Diário de um Felino

10 Parque... Aquático


Notas iniciais
gente, eu consegui escrever o capítulo durante a semana! ~aeeeeee~ então, toda sexta, capítulo novo! fiquem ligados! aproveitem o dia do Tom na...água.

Com a Gabi do meu lado cantando sobre ''Tomice'' ( ou seja, ela já deu até NOME pro shipp dela), fica difícil me concentrar, mas eu agradeço a ela por NÃO DEIXAR eu me concentrar, já que, se isso acontecer, vou me dar conta que estou andando em direção a morte, ou seja, ao temido parque aquático... blr! Só de pensar eu tremo, aquele lugar horrível! Como as pessoas gostam de ir naquele lugar pra se DIVERTIR? Mais legal caçar insetos, ou dormir em calhas fresquinhas no calor. Os humanos não tem NENHUM senso de diversão.

'' Tom e Alice estão passeando, logo vão estar se beijando'' cantarola, mais uma vez, Gabi. Observo Alice, que está quase explodindo de raiva: cara vermelha, sobrancelhas arqueadas ameaçadoramente. Não dou nem 2 minutos pra ela perder o controle, encostar o carro e meter a mão na cara da Gabi. Mas não, ela simplesmente começa a contar, de 0 a 10, inspirando e expirando. Aos poucos, sua pele volta ao normal e a expressão facial relaxa. É realmente incrível, ela conseguiu controlar sua própia raiva. Calmamente, Alice se vira pra Gabi, e fala:

Olha, nó realmente não somos um casal. Você pode parar?

– NUNCA! — retruca Gabi. Mas, ao olhar melhor pro rosto da Alice, sentou direito no banco de trás, o olhar dela... parecia uma assassina prestes a atacar sua vítima. Até EU fiquei com medo... mas, em poucos segundos, seu olhar voltou ao normal e ela continuou a dirigir.

– Faltam apenas 28 minutos pra chegar. Tom, se prepara!

– Nããããão! Eu não quero ir — falo, me empurrando contra o encosto do banco — lá é um lugar ruim, maléfico! Eu não quero!

– Quer sim! Quem mandou aceitar o desafio sem nem pensar direito?

– Mas eu não tenho culpa se a curiosidade falou mais alto!

– Tem sim! Conhece aquele ditado? A curiosidade matou o gato? Então, se ferrou!

– Como assim? O que esse ditado tem a ver com ele? E porque você tem medo da água?

Graças a Deus, Alice fala e pensa mais rápido:

–A parte do ditado, é só uma brincadeira, mas ele leva muito a sério o lance da curiosidade. A parte do medo, bem, os pais dele morreram afogados, por isso ele meio que odeia a água, entendeu?

–Nossa! Seus pais morreram? Coitados! E você se aproveitou do medo dele pra propor que ele entrasse na água? Que feio Alice! — fala Gabi, se virando pra Alice — Os pais do Tom morreram! E você? Fez o que? Zombou do coitado! — grita Gabi, indignada.

Tudo bem, meus pais morreram, mas eu nem sabia que eles existiam, eu nasci e minha mãe morreu. Meu pai tinha sido atropelado. Mas, qual é, nós erámos gatos, não humanos, não dá pra sentir falta de alguém que não se conheceu. Mas... Alice conhecia a mãe dela, e seu pai morreu quando ela ainda tinha 16 anos... quando ela me achou, me falou, mesmo sabendo, ou melhor, achando, que eu não ia entender. Minha linha de pensamento se corta ao ouvir Alice gritar, com muita raiva:

– MEUS PAIS TAMBÉM MORRERAM! EU FIQUEI ENCOLHIDA? NÃO! FIQUEI DEPRESSIVA? NÃO! MAS DE NOITE, EU CHOREI PELA MORTE DELES. E DAÍ?! SEUS PAIS ESTÃO VIVOS, GABI! PARE DE RECLAMAR DA MORTE DOS PAIS DOS OUTROS. TOM NEM LIGA! — Sinto que é minha deixa, e falo:

– Eu não me importo, tudo bem -falo, tentando acalmar os ânimos.

