Diários de Amores e Intrigas
11 Ainda bem que Manu me perdoo!
Quando chego na porta do colégio respiro fundo e entro de cabeça erguida. Quando me veem todos viam me perguntar como eu estava e como era o hospital, achei essa segunda bem estranha, mas respondi todas as perguntas na maior calma possível.
Depois de um tempo Joaquim entrou no colégio e deu uma piscadinha para mim. Vejo ele colocar um papel atrás de uma lixeira. Entendo que o papel só podia ser para mim, tento responder todas as perguntas o mais rápido possível e quando me livro do interrogatório vou para perto da lixeira.
Derrubo o meu anel de propósito atrás da lixeira. Abaixo com dificuldade por causa da perna e pego o anel junto o papel e o escondo no sutiã.
Depois vou para o quarto e como não tem ninguém, pego o papel e começo a ler:
Princesa,
Esse será o nosso jeito se nos comunicarmos sem ninguém ver, mas sempre avisarei de algum modo quando deixarei os bilhetes em algum lugar. E você também terá que fazer o mesmo quando for me responder e quando quiser falar comigo, já que não podemos ficar com os celulares a todo momento.
E além de explicar como será o nosso meio de comunicação também quero avisar que te esperarei atrás do dormitório masculino, antes de todos acordarem.
Admirador secreto.
Joaquim é um gênio mesmo, só não entendo muito por que ele assinou como admirador secreto e não por ele. Será que ele acha que eu iria mostrar para as minhas amigas ou algo assim? Não, ele não desconfiaria de mim assim ou desconfiaria? Quando eu estava com minhas crises de dúvidas, as minhas colegas de quarto entraram e ficaram surpresa ao me ver, a primeira dizer foi Mirela:
– Que saudades amiga! – fala me abraçando.
– Também senti saudades, mas estou magoada por vocês não irem me visitar – falo fingindo cara de frustação.
– Tentamos, mas só deixaram o Joaquim. Por que só ele pode te visitar? – pergunta Melissa.
– Ele acabou sendo meu responsável no hospital, então ele tinha que ficar grudado em mim. O Joaquim foi uma ótima companhia para mim – Manuela entra no quarto bem no momento que o elogio.
– Que bom que está melhor. Também fico feliz que você e o Joaquim estão se dando tão bem as minhas custas.
– Manuela preciso falar com você a sós. Meninas podem nos dar licença?
– Claro depois voltamos, espero que não aja briga no nosso quarto.
– Pode relaxar, sou bastante ajuizada – elas saem e nos deixam a sós.
– Então o que você queria falar comigo?
– Eu queria saber como está a relação entre a gente.
– Como assim?
– Queria saber se você está brava comigo por conta do que aconteceu entre mim e o Joaquim.
– Você se refere ao beijo que eu flagrei?
– Sim – respondo abaixando a cabeça, envergonhada com a situação. Mas precisamos nos acertar, temos uma amizade e dividimos o quarto.
– No começo queria te matar, mas depois com o acidente que houve com você. Fiquei complicada e refleti bastante, conversei também com as suas amigas e acabei entendendo o seu lado. Ele é tão lindo que ninguém pode resistir.
– Mas não é só isso, meio que eu tenho um sentimento a mais por ele.
– O QUE?
– Eu meio que estou apaixonada.
– Como? Faz dias que se conheceram.
– Eu nunca senti esse sentimento antes. Já estive atraída antes, mas agora é diferente, acho que realmente estou apaixonada. Porém se você não quiser eu tentarei esconder e prometerei não lutar por ele – sinto os meus olhos lacrimejarem.
– Você faria isso por mim?
– Claro, afinal conheço você a muito mais tempo do que conheço ele.
– Olha pelo menos você podia fazer isso até eu esquecer esse sentimento que eu sinto por ele.
– Por mim tudo bem.
– Você é a melhor amiga do mundo – Manuela me abraça muito forte. Eu já estava quase chorando de alivio ao perceber que minha situação irá se resolver bem mais rápido do que eu esperava.
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