Diários de Amores e Intrigas
12 Tivemos nossa discussão!
Desculpe amiga, mas eu estou apaixonada.
A conversa com a Manuela me deixou muito exausta, ainda mais sabendo que amanhã cedo tenho aula. Me perdoe diário mas tive que arrancar a sua última página para escrever um bilhete para o Joaquim, quero dizer a ele que estou muito cansada e que não conseguirei ver ele amanhã cedo. Depois de ter escrito o bilhete o deixei atrás de uma lixeira perto da lanchonete, assim que vi ele passar dei uma piscadinha para ele e olhei para a lanchonete, ainda bem que ele entendeu, pois ele foi direto para lanchonete e eu o fiquei seguindo ele pelo olhar.
– Peguei você no flagra! – Manuela fala entre risos atrás de mim.
– Eu não estava fazendo nada demais!
– Eu sei o quanto é difícil esconder esse sentimento tão forte – depois de dizer fez uma cara triste.
– Acho que vou para o quarto. Preciso de um sono digno, você não imagina como é horrível a cama de hospital!
– Não quero nem imaginar. Eu te acompanho, você ainda não está andando cem por cento bem.
– Sua engraçadinha. Eu estou sim andando bem, só estou mancando um pouquinho, mas não é nada demais!
– Você está pior que aquelas pessoas que andam de perna de pau pela primeira vez – disse entre risos
– Para de frescura, vamos logo! – disse puxando-a, e ela começou a me ajudar a andar.
Quando chegamos ao quarto ela foi tomar banho. Já eu optei por dormir. Aquela cama de hospital era mesmo péssimo. Eu poderia ter isso para outro hospital, mas o Joaquim se encarregou dos gastos e eu não queria que ele gastasse mais pelo meu conforto. A propósito, ainda tenho que corrigir esta situação.
∞∞∞
Fui acordada bruscamente pelo sol que entrava pela janela, vi que as meninas riam ao ver essa cena:
– Que luz forte é essa?
– É o Deus Sol. Tentamos te acordar de todas as maneiras, mas como você não acordava nos restou apenas duas opções: deixar o Deus sol te acordar e se não funcionasse jogar água fria!
– Eu prefiro essa. Se vocês jogassem água em mim eu seria capaz de matar vocês! – falo me levantando e indo a caminho do banheiro – vou tomar um banho e me arrumar, depois eu vejo vocês!
– Estamos a caminho da lanchonete!
Quando entro no banho começo a pensar sobre o Joaquim e depois de pensar bastante percebo que não daríamos certo. Seja lá o que temos foi muito rápido e não quero acabar com a minha amizade com a Manuela que parece estável, mas irá desmoronar quando souber de um relacionamento secreto. Ou seja, não podemos ficar juntos.
Visto o meu uniforme:
° Blusa de botão e manga até o cotovelo cor de palha que tem uns detalhes bem pequeninos de um tom mais escuro que mal dá para perceber;
° Uma saia de xadrez marrom e preta;
° E um salto alto preto;
Arrumo meu cabelo deixando ele solto. Costumo colocar alguns acessórios nele, mas hoje decido deixá-lo livre, também coloco um anel que ganhei da minha mãe ano passado de aniversário e algumas pulseiras de ouro branco com umas pedrinhas valiosas e como eu estava querendo arrasar no meu primeiro dia de aula oficial coloco uma correntinha branca do mesmo material da pulseira. Depois de pronta me olhei no espelho e fiquei satisfeita e falo para mim:
– Alice, você está magnifica e conseguirá atingir todos os seus objetivos!
Depois fui para a lanchonete comer alguma coisa e encontro a pessoa que eu menos queria ver. Não tinha certeza do que eu quero fazer, mas eu sei que eu não quero falar com ele. Mas antes de eu fazer qualquer coisa, ele foi mais rápido e fala:
– Por que não foi me ver?
– Eu disse no bilhete que estava muito cansada. Ainda bem que desmarquei a tempo, pois acordei muito tarde!
– É isso ou você já está querendo desistir?
– Eu não sei o que eu quero. Ontem eu falei com a Manu e acabei prometendo a ela que não lutaria por você até ela te esquecer!
– Mas quando isso vai acontecer? – falo elevando o tão de voz, parecendo estar bastante magoado.
– Não é fácil esquecer um sentimento ainda mais encontrando com a pessoa todos os dias pelos corredores deste maldito colégio – também elevo a voz.
– Eu sei, mas também não é fácil para mim sabendo que sentimos a mesma coisa pelo outro! – percebo que algumas pessoas estão olhando para cena — Você nunca vai entender, esquece de todas as pessoas e pense somente no que você quer!
– Você vive me dizendo isso, mas eu já digo o contrário para de pensar no que você quer e pense nos sentimentos dos outros – eu já estava quase explodindo de raiva, quando a minha perna começou a doer – você está me irritando tanto que até minha perna voltou a doer!
– Você está bem? Quer que eu te leve para o hospital? – disse ele agora com uma voz calma e serena.
– Eu não preciso de sua compreensão. Estou bem é só uma dorzinha de nada – o sinal tocou bem na hora – agora vamos está na hora de começar a aula.
– Tabom, mas se você precisar saiba que eu sempre estou ao seu lado!
Minhas amigas logo vieram até mim e vendo como eu estava tão zangada resolveram não falar nada e só me ajudaram a chegar até a sala de aula. A professora já estava lá e me perguntou como eu estava, me limito a responder que estava melhor, pois eu sei que qualquer outra resposta eu seria enviada direto para a enfermaria e eu já havia perdido várias aulas. A aula foi calma, mas teve vários burburinhos sobre o que tinha acontecido comigo e o Joaquim na lanchonete.
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