Notas iniciais
Olá queridos!

Capítulo 67

Todos os olhares do quarto se voltam para Amy e Sully, a expressão de Dean é no mínimo irritada, afinal por que aquela coisa conhecia toda sua família?
— Como? — Perguntou a jovem espantada.
— Amy! Oi! A quanto tempo mocinha, você cresceu! — Disse o Zenna animado.
— Como você conhece o Sully? — Sam perguntou inquieto.
— Ele... Quando eu era pequena ele era... meu amigo imaginário. – A Winchester falou meio sem jeito.
— Amy me fez lagar o trabalho burocrático para cuidar dela! — O Zenna falou sorridente.
— Vamos parar com o papinho? — Perguntou Dean mal humorado com aquilo tudo.
— O que estão fazendo aqui? — Perguntou a jovem, mas o pai a segura pelos ombros e guia em direção ao "ocorrido."
— Meu Deus, a Stacy viu isso? — Perguntou horrorizada com a perspectiva de sua pequena ter passado sofrido tamanho trauma.
— Também não queria que você e Sam vissem essas coisas, mas preciso de ajuda. — Disse o amigo imaginário mostrando uma tristeza genuína.

O Primogênito Winchester não pode deixar de pensar que também gostaria que seus filhos e seus irmãos jamais tivessem que ver certas coisas, mas aquela era suas vidas e sacrificam isso para o bem de tantas outras famílias.

— Então vocês virão? Não tem nada aqui! — Audrey entrou no quarto, surpreendendo os quatro.
A mulher mais velha andou até uma mesinha e arrumou um jogo de chá de brinquedo que estava coberto de sangue brilhante do Zenna chamado Brilho, deixando os outros sem jeito.
— Ela começou com essa coisa de amigos imaginário a pouco tempo. — Audrey andou até uns ursinhos que estavam bagunçados e acabou pisando em uma poça de sangue.
— Alguém fala alguma coisa! — O Zenna pediu com uma expressão entre chocado e agoniado.
Ela estava voltando para a mesinha de chá quando viu um urso no chão e abaixou-se para colocá-lo no lugar, a pelúcia estava coberto pelo sangue que era invisível aos seus olhos, quando terminou sentou-se numa cadeira.
— Eu achei tão fofo Stacy ter um amigo imaginário, minha pequena têm andado solitária. — Disse a mulher passando a mão suja de sangue no rosto.
— Meu Deus, façam alguma coisa! – Sully exclamou choroso, mas nenhum dos três caçadores sabia o que fazer.
— Você tem outro quarto aqui? — Perguntou Sam tentando resolver a situação.
— Sim.
— Então vai ser ótimo para Stacy trocar de quarto. — Sam acrescentou rapidamente.
— E banho, sabe um banho vai ser ótimo! – Intrometeu-se Dean olhando meio enjoado.
— Para Stacy? — Perguntou Audrey curiosa para saber um tipo de tratamento que acalmasse a netinha.
— Não para toda a família, sabe... banho em família...
— Que? – Olhou para o pai de sua neta primogênita tentando entender porque ele era um idiota.

— Pai chega! — Amy repreende.


Daniel nunca pensou que ter dois primos ia ser tão cansativo, mas agora ele estava exausto com as situações que passava. Se ficasse muito perto da bebê Alex, o pequeno Ariel ficava com ciúmes e se não dava a atenção que a loirinha queria, acabava provocando o choro da mesma.


— O que houve Daniel? — Perguntou Castiel ao filho que estava bufando e com as bochechas rechonchudas rosadas.
— Alex e Ariel, eles me deixam cansado! — Disse o menino com toda a seriedade dos seus seis anos de idade.
— Mas eles são pequenos. — Disse o anjo mais velho.
— É. Mas também tô com saudade do papai e das manas. — Disse o caçula Winchester.
— Eu também, mas você sabe que amanhã eles vão estar aqui não é? E se você quiser pode ligar para o seu pai mais tarde. — Castiel diz e o anjinho sorri.
— Te achei Danny! ­- Ariel e gritou e depois correu até o primo mais velho. — Vem brincar!


Não demorou nada para Charlie começar a sofrer com o espírito que não queria ser expulso da casa. Assim que a ruiva colocou o primeiro saquinho de purificação, começou a ser acertada por todo tipo de coisas que haviam no porão, mas por sorte conseguiu subir as escadas para o próximo nível.
Quando estava no topo da escada percebe algo estranho, algumas ervas daninhas crescendo em um ponto específico da parede, era o único lugar onde o chão do porão ainda não havia sido reformado, começou a cavar e logo viu os ossos, a lenda da cidade era verdade e a obra na casa acabou despertando o espírito.
Ela colocou o álcool e sal para queimar os restos mortais e quando acendeu o isqueiro Paul desceu pálido e nervoso.
— Tá pegando fogo, perto de todas as portas e janelas, não tem como sair. — Disse o homem desesperado.
— Ninguém vai sair! – Uma voz espectral guinchou e logo o espírito de um garoto aparece e joga Paul da escada, fazendo-o cair semi consciente.
— Vamos sair sim. — Charlie grita colocando fogo nos ossos e vendo o espírito sumir.
O problema era que o fogo já não era mais apenas sobrenatural, ele já estava se alastrando pela casa, a ruiva conseguiu sair praticamente arrastando Paul que mancava.
— Josy? — Chamou baixinho quase em horror ao perceber que sua amiga estava dentro do imóvel.

— Pensei que ela tinha ido embora! – Charlie exclamou chocada e assim que ajudou o homem a sentar-se na calçada foi correndo em direção a casa mas parou abruptamente quando viu Raphael aparecer com Josy em seus braços.

Notas finais
Gostaram???