Notas iniciais
Olá queridos! Já estávamos com saudades de postar e receber os adoráveis comentários de vocês!

Capítulo 2

Claire estava na cozinha preparando formula para bebê. Sabia que não deveria deixar toda a responsabilidade de cuidar de Daniel para Lizzie, mas não conseguia olhar para a criança sem sentir-se estranha e para evitar isso passou o dia fazendo coisas pelo bunker, entretanto já era hora do pequeno ser alimentado e ela não poderia mais escapar de sua presença. Com a mamadeira pronta foi para o quarto da criança.

– Claire? – Elisabeth perguntou assim que a loira entrou no cômodo.

– Trouxe a mamadeira de Nan para ele.

– Ótimo, Danny já estava reclamando. – A mais velha disse sorrindo para o bebê em seu colo. – Dê aqui a mamadeira.

– Você é tão boa nisso! – Claire elogiou a praticidade com que Elisabeth conseguia cuidar e amamentar o bebê.

– Duas vezes por semana as noviças do convento serviam como voluntárias numa casa de amparo para crianças. – Lizzie disse. – Sempre gostei de cuidar dos bebês por isso tenho tanta pratica, claro que no começo foi muito difícil, mas o trabalho era muito recompensador no final.

– Entendo. – Claire olhava para Daniel que mesmo sendo tão pequenino não desviava o olhar da loira. – Eu vou começar a fazer algo para o jantar, qualquer coisa sabe onde me encontrar.

– Claro, obrigada!

De volta na cozinha a loira sentou numa cadeira tentando respirar, ficava muito estressado ao se aproximar do quarto.

– Quanto tempo você vai ficar o ignorando? – A voz de Bobby a fez pular da cadeira.

– O quê? De quem tá falando?

– Não precisa entrar na defensiva. – O homem puxou uma cadeira e sentou-se. – Você passou o dia inteiro inventando desculpas para não ficar no quarto do bebê e como já vi que com Lizzie você se dá bem, só posso supor que é de Daniel que está fugindo.

–Por que eu fugiria de um bebê? – Ela perguntou desafiante.

– Embora eu tenha uma boa teoria, prefiro que você me conte.

– Acho que o senhor está imaginando coisas pois não tenho nada pra falar.

– Tudo bem! Não vou lhe forçar a nada mas quero que saiba que nem Dean e muito menos Castiel fizeram nada disso de proposito, as vezes as coisas acontecem sem que nós percebamos e embora sua dor seja sem precedentes, não é justa culpar um bebê por isso!

– Não tente vir me explicar nada, existem coisas demais acontecendo e pessoas demais precisando de seus conselhos por isso dispenso sua intervenção afinal você não me conhece e não sabe nada sobre mim.

– Eu posso não conhecer você em especifico mas conheço o suficiente de gente cabeça dura e com mania de negar o que sente. Não vou pressiona-la mas quando se achar pronta venha conversar.

– O que quer eu que diga? Que não consigo chegar perto de um bebê por que cada vez que vejo as semelhanças dele com meu pai me sinto roubada? Que vejo todos os planos que meus pais criaram para a gente ir para o ralo, porque nada pode ser igual? – Ela já soluçava neste ponto do seu discurso. – Ou você quer que eu conte como me sinto quando a única pessoa que ainda posso considerar da minha genealogia está construindo um relacionamento e em breve uma família que não precisará de mim? É isso que quer ouvir?

– Você realmente acredita que não faz parte dessa família? – O Singer perguntou condescendente.

– Não vou responder isso, é ridículo – Ela secou os olhos bruscamente e levantou. — As mamadeiras estão na geladeira só precisam ser esquentadas, ainda tem sobras do almoço, vou para meu quarto e não se preocupem que não vou jantar.

– Claire?!?

– Obrigada Bobby mas esse assunto acabou. – A loira disse já saindo.

Correu para o quarto e fechou a porta, jogando-se na cama e tentando evitar as lágrimas. Estava preocupada demais com Amy mas agora estava certa que assim que sua amiga estivesse de volta ela sairia dali e nunca voltaria mesmo que sentisse muita falta da Winchester esta era a melhor opção. Traçou planos de para onde ir até que seu cansaço falou mais alto a fazendo dormir, com o passar das horas sentiu pequenos toques em seu rosto, logo em seguida uma voz infantil pronunciou-se.

– Acoda maninha. — Pequenos dedos puxavam seus olhos para que os abrisse. Rápida sentou na cama e viu um garotinho de uns quatro ou cinco anos embora não tivesse muita certeza disso. O pequeno estava sem roupas, era bem branquinho e seus cabelos um emaranhado de preto, sorria abertamente, mas foram os olhos de cores diferentes que denunciaram sua identidade.

– Daniel?!- Perguntou chocada no entanto o bebê somente acenou antes de subir na cama. – Ai Meu Deus! O que houve?

– Danny quer papa. Danny não falar. Danny fica gande pa fala. – Ele deu de ombros e subiu no colo da espantada loira. – Mana sabe onde papa tá?

– O quê? – Ela guinchou enquanto começa a olhar o bebê em busca de alguma lesão ou qualquer coisa esquisita, não que isso em si já não fosse estranho.

– Onde tá papa? – Ele refez a perguntou enquanto a olhava interessado.

– Não isso, o que você falou antes!

– Não entende o que mana pergunto! – Daniel disse curioso pois sua irmã estava agindo de modo estranho.

– Do que você me chamou? – Claire levantou Daniel para poder olhar em seus olhos, no começo ele retribui confuso mas depois sorri largamente.

– Mana muito estessada! – Ele diz rindo.

– Danny vamos falar com o Bobby. – Ela já ia leva-lo quando lembra da nudez da criança, abrindo uma das gavetas do cômodo coloca uma de suas camisas, que acabam batendo nos joelhos dele. Assim que termina, o coloca em seus quadris para facilitar leva-o.

– Vovô dormindo ali. – Ele aponta para o fim do corredor onde fica a biblioteca.

– Certo então vamos acorda-lo. –Claire diz ao ver Bobby dormindo numa cadeira com vários livros ao seu redor. Andando a passos pesados ela aproxima-se cautelosa pois se lembra claramente do dia em que o homem apontou uma arma para Narfi quando este ao vê-lo dormindo tentou pregar-lhe uma peça. – Bobby? – Chamou a certa distância. – Bobby acorde, o senhor precisa ver isso!

O homem acordou bocejando e pôs os olhos nos dois, levantou da cadeira para aproximar-se e assim como Claire, quando Singer viu os olhos do bebê rápido soube sua identidade.

– Balls!

Notas finais
Gostaram do capítulo? Estamos completamente apaixonadas pelo Danny!