Do Amor à Redenção
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Havia algo errado, Michael sentiu embora não conseguisse identificar, sabia que algo ruim estava acontecendo por isso forçou-se a localizar seus irmãos na terra e depois de ver a localização de todos os doze anjos que tinham missões ou os outros que assim como ele estavam com os Winchester, ficou tentando entender o que sentia, esforçou-se até que de repente a voz sussurrante de Amy chegou a seus ouvidos. Foi um murmúrio em forma de prece mas o suficiente para fazer com que soubesse que a pequena tinha problemas. Não pensou duas vezes e seguiu o teor da oração indo parar na casa de Cassandra Stuart. Mal havia pisado no chão e uma bruxa ruiva virou para ele jogando um objeto vermelho. A dor foi terrível, sabia que se fosse um anjo normal teria sucumbido no entanto num piscar de olhos encontrava-se sem um navio e no céu.
As orações incessantes, os milhares de vozes de seus irmãos, tudo rodopiava em seu entendimento e avançava em seu ser. Estava desacostumado com essas coisas por isso levou um milésimo de segundo para se readaptar mas foi só lembrar de Amy para rapidamente encontrar as graças de Castiel e Gabriel que não se encontravam longe da casa dos Stuart.
– Irmãos, Amy Winchester foi atacada, tentei ajuda-la mas fui banido de meu navio por um feitiço da bruxa agressora. – Enquanto falava com seus irmãos tentava localizar Amy mesmo sabendo que de algum jeito era impossível rastreá-la, esforçando-se profundamente ele sempre conseguia sentir o teor de sua alma entretanto neste momento nada existia. – Seja quem for, sabe que os Winchester têm a ajuda de um anjo, pois o feitiço foi feito para rasgar a graça, no entanto por ser um arcanjo ela apenas conseguiu me separar de meu navio, embora já não consigo voltar para o mesmo. Temo irmãos, que Amy já não está viva.
Quando terminou a transmissão do recado foi procurar Raphael, andando pela ala das almas mais sofridas e que ainda não aceitavam sua morte, encontrou sua irmã confortando e cuidando de um jovem humano.
– Michael? – A morena perguntou assim que avistou toda a beleza e imponência de seu irmão mais velho, levantando-se graciosamente ela se aproximou.
– Perdoe-me atrapalhar mas temo que precisaremos urgente de sua ajuda.
Depois de explicar tudo a sua irmã, ele convocou anjos para procurar no corredor do céu onde ficavam as Amy’s. A busca mostrou-se infrutífera e um irritado Michael dava ordens aos irmãos para aumentar a procura em todos os céus. Quando tudo tinha sido vasculhado e não encontraram Amy, o arcanjo sentiu-se miseravelmente derrotado, tinha esperança que ela estivesse ali mas agora nada restara. Depois de algum tempo decidindo como proceder, chamou Balthazar e pediu para o irmão ir avisar aos Winchester. Quando a agonia o dominou foi ao jardim para que pudesse repousar e pensar numa maneira de trazer a garota de volta.
Para ele o tempo era insignificante por isso quando o teor da alma de Amy surgiu numa cidade interiorana dos E.U.A. Michael não pensou duas vezes antes de ir atrás de um dos seus navios, afinal com o primeiro dos arcanjos ele tinha algumas linhagens especificas embora para que pudesse combater Lúcifer só os Winchester eram utilizados. Localizou Alexander Northman um sueco que tinha câncer em estágio terminal e era o último de sua família, foi fácil receber o sim e por consequência num bater de asas estava na frente Amy, entretanto a mudança física na outrora garota e agora uma mulher o sobressaltou.
– Olá Amy!
A jovem mulher se virou para encarar o anjo desconhecido, ele era loiro e bem alto, tinha um olhar gentil e sorria para ela, mas depois de tudo que passou entrou em "modo combate" assim que viu o desconhecido, sabia muito bem que muitos anjos não gostavam de seu pai, então todo cuidado seria pouco.
– Quem é você? – Perguntou tentando parecer confiante mesmo sabendo que não teria chances contra ele
– Meu novo receptáculo se difere muito do antigo em características físicas, entendo sua confusão, mas fique tranquila, sou eu Michael! – Disse estoicamente no entanto os olhos da jovem encheram-se de lagrimas.
– O Michael morreu! – Gritou revoltada, sofria pela perda do amigo e não iria ficar ouvindo este tipo de mentiras por isso pôs-se a andar para longe do impostor.
– Fui expulso de meu antigo receptáculo e não posso mais voltar, mas ainda tenho este navio e essa linhagem seria o que vocês chamam de meu “plano b”
– Então tem mais linhagens fora os Winchester? – A jovem parou de andar e voltou-se para o anjo.
– Sim. – Respondeu ainda olhando atentamente a morena.
Amy o analisou por mais alguns instantes mas logo correu para abraçar o amigo, que mais uma vez pela surpresa demorou a corresponder.
– Vamos para casa? — Michael perguntou com os braços ainda envolta da jovem.
– Para casa! — Com apenas um estalar de dedos eles sumiram daquele lugar.
No bunker, os moradores resolveram reagrupar para decidir o que fazer com as poucas coisas que encontraram, haviam procurado por todo o mundo mas só reuniram alguns poucos feitiços que ou já haviam sido tentados ou tinham ingredientes que já estavam extintos, era praticamente impossível mas ninguém estava disposto a desistir.
Dean tinha a sua frente uma tigela de cobre cheia de ingredientes, agora só faltava o último, que era o sangue do próprio Winchester. Usando uma faca cerimonial celta, fez um corte em seu braço e deixou que o liquido vital caísse dentro da tigela de barro, colocou um pano para estancar a ferida, ateou fogo e... nada.
Dean suspirou e jogou sua mistura para fora da mesa, Castiel logo se aproximou para curar o braço do caçador.
– Calma Dean. — O anjo pôs a mão no ombro de seu protegido. — Pelo menos sabemos que ela não está morta e assim ainda podemos ter esperança!
– Certo. — Disse sem animo, mas um barulho vindo da sala chamou sua atenção. — Ouviu isso?
– Sim, o que pode ser? — Castiel perguntou, mas não teve resposta, afinal ambos correram para a sala.
Fale com o autor