Notas iniciais
Nesse capitulo Joaquim e Alice finalmente vão começar a se entender e iniciar uma relação escondida.

– E agora doutor? Por favor, me dê uma notícia boa!

– As últimas imagens voltaram limpas. Vou assinar a sua alta agora mesmo.

– Sério? Finalmente me livrarei disso, sem ofensas! Mas é extremamente tedioso ficar aqui por dias.

– Tudo bem! Senhor Joaquim, pode me acompanhar?

– Claro! Se arruma que eu já volto amor!

Demoro um instante para entender a ousadia de Joaquim em me chamar de amor. Uma gentil enfermeira aparece no quarto para me ajudar a “me desplugar” e a me vestir. Fico sentada por quase vinte minutos esperando Joaquim para finalmente irmos embora, quando ele chegou ficou surpreso quando me viu pronta e disse:

– Nossa que rapidez!

– Você que foi o lerdo!

– Vamos?

– Que pergunta idiota!

Ele pega a bolsa com roupas e brinca quando abre a porta:

– Por mim eu posso esperar o quanto quiser!

– Sem gracinha, vamos.

Passo por ele e ao puxei pelo braço:

– Vamos logo!

Passamos pelo corredor e vejo o médico e as enfermeiras que me atenderam, os cumprimento e agradeço. Quando saímos foram para o estacionamento até o carro dele, ele abriu a porta do carro e me disse:

– Não é uma carruagem, mas é até melhor!

– Olha que gracinha, você é um fofo! – falo entrando no carro ele fechou a porta e logo em seguida entrou na parte do motorista.

– Agora você já recebeu alta e não vai me escapar.

– Já vai começar com esse assunto? Eu vou descer do carro!

– Vamos sim conversar e olha que engraçado acabei de travar as portas do carro.

– Seu palhaço eu te mato!

– Bom não terá nenhuma maneira de você fugir, e agora iremos conversar você querendo ou não!

– Já que não tenho outra escolha, pelo menos faça com que essa conversa seja breve!

– Ok! Me diga por que me rejeita?

– Isso não é obvio?

– Só por que eu já namorei a sua amiga?

– Você sabe muito bem que sim!

– Mas isso não tem relação pelo que sentimos pelo outro!

– Antes de vim para cá, ela foi uma das poucas que quis uma amizade comigo. Tínhamos uma ótima relação e podemos ter nos afastado pela distância, mas ainda é uma amiga.

– Eu entendo que pode ser uma situação complicada. Você não se cansa de falar e eu continuo dizendo que isso não tem nada a ver. Eu te amo e nada e ninguém irá mudar isso. Eu não me importo com quem foi minha namorada e você devia fazer o mesmo. Não pense no passado, pense no presente.

– Espera – falo prestando atenção no caminho que Joaquim está fazendo — esse não é o caminho do colégio!

– Eu sei, é que para você não fugir daremos algumas voltas de carro. Você lembra do dia em que ficamos juntos no campo de tulipas? Eu tinha levado você lá porque eu havia dormido pensando em você e sonhei com aquele lugar.

– Mas não precisava. Quando eu te vi no outro lado do refeitório, eu não sei explicar como eu me senti, mas posso dizer que eu já estava conquistada.

– Você confirmou que gosta de mim e ainda consegue achar mil motivos para não ficarmos juntos. É injusto. Será que você não pensa em mim e somente em você e suas amigas? Eu também sofro com essa sua rejeição. Se você pensa tanto nos outros, por que não pensa em mim?

– Você é esperto. Eu não invento mil desculpas, eu apenas falo uma e é a única que nos separa, mas parece que você não entende. Você não compreende, eu adoraria tentar algo, mas eu não quero magoar ninguém no processo.

– Mas e se... – Joaquim continua olhando para frente e permaneceu em silêncio por um tempo somente dirigindo, pensativo – e se fosse escondido somente por um tempo para que pudéssemos fazer a Manuela se acostumar com a ideia de estarmos juntos?

– Você ficou louco?

– Poderíamos namorar escondidos apenas por um tempo enquanto você conversa com a Manuela e tenta fazer a cabeça dela e quando ela esquecer por completo de mim a gente assume o namoro em público, o que acha?

– Pelo coração eu acertaria, mas temos que pensar com a cabeça e ela diz que não. Teria consequências e seria difícil manter. Pensou nisso?

– Na verdade eu já tinha pensando em tudo e não tem nenhum problema. Tudo dará certo pode confiar – depois dessas palavras começo a pensar um pouco. Se fossemos bem cuidadosos e não durasse por muito tempo, não tenho mais desculpa.

– Eu irei correr esse risco. Não acredito que estou fazendo isso, mas irei seguir o meu coração –Durante toda a vida, sempre ouvi da minha mãe e da minha avó principalmente que quando eu tivesse que tomar com uma decisão, deveria perguntar ao coração. Finalmente comecei a escutar – Eu também gosto de você e eu sei que isso é errado, mas pensando bem quando se fala de amor nada é errado.

– Eu Gosto de Você e concordo com tudo que você disse – Joaquim para o carro em um lugar que eu não conheço. Tira o cinto e se volta para mim – você é a melhor garota que conheci na minha vida – Joaquim leva a mão até o meu cinto de segurança e o solta também. Depois me pega pela nuca sem a delicadeza de antes e me beija.

Um beijo de pura paixão.

Nós dois queríamos isso e quando conseguimos, não poderíamos perder nenhum segundo.