Dia 15/11/1990 — Apartamento Guariri, 412, Andar 9, São Paulo.

Casei com minha princesa.

Não foi uma cerimônia chique, simplesmente depois de muito "trabalho", consegui uma aliança.

Ela usava um vestido rosado, com babados brancos e transparentes nas mangas, parecia que tinha saído de um conto de fadas... Os lábios vermelhos e sexy, carnudos como um botão de rosa. Os cabelos negros pareciam o reflexo da minha mente obscura, aqueles fios sabiam da minha vida sofrida e infeliz. Só ela revertia isso em alegria. Ainda mais naquele dia.

Entramos no apartamento, era simples porém confortável, um colega que trabalhava em uma revendedora conseguiu para mim durante uns meses até que tivéssemos toda a estrutura para possuir uma casa decente. Deixei ela ir na frente, o corpo de deusa me atentava, a pele macia...branca...as pernas grossas, deliciosas curvas... Tudo aquilo, oficialmente meu. Passou as mãos sobre a franja escura e sentou-se no sofá, com um sorriso apaixonante e delicado na face.

"Venha, amor..." — deu umas palmadinhas no assento ao seu lado.

Eu balancei a cabeça e fui calmamente até o lado dela, quando finalmente me sentei, olhei para seu rosto. De repente, esqueci de mim. Era hipnotizante.

"Eu estou tão feliz! Tão feliz de ter você, Raphael!" — fechava os olhos docemente enquanto falava. — "Você me protege, você me acalma...você me faz bem."

Peguei na mão esquerda dela... Tão macia. -"Ângela, você sabe que te amo muito, faço qualquer coisa para ver esse seu sorriso."

Ela lançou outro deles, e colocou a mão sobre o canto do meu rosto.-"Rapha..."

Ás vezes eu não costumo acreditar que eu ainda tenha um lado bom, um lado que não assuste todos á minha volta. Sempre me achei um monstro terrível, pronto para atacar a próxima vítima...Mas, ela...Ela! Um anjo caído que possui os pecados da luxúria, da extravagância que toda a mulher tem. Ela sugava toda a insanidade minha apenas de olhar para mim. Era uma Medusa, me petrificava, e logo depois devorava meus anseios.

Me beijou.

Sua língua explorava cada canto da minha boca, parecia chegar na minha garganta, me alisava com suas mãos macias. Meu corpo começou a ferver, primeiro bateu sobre a ponta dos meus dedos dos pés, e chegou na raiz dos meus cabelos vermelhos. Agarrei sua cintura e aprofundei mais o beijo, ela gemeu e ofegou, de repente me veio uma excitação incontrolável. Ângela percebeu, então virou os olhos para o lado direito, sinalizando a porta do quarto.

Levantei e a peguei no colo, levei até a porta do quarto e abri devagar, fechei e a coloquei lentamente sobre o colchão. Seu rosto corou e seus olhos brilharam para mim, percebi que ela tremia.

"O que foi, querida?" — perguntei.

"É que..." — Ela olhou para qualquer outro canto do quarto, menos para mim.- "...Eu agradeço por você me salvar daquilo..."

"Ah, sim... Mas por que disse isso agora...?"

Ela começou a levantar o vestido, a barriga macia e os seios cobertos pelo o sutiã branco se revelaram. Eu pisquei.

"Por que até agora minha virgindade se manteve sua."-Ela olhou para mim docemente enquanto ficava vermelha, acredito que ela estava realmente nervosa diante daquilo.

"Ângela...Eu também na época da escola, não quis ficar com nenhuma menina, por que eu queria ter minha primeira vez com você...E...agora..." — Minha mente deu um leve estalo ao lembrar do colegial, mas resolvi ignorar.

Ela me encarou enquanto eu gelava parado em pé diante da cama.

"Rapha...?"

Voltei ao normal.

"S-sim?"

"Venha aqui..."

Me ajoelhei na cama diante dela, ela engatinhou e colocou as mãos sobre meu peito, e foi levantando minha camisa lentamente. Ângela arranhou sensualmente minhas costas, tremi.