Gabi se sentou e pediu desculpas. Alice simplesmente bufou e se virou pra frente. Sempre foi difícil pra ela não gritar quando reclamavam que o pai era muito chato. As vezes, eu tinha certeza que, quando falavam sobre isso, ela tinha vontade de dizer '' E daí que ele é chato? Pelo menos está vivo!'' ela também ficava triste quando a escola dava cartões pro dia dos pais. Ela sempre chegava correndo e mostrava pra mãe, que parava tudo, e levava ela até o cemitério, onde deixava o cartãozinho junto com uma rosa. Ela me levava junto. Acho que tenho que avisar a ela que eu via o espírito do pai dela, sentado na lápide, com um sorriso no rosto.

Chegamos no parque. Engulo em seco. Estacionamos e andamos até a entrada. Eu fico esperando enquanto Alice e Gabi vão até a bilheteria pra comprar as entradas e deixarem nossas bolsas no guarda-volumes. As duas voltaram ao normal, é como se nada tivesse acontecido. Estranho.

Entramos e eu vejo um monte de crianças correndo de um brinquedo pro outro, na maior alegria. Estremeço só de pensar em entrar na água, mas eles estão todos muito felizes. Alice ri da minha cara de espanto e me entrega a roupa. Vou até o vestiário e me troco, logo em seguida indo até um carrinho que vende, como é o nome? Ah, sim, sorvete.

– Também quero um! — falo, apontando pro sorvete de Alice, ele é verde.

– Este é de menta — fala ela, e se vira pro vendedor pra pedir mais um. Até aí tudo bem, mas Gabi corta com mais um comentário sobre nós:

– Ownt! Até dividem o mesmo sabor de sorvete — mas se cala, ao ver minha ''facepalm'' e o olhar assassino de Alice. Tomamos nossos sorvetes mais rápido do que eu gostaria: agora é hora dos...daqueles...brinquedos na ÁGU... — sou cortado por um ato muito, muito maléfico de Alice: ela me empurrou com tudo na piscina. Ai caramba eu vou me molhar! SOCORRO! SOCORRO!

– Alice sua humana gorda! Suja! Sem... sem dente! Me empurrou por que sua 妓女!

– Ei! Não me xinga em outra língua sua criatura! Te empurrei porque você NUNCA ia entrar sozinho na água! Viu, não é tão ruim assim! — diz ela, me vendo ir de um lado pro outro na água... detesto admitir quando estou errado, mas, lá vai:

– Tem... você tem razão... é quentinha! E parece que você está voando! Mas está dentro da... da água- falo, jogando um pouco de água nas duas, que logo em seguida pularam com tudo, juntas, fazendo com que a água espirre bem na minha cara.

– Fala sério! — reclamo, e as duas começam a rir da minha cara emburrada. Alice está me ensinando a mergulhar. Nunca fiz isso na minha vida... mas ela disse que é como flutuar(ignoremos o fato de eu ter me enganado quanto a flutuar: eu realmente pensei que ela tinha falado flatular). Nós três rimos bastante, e o filho de alguém se assustou, mas tudo bem. Eu perdi meu medo e raiva de água, e aprendi a mergulhar. Na verdade é bem fácil, é só prender a respiração e se enfiar em baixo da água. Mergulhar... melhor coisa já inventada. E daí se eu já fui um gato? Talvez... talvez ser humano pra sempre seja melhor... mas eu ainda não estou pronto pra abandonar minha vida sobre quatro patas... mas... e a vida sobre dois pés? Será que, no final... eu vou abandona-la?

Notas finais
E aí? gostaram? se você é algum amigo meu que está com preguiça de criar uma conta e comentar, me manda sua opinião pelo chat ;) comentem aí galera!