Notas iniciais
Yo Minna! muitas, muitas desculpas por ficar tanto tempo sem postar! Mas é que meu PC tinha estragado, mas agora compramos um novo aqui pra minha casa. Esse capítulo é especial... é a Alice narrando! Tomara que gostem, já que esse aqui tem 2116 palavras! aproveitem!

Faz mais de uma semana que Tom sumiu... eu não tinha me dado conta de quanto um espírito felino e astuto fazia falta! Me sinto culpada pelo sumiço dele mas... Como pode ele sumir assim, do nada? É estranho Tom ter desaparecido! Ele sempre foi muito apegado a mim... pelo menos eu acho, não dá pra saber, ele é um felino.

O mais estranho foi aquele bilhete do tal de Phill... hoje lá pelas seis da tarde, eu fui pegar as correspondências e estava lá:

Prezada Alice,

gostaria de avisar que daqui 7 minutos, eu vou chegar aí com ELE,

Phill A.

E, exatamente 7 minutos depois, ele chegou! Mas estava sozinho... cadê o tal de '' ELE''?

– Você deve ser Alice, certo? — perguntou.

– Quem é VOCÊ? — retruco, na lata.

– Eu é que faço as perguntas por aqui.

– Na verdade, sou EU que faço as perguntas. A casa é minha, eu faço o que eu quiser — turn down for what!

– Bom, de qualquer forma, mesmo não me conhecendo, você conhece uma pessoa, ou melhor, um gato. Eu estou com um carinha conhecido por você, bem ali fora. Estou, é claro, falando do Tom.

– Você o encontrou? Encontrou meu gato?

– Sou homem, por isso não o acho ''gato'', mas se você quiser ver ele, Pode ir, mas quero avisar que ele mudou, digamos, drasticamente, desde a última vez que você o viu.

– Como drasticamente? O que você fez com meu gatinho? — me levanto e corro até a porta, abrindo-a com certa violência, e quase quebro o nariz de um cara ruivo e mais alto do que eu... espere, seus olhos são verdes?... se não fosse impossível, diria que se parece com o Tom

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– Hey, Alice! Posso entrar? Tá frio aqui fora! — diz ele, passando por mim entrando em casa, logo em seguida caminhando até a cozinha, como se soubesse onde ficasse... começo a considerar a hipótese, mas é louco demais pra ser verdade.

– Ah, que fome... OPA! O que temos aqui! parece ser... SARDINHA ENLATADA! Você as comprou pra mim? Muito obrigada! — fala ele, enquanto devora tudo, logo depois de abrir a latinha com... espera, COMO ele sabia que o abridor estava na segunda gaveta?

– Ei! Você não pode ir entrando assim na casa dos outros!

– Claro que posso, eu já morei aqui!

– Já morou...- é aí, meus amigos, que eu sou atingida pela verdade: aquele cara é o Tom. O mesmo que eu encontrei em uma caixa, que ama peixes. O mesmo gato, ou melhor, cara, que eu comprei para quando ele voltasse... tudo isso me dá tont...

***X***

– Acho que ela acordou! — ouço uma voz estranhamente familiar... abro os olhos e encaro um par de olhos verdes. Se eu não estivesse deitada, cairia de susto.

– Aaah que sonho lou... Espera aí! Você — aponto pro ruivo — estava lá! Também tinha um tal de Phill... Cadê ele? Se você existe, ele também deveria existir, não? — ele apenas ri, um risso parecido com o miado de um gato... então não era sonho? Tom realmente... virou humano?

– Ah, assim que aquele maníaco viu que você estava inconsciente, deu no pé. Acho que ele não tem interesse em ser preso, sabe?

– Isso tudo é muito estranho... Me explica?

– Bem, vou resumir: eu fui transformado em humano por meio de um colar que o Phill inventou. Esse colar, se eu tentar tirar, me dá choques. Ele, o colar, que está me mantendo nessa forma. Aparentemente, é um experimento do Phill, que quer alterar a genética das pessoas para elas trabalharem a seu favor. Se ele pode transformar um gato em um humano, porque não conseguiria fazer o reverso?

– Está me dizendo que AQUELE cara quer transformar as pessoas em animais? — pergunto.

– Exato! Ele pode muito bem controlar, por exemplo, um monte de pessoas transformadas em outros felinos mais fortes, como leões ou tigres, e destruir algo. Por isso ele queria usar um DNA felino. Pra ter uma ideia de como funcionaria, compreende?

– Sim, por mais confuso que seja, eu entendi.

– Olha, mudando de assunto, eu não tenho lugar pra ficar... Posso voltar a morar aqui?

– Ok... mas vou ter que arrumar uma cama improvisada pra você lá em cima, na biblioteca, pode ser?

