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1 Prólogo


Um dia normal no distrito Kabuki.

Yami Hibari acabava de acordar. Ele, nos seus plenos 22 anos acabara de se tornar um detetive no departamento de assuntos criminais do precinto local, já trabalhara como policial, mas sua capacidade lógica forçou o departamento a colocá-lo em tal posição.

Levantou rapidamente, mal deu tempo de pentear seus cabelos, muito menos de comer, salvo uma exceção para orar pela alma da sua irmã no butsudan de sua casa, algo que ele via como obrigação desde o dia da morte da pobre garota.

Chegou à delegacia de cabelo desarrumado, o que fez os seus novos colegas rir. Então o chefe entrou e se fez um silêncio na sala:

“Então você conseguiu chegar aqui” deu uma risada “Já consegui um caso para você. Com certeza você deve ter visto no noticiário de hoje...”

“Desculpe-me, senhor, acordei tarde, não tive tempo para ver o noticiário”

“Certo, então vou lhe esclarecer o caso” disse o chefe, acenando para que Yami o seguisse. Ao chegar ao escritório, apagaram-se as luzes, e o projetor foi ligado.

Na apresentação em Powerpoint, o jovem detetive podia ver várias imagens de corpos mutilados, bairros desertos por conta da matança em série que houve ali. Depois de algumas imagens, Yami perguntou ao chefe “O número de mortes é muito grande... há quanto tempo essas mortes vêm ocorrendo?”

“Há duas semanas... já enviamos vários detetives para investigar, mas todos...” avançou um slide “como vê, também foram assassinados, sem nenhuma testemunha viva. Mas o mais incrível é como todos os assassinatos dos policiais ocorreram em momentos em que não haviam fotógrafos no local, e todos esses que tiraram essas fotos, não foram atacados quando estavam sozinhos... é como se o culpado quisesse mostrar ao mundo todo esse rio de sangue que estava sendo derramado...”

“Então... você está me mandando para a morte, é isso?” perguntou Yami, com certo tom de sarcasmo.

“Não é como se você fosse morrer tão rápido, não é?” o chefe sorriu “Eu ouvi relatos dos seus companheiros, além de ter uma ótima capacidade estratégica e lógica, ainda possui bons reflexos, e é bom em autodefesa. Então, acho que você não seria assassinado tão rápido”

O jovem ficou envergonhado. Por mais que confiasse em suas habilidades, ainda assim não gostava muito que o elogiassem, afinal o que o motivou a melhorá-las foi um dos, senão o momento mais triste de sua vida.

“Enfim, irei enviar você e dois policiais. Não posso mais arriscar a vida de muitos dos meus homens, sem contar que a maior parte deles sente medo ir àqueles bairros, pelo fato de estarem colocando suas vidas em jogo. Então devo lhe confiar meus dois melhores homens.”

“Se é para não perder homens, então vou eu mesmo, além de poder me manter imperceptível, ainda terei uma maior mobilidade”

“Tem certeza de que pode fazer isso? Por mais que você tenha essa vantagem, caso o assassino lhe encontre, estará em desvantagem em um confronto direto.”

“Fique tranquilo, chefe. Portarei algumas micro-câmeras. Caso eu não chegue a sobreviver, posso te garantir que você terá a imagem do criminoso. O que já pode ser suficiente para começar a investigá-lo.”

“Certo. Como não posso ter certeza de que voltará vivo... te digo antecipadamente que foi ótimo trabalhar contigo. E que pegaremos esse maldito criminoso na primeira oportunidade que tivermos.”

Yami acendeu seu cigarro e partiu rumo à sua possível morte.