"Você gosta disso?"

Dei um sorriso para ela e a beijei de novo, seus seios roçavam sobre meu peito. Á esse ponto estava ficando apertado nas partes baixas. Ela lambeu do meu pescoço, foi até a barriga e desabotoou minhas calças. Me sentei para que ela pudesse tirar por completo. Pronto disso, ela encarou o volume em minha cueca e olhou maliciosamente para mim.

Ah, eu não pensava que um dia estaria em um momento tão excitante com a Ângela, era apenas uma garota na qual tinha uma paixão secreta...Como chegamos tão rápido aqui?

Quando parei de pensar nisso e olhei para baixo, já avistei ela de quatro, beijando meu membro. Fechei os olhos e mordi o lábio, escutei risadinhas dela. Desabei na cama, ela se assustou porém quando viu minha cara de excitação, enfiou a boca á dentro. Ofeguei forte. Ângela ficou alguns minutos trabalhando ali, enquanto eu apertava o lençol e me controlando para não soltar nada antes da hora.

Parou e se ajoelhou, deu tapinhas em minhas coxas. Me levantei e fui indo em cima dela.

"Uh... Rapha..." — Disse ela, trêmula.

"Fale, minha deusa." — Acariciei o rosto angelical dela.

"Faça com calma, por favor..."

"Tudo bem..." — Beijei sua testa e a deitei lentamente por completo sobre a cama.

Passei a mão sobre seu sutiã e o tirei devagar, olhando para o rostinho corado e ofegante. Logo eles estavam totalmente amostra, macios... macios... Desci devagar para sua calcinha e a tirei com os dentes, ela riu e colocou a mão sobre meus cabelos, me arrepiei.

"Você está..." — Olhei para a parte baixa dela, totalmente encharcada.

"Oh, Rapha..." — Ela levantou a cabeça, respirando forte.

Fiquei vermelho, porém fui devagar com a boca e passei a língua por cima, ela gemeu alto.

"R-ra...rapha..."- Seu corpo de anjo estremeceu, e suas pernas relaxaram, se abrindo mais.- "Aah..."

Continuei fazendo o serviço, ela segurava minha cabeça com a mão direita e se acariciava com a mão esquerda. Seus gemidos eram constantes. Levantei e então olhei para ela, estava muito excitada, e eu também, já achei que estava na hora. Fui me aproximando mais devagar.

"Posso, Ângela...?" — Relei meu membro em sua parte íntima.

"P-pode..." — Ela pegou em minhas coxas devagar.

Fui penetrando lentamente, senti algo quente e molhado envolvendo meu membro, rangi os dentes e gemi, logo vi sangue escorrendo dali. Rapidamente olhei para ela, preocupado se estava doendo.

"Estou te machucando, querida?"

Ela fechava os olhos e erguia a cabeça para o alto, depois olhou para mim com a cara mais doce que eu nunca vi antes.

"N-não, Raphael... Faça o que quiser, você me salvou...Você é meu herói. Sou sua."

Sorri para ela, e de repente uma lágrima escorreu sobre meu rosto, ela limpou com a ponta dos dedos e sorriu. Afundei lentamente meu membro dentro dela, Ângela gritou, excitada.

No começo não sabia como devia ir fazendo aquilo, mas logo já estava a enchendo de prazer. Estava tremendamente feliz, de ter aquele momento com ela, de ter ela ao meu lado só para mim. Agora ela não era apenas uma paixão de colegial. Agora era minha mulher, amante. E via isso em sua face, gritante, ofegante, toda sensual.

Depois de um longo tempo, cheguei ao ápice e meu primeiro orgasmo com uma mulher havia chegado, dentro dela. Ela gemeu alto enquanto eu tremia de prazer. Tirei meu membro e vi aquele material branco escorrer dela, olhei apaixonado para seu corpo e seu rosto, ver a pele suada e avermelhada, era uma cena que não iria esquecer. A abracei e beijei até finalmente pegar no sono, dormimos o resto da noite.