– Tudo bem! Eu te ajudo com o colchão — diz ele, se levantando e indo em direção ao quarto. As vezes eu esqueço que ele já morava aqui e sabe onde fica tudo.

– Não quer ajuda, Tom? — pergunto, ao ver que ele está levando o colchão lá pra cima sozinho.

– Não, tudo bem. Por mais que eu não goste do Phill, ele me deu umas coisas que eu acho que se chamam ''músculos '', e eu consigo carregar sem o menor esforço — diz ele, sorrindo com um filhote de felino que conseguiu pegar um peixe.

Enquanto ele leva o colchão lá pra cima eu pegos as roupas de cama, e levo tudo até a biblioteca. Arrumamos tudo e Tom se deita.

– Boa noite Ali. — diz ele. – Boa noite, Tom. — ele se vira em baixo da coberta e dorme.

Apago a luz e saio, indo em direção ao meu quarto. Ascendo as luzes, e olho o relógio: já são 9 horas! Meu Deus, mas agora mesmo eram 7 horas da noite! Bem, eu vou dormir. Esse tempo todo deve ter se passado enquanto eu estava desacordada... nem pensei em perguntar quanto tempo fiquei inconsciente... Bom, não importa. Tenho que escovar o dentes e depois ir dormir...

***X no outro dia X***

– Toc... Toc...

– Hm... — me reviro na cama. Quem quer me acordar uma hora dessas? Me viro pro relógio na cabeceir... Eita! Já são 10 horas da manhã!

– Acorda logo, Ali, eu estou com fome! — reclama Tom... ah. Tinha me esquecido.

– Bom dia enjoado. Espera aí fora que eu já vou... Vai demorar uns 15 minutos.

– Tá bom... Mas só 15, né?! — ah, meu Deus, eu acabei de acordar, não faz pergunta difícil!

– Tá, tá. Vai caçar algum programa na TV, vai. Você sabe mexer nela? — enquanto falo vou pegando minhas coisas pra tomar banho: uma camiseta dos minions, um shorts jeans, roupas de baixo... CADÊ A MISERÁVEL DA TOALHA?! Ah, tá na minha mão.

– Sim, eu sei mexer... AH, FAÇA ME O FAVOR!

– Que foi, Tom?

– É AQUELE programa de novo! O com o tio dos gatos... ELE acha que pode nos adestrar feito os babões dos cães...

– ACHEI QUE VOCÊ GOSTASSE DESSE PROGRAMA! — grito pra ele me ouvir, já que acabei de entrar no banheiro. Esse tipo de conversa sempre faz minha cabeça doer...

– EU GOSTAR? FICOU LOUCA?

– EI, TOM.

– QUE FOI?

– CONVERSAMOS DEPOIS, PODE SER?

– TÁ. Volto a tomar banho, depois de 15 minutos eu saio, já vestida. Abro a porta do quarto e vou até a sala, dando um susto no distraído do Tom. Ele tenta disfarçar dizendo:

– E ela está viva senhoras e senhores!

– Cala a boca, Tom — falo, rindo, enquanto ele me mostra a língua — HA! Quem mostra língua é cobra!

– Ssssim, eu esssstou com fome — diz ele, tentando imitar o som das cobras.

– Que tal sushi? Comprei ontem lá na Pongo's.

– EBAAAA! COMIDA! – Siga me pupilo, e lhe mostrarei um local divino... A GELADEIRA!

– VAI GELADEIRA! — diz ele, como uma criança torcendo pelo seu time. Andamos até a cozinha e eu abro a geladeira. Tom espia lá dentro como se estivesse vendo mil barras de ouro puro. Em seguida, eu tiro a bandeja com os sushis e vamos até a sala, onde nos sentamos a mesa e devoramos todos os pobres sushis.

– Ei, sabe o que seu cabelo sempre me lembra? — pergunta Tom, ao fim da refeição.

– O que?

– Água, que me lembra peixes, que me lembra comida.

– Só você mesmo Tom — falo, rindo um pouco. Enquanto ele brinca com a linha de crochê que eu abandonei a muito tempo (ainda é uma bolinha de pelos por dentro), aquela observação do Tom me deu uma ideia... uma ideia que envolve muita água e brinquedos...

– HEY! Tive uma ideia!

– O que?

– Mas você vai ter que aceitar ela sem saber o que te aguarda... ou vai ter que recusar e ficar se perguntando '' E se...'' pro resto da vida! — retirei essa provocação do primeiro livro de Nárnia... e as pessoas ainda acham que Lúcia foi a primeira criança a pisar em Nárnia, bobinhos, coitados.

– Desafio Aceito — diz ele, fazendo cara de '' chalengge acepted'' — O que me aguarda?

– Um.... tananana... PARQUE AQUÁTICO!

– E isso seria.....?

– Um parque... com vários brinquedos... todos com uma única coisa em comum....

– O que? O que?

