Do Amor à Redenção
7 Capítulo 6
Notas iniciais
Claire estava na biblioteca ajudando Bobby e Jörmungandr a pesquisar um meio de encontrar ou mesmo invocar Amy. Já haviam lido quase todos os livros do lugar mas não encontraram nada que ajudasse. No bunker ficaram somente os três e Lizzie, fora Castiel e Dean apesar de que os mesmos já iriam sair novamente. Haviam criado grupos de buscas sendo divididos por Sam e Gabriel que procuram Rowena. Fenrir e Balthazar estavam na Grécia procurando livros com feitiços convocatórios. Os gêmeos Narfi e Vali estavam na América do Sul também buscando mais livros, assim como Charlie e Raphael que procuravam na Índia. Adam e Hel na Inglaterra. Por fim Dean e Castiel iriam continuar a procurar nos E.U.A enquanto Lizzie e Claire tomariam de conta do pequeno Daniel, sobrando assim Bobby e Jörmungandr para continuar na biblioteca.
Daniel entrou no cômodo com cara de sono e vestido um pijama de patinhos, o pequeno arrastava um lençol azul claro e foi direto para Claire.
– Mana? – Assim que a loira tirou os olhos do livro o garoto estendeu os braços. – Quê colo!
Toda vez que ele a chamava assim, sentia uma mistura de dor e alegria que não sabia como lidar, ficou olhando-o sem reação até que Bobby fingiu uma tosse a fazendo sair de seus devaneios, ela rápido o pegou no colo.
– Quer leite? – Perguntou em dúvida quando Daniel encostou a cabeça em seu ombro e levou o polegar a boca. Bobby não conteve o sorriso ao lembrar que Castiel quando bebê fazia o mesmo. – Que tal leitinho com mel?
– Eu que. – Ele respondeu aconchegando-se mais em Claire.
– Não Daniel, o certo é “Eu quero”. – O corrigiu enquanto iam andando para a cozinha.
– “Eu quero” – Tirou o dedo da boca para dizer sorrindo.
– Isso mesmo, você é um aluno muito bom. – Disse sorrindo mas parou surpresa quando ele a beijou na bochecha.
– Ti amo. – Daniel disse manhoso e passou os braços pelo pescoço da loira que estava paralisada na entrada da cozinha.
Ficou ali parada com emoções demais em seu coração e pensamentos turbulentos em sua cabeça, era impossível descrever o que as duas palavras vindo da criança faziam consigo. Uma mistura de desespero e dor, de alegria e amor disputavam em seu peito, parecia se afogar em terra firme. No entanto pequenas mãos seguraram seu rosto a fazendo enfim focar nos olhos coloridos a sua frente.
– Tô aqui, nunca mais sozinha. – Daniel disse com uma seriedade impossível numa criança de quatro anos. – Minha mana.
Claire o abraço apertado e beijou sua cabeça antes de começar a fazer o leite ela o olhou nos olhos e disse baixinho.
– Também te amo mano.
Emma queria muito saber sobre seu pai por isso encheu a irmã de perguntas, não só sobre Dean, mas também sobre os irmãos e os outros moradores do bunker.
– Sabe um anjo veio avisar que você estaria naquele local. — Benny falou interrompendo Amy que falava sobre os anjos que moravam em sua casa.
– Um anjo? Qual? — A morena perguntou genuinamente curiosa.
– Acho que o nome dele era Saman... Samandriel. Isso o nome dele era Samandriel! — Benny respondeu depois de segundos de dúvida.
– Nunca ouvi falar! — Amy respondeu. — Mas não entendo, se os anjos sabem que eu estou aqui...
– Ele disse algo sobre provação ou alguma coisa parecida! — Disse Helena.
– Então meu pai nem ninguém devem estar sabendo! — Disse a garota sem ânimo e muito cansada.
– Chegamos! — Benny disse.
– Não estou vendo coisa nenhuma! — Emma falou incomodado com qual longe de tudo ela estava.
– Claro que não, o portal não está aberto ainda. — Benny explicou enquanto olhava ao redor.
– E então? — Amy disse.
– Em alguns minutos...- Assim que o vampiro disse o portal começou a se abrir.
– Moçada chegou a hora! — Disse pegando um papel amarelado em seu bolço. — Amy corte o seu braço e você também Emma! – Assim que as garotas cumpriram a ordem ele prosseguiu. — Agora encostem os dois cortes e digam essas palavras! — Benny entregou o papel para Amy e ajudou com a leitura em latim assim que a morena pronunciou o encantamento sua irmã virou uma espécie de energia dourada e entrou em seu antebraço.
