas que precisava resolver. – Eles entram no quarto onde uma bagunça eclética está estabelecida.
— Já sei coisas do trabalho como governante! – O loiro fala enquanto joga a mochila numa cadeira. — Não se preocupe passei esses três dias finalizando um trabalho. Você passou pelo bunker?
— Não, vim direto te ver! – Isso fez a expressão do jovem ficar maliciosa.
— E porque tanta pressa? – Adam pergunta o que faz Hel sorrir cínica e vai desamarrando os laços que prendem seu vestido
— Talvez porque a três dias antes de sair meu namorado muito atencioso estava realizando uma massagem muito interessante e eu queria muito voltar para chegar ao “fim” disso.
— E quem disse que seu namorado ainda estará disponível para essa massagem?
— Tenho certeza que ele está muito disponível e interessado – Responde ao olhar para a protuberância visível na calça jeans do jovem, este somente sorri ladino antes de dar um passo à frente e puxar a deusa para seus braços.
Audrey se surpreendeu ao ver Sam e Dean em sua casa, claro que eles deram uma desculpa para estar ali e claro que sua neta embarcou na história.
— Isso não faz sentido Amy. – A senhora comentou ainda achando tudo muito estranho.
— Claro que faz, ela sabe que eles caçam monstros e se disserem que não tem nada...
— Pode funcionar Audrey. — Victor diz pensativo e a morena quase sorri.
— Que seja. – Resmungou a mulher indo para a cozinha fazer lanches.
O Winchester do meio conversou rapidamente com Stacy e logo depois foram para o quarto da menina, Sam e Dean encontraram Sully lá, ele parecia muito triste a ponto de chorar, mas os irmãos não viam coisa alguma.
— Isso é muito triste. — Choramingou o Zenna.
— Isso o que? — Perguntou Dean olhando em volta para um quarto rosa com enfeites de princesa.
— O que está acontecendo? Por que vocês estão aqui? – Amy entrou no quarto da irmã tentando fazer sentido no que estava acontecendo para tanto seu tio e pai estarem ali.
— Eu esqueci que vocês não podem ver! Exclamou o Zenna então colocou os dedos nas testas de Sam e Dean e eles puderam ver a tragédia ocorrida.
— Que foi? — A jovem Winchester questionou, no entanto assim recebe uma suave pressão na testa se surpreende.
— Sully? — Ela perguntou surpresa.
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