– ÁGUA! — falo, imitando logo depois uma risada maligna.

– AAAAAAH! NÃO QUERO! SAI FORA! NÃÃÃO!

– Você aceitou o desafio! Agora não tem volta!

– M-Mas eu nem sei nadar! – Mas que vai entrar na água, ah, isso vai!

– Cada coisa que eu me meto, viu? — resmunga ele.

– Tô nem aí, você vai e pronto! Anda, vai no banheiro de visitas tomar banho! tem bastante espaço pra se trocar lá dentro, já leva uma roupa de banho... você não tem né?

– Não sei. o Phill deixou uma mala, vou ver — diz ele andando até o sofá e pegando uma mala do chão que eu não tinha percebido. Começa a vasculhar até que fala:

– Bingo! — e se vira pra mim com uma bermuda azul e um regata verde

– Esses devem servir, né?

– Servem sim! Vou ligar pra minha amiga, a Gabi, pra ela ir com a gente, tá? A que também tem um gato, o Thompson, se lembra?

– Não, não me lembro. Mas tudo bem — diz ele se virando com um embolado de roupas nas mãos e indo em direção ao banheiro. Disco o número da Gabi no celular e ligo pra ela.

– Oi? — diz ela, com voz de sono

– Hey! Queria saber se você gostaria de ir comigo no parque aquático.

– Você e quem mais? — diz ela, um tanto animada.

– Eu, você e o Tom.

– Tom o seu gato? Ou já arranjou um namorado e nem me avisou? — diz ela... não posso falar que Tom foi transformado em humano... Mas ele também não é meu namorado...

– É meu amigo da faculdade, Gabi.

– Nem vem! Já adicionei vocês na minha lista de shipps!

– E quem deixou?

– Você é muito chata!

– Blrr — faz ela, sinal que mostrou a língua.

– A vai pra ponte que caiu!

– Só você, Ali, pra usar esse xingamento. Bom, você me convidou, e eu aceito sim. Daqui a pouco chego aí!

– Ok. Tchau!

– Tchau.

Desligo o celular e encaro a parede, logo depois ouço um baque agudo, seguido de um grito:

– EITA! AI MEU PÉ! MEU PÉ!

– Tom? Você está bem?

– Nada, é que o sabonete caiu no meu pé.

– Ah. Que susto criatura!

Sento no sofá e espero Tom sair. Que demora! Abro minha lista de músicas e começo a ouvir Paradise, da ColdPlay... sempre gostei dessa música, eu acho bonita...

– Que música você está ouvindo?

– Aaaaah! NÃO ME ASSUSTA CARAMBA!

– Desculpa, mas, que música você está ouvindo?

– Paradise, da ColdPlay.

– Nunca ouvi falar.

DIM DOM

– Ah, deve ser a Gabi!

– Quem?

– A que eu convidei ela pra vir com a gente.

– Ah. Ok.

Gabi entra com uma mochila nas costas.

– Cheguei!

– Nós vimos — diz Tom, sarcasticamente.

– Ah, você deve ser o Tom — diz ela, se virando logo em seguida pra mim, e cochicha: – Você tem bom gosto.

– NÓS NÃO SOMOS UM CASAL! — grito.

– Espera, que? — Pergunta Tom, com cara de confuso.

– Ah, não é nada de mais, é que eu shippo vocês dois, só isso. — explica ela.

– O que isso significa? — pergunta Tom, se virando pra mim

– Significa — explico — que ELA quer que A GENTE se torne um casal.

– É O QUE? FICOU LOUCA? — reclama Tom — nós não somos um casal!

– São sim!

– NÃO SOMOS! — falamos Tom e eu em uníssono.

– OWNT! Até falam ao mesmo tempo!

– Quer saber? Isso não vai dar em nada. Todo mundo pro carro. Vamos logo no parque aquático. Tom vai até sua mala e pega uma muda de roupa. Eu pego duas toalhas, uma troca de roupa e um maiô, além de protetor solar e dinheiro.

Entramos todos no carro, eu dirigindo, Tom no banco ao meu lado e Gabi atrás. Vai ser uma viagem longa, principalmente com Gabi, que está com a cabeça enfiada entre os dois bancos da frente e cantarolando sobre como eu e Tom deveríamos ser um casal. Irrita, e muito. Mas eu aguento... afinal, são apenas 40 MINUTOS DESSA CHATICE! Ok, parei com o surto.

Notas finais
primeira coisa: ignorem os créditos da imagem. eu achei ela no google, e não me responsabilizo por esse nome aí :v só que ele era o mais parecido possível com o Tom da minha mente, ah, e imaginem que ele tem olhos verdes, já que na imagem os olhos são castanhos. ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ e aí? gostaram da Alice narrando? comentem! vocês não tem idéia de como é gratificante ler os comentários!