Amy sentiu um pouco de dor, nada que não pudesse suportar e logo foi substituída por uma espécie de formigamento.
– Vem Helena! – O vampiro chamou já estendendo o papel em direção a mulher porém um rugido gutural é ouvido, logo é possível perceber vultos entres as árvores, vozes pedindo por socorro, Amy aperta firme no cabo de seu facão.
– Merda! – Helena pragueja olhando assustada para os lados.
– O que isso? — Amy pergunta aflita.
– Wendigos. — Benny responde.
Antes que Amy possa pergunta o que são Wendigos, uma criatura aparece, era duas vezes mais alto que um homem mediano, seus dedos alongados, sua pele cinza e fina, seus dentes pontudos eram assustadores demais no entanto Amy se mantem firme. Quando o monstro se aproxima outro da mesma espécie aparece, provavelmente haviam mais deles, quando em Terra esses monstros caçam sozinhos, até por que eles são um tanto quanto raros, mas aqui no Purgatório caçam em grupos, e de verdade já podiam estar atrás de Amy a muito tempo e só resolveram fazer algo agora.
– Benny! — Helena gritou. — Tire as garotas daqui, eu atraso eles!
– Mas...
– Agora Benny! — Disse a loira partindo para cima das criaturas.
O homem então levou as meninas pela pequena montanha até a entrada do portal.
– Vamos comigo Benny, meu pai vai adorar ter você lá! — Pediu a menina.
– Obrigado, mas aquele lugar não é mais para mim... — Um dos Wendigos rosna bem próximo a eles.
– Ando logo Amy! — Ele ordena.
– Eu prometo que vou achar um jeito de te tirar daqui! — Ele olhou para a garota e sorriu, desceu e começou a lutar com o Wendigo que já se aproximava perigosamente.
– Vai! — Ele gritou sem olhar para trás.
Depois de uma árdua luta. Benny venceu o monstro e desceu correndo para ver Helena, ao chegar no fim do barranco encontrou o Wendigo ajoelhado em algo que ele logo soube ser a Amazona, desesperado pulou em cima da criatura arrancando sua cabeça mas já era tarde demais, a jovem estava morta.
Ajoelhou-se perto da moça e ficou olhando para o corpo sem vida, ele havia perdido a conta de quanto tempo vinha cuidando das garotas, primeiro havia conhecido Emma, a menina era tão jovem e estava tão perdida que mesmo o fato de ser uma Amazona não o impediu de ajudar, depois de muito tempo eles encontraram Helena, uma mulher durona que os seguiu tentando entender o que uma de suas irmãs fazia na companhia de um homem, assim percebendo que eles tinham mais em comum do que esperavam afinal todos três renegavam sua natureza amaldiçoada. Sabia que tinha de sair dali mas queria esperar que o corpo se dissolvesse assim como todos os demais, entretanto um farfalhar de asas chamou sua atenção o fazendo olhar para uma enorme rocha, em cima dela estava o mesmo anjo que veio avisar sobre a chegada de Amy. O ser celestial não falou nada, apenas foi até Helena e tocou seu corpo morto a fazendo sumir.
– O que você fez? — Perguntou Benny e o anjo sorriu.
– A enviei para um lugar melhor, assim como pretendo fazer com você! — Disse Samandriel com um sorriso de alegria.
– Por que?
– Benny aqui é um local de monstruosidades, sujeira e podridão. O pior da criação está aqui, mas mesmo estando em tal lugar e cercado de tanta devassidão você e ela escolheram o caminho da caridade e do sacrifício, por isso meu Pai os perdoou e ofereceu a redenção.
O Serafim tocou na testa de Benny e ambos sumiram.
Estava escuro mas o ar parecia normal, olhando ao redor e percebeu-se numa floresta, o cheiro de mato molhado e animais era inconfundível, não era tão frio, mas estava escuro. Sentia-se novamente perdida e sozinha no entanto ao tocar em seu braço sentiu a presença de sua irmã e sorriu, estava contente em ter sua família completa por isso sentou-se no chão e começou a planejar o que fazer para entrar em contato com o pai, estava entretida quando ouve um barulho característico de asas batendo, logo uma saudação estoica e diferente fez-se presente.
– Olá Amy!
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