Correndo entre árvores gigantes e saltando por cima de suas raízes, Elipse e eu aceleramos nosso ritmo para chegar na Mother 3.

Se a Mother disparou o trompete de guerra significa que ela não caiu. Pelo menos não no sentido que foi escrito naquele código. Na melhor das hipóteses aquilo foi um erro de interpretação do emissor. Ainda existe esperança.

Apesar de ser mais baixa que eu, Elipse consegue manter o ritmo me acompanhado. E a cada quinhentos metros corridos eu paro e uso uma luneta térmica para sondar a área.

Eu paro mais uma vez para fazer a sonda. A luneta que uso tem zoom de até oito vezes, e visão térmica. E não muito longe da nossa posição avisto dois pontos vermelhos.

— Elipse dê uma olhada nisso — ela ainda estava chegando na minha posição então meio ofegante ela pega a luneta e observa as assinaturas de calor.

— Seja o que for está imóvel. O senhor pretende fazer uma averiguação? — questiona me entregando o equipamento.

— Sim, use seu arco elétrico e me dê cobertura contra qualquer coisa que se mecha.

Com a ordem dada, Elipse pega seu arco e o arma. Nele se forma uma pequena linha de energia e ao estica-lo uma flecha se forma.

Com passos leves caminho até o ponto que está as assinaturas de calor. Lá estão duas esferas com quase um metro de diâmetro. Elas são enegrecidas, porém o topo está incandescente. Ela possui escamas negras e a textura parece bastante com os monstros que encontramos.

Com minha caixa preta, tiro uma foto e mando para a nossa central. Isso não pode ter sido criado pelos monstros que atacaram a nossa nave. As criaturas que a Elipse batizou de “gárgulas”, são seres bípedes com seis membros, um par de pernas, um de braços e um de asas. Suas peles são escamosas e eles não possuem dentes, ao invés disso pressas que nascem diretamente dos ossos de seus crânios, assim como suas garras.

O sangue deles é rico em carbono e amônia, o mais impressionante está em suas asas. Alguns deles possuíam estruturas semelhantes a foguetes. E isso tudo ainda de forma biológica.

Fotógrafo as esferas elas começam a esquentar ainda mais e a tremer. Dou um passo para trás, ativo meu escudo e saco minha espada e então as duas esferas explodem.

Elas liberam um pulso vermelho quente que bate em meu escudo e me joga alguns passos para trás.

E então a terra começa a reverberar com leves tremidas e entre as árvores um dos monstros se aproxima. Assim como os monstros que nos atacaram ela possui seu aspecto reptiliano porém ele não possui asas e é bem maior. Enquanto as gárgulas tem o tamanho de um homem o monstro que se aproxima possui o comprimento e tamanho de um LAV.

E em suas costas estão dezenas das esferas que explodem.

Ao me ver ele solta um rígido e começa a galopar em minha direção. Ergo meu escudo e fico com o dedo no gatilho da espada. E então quando ele está a menos de vinte metros de mim, uma flecha de energia atinge a cabeça dele.

A carga de energia lhe causa uma paralisia e ele se contorce de dor. Isso me dá uma oportunidade. Com um saque rápido, atiro com meu revólver em uma das estruturas ovais.

Diferente do que eu esperava ela não explodiu. A Elipse efetua um segundo disparo para manter a criatura atordoada. Atiro meu gancho eletromagnético na criatura e me puxo em direção a ela. No ar puxo o gatilho da minha espada e ela se encobre de uma carga de energia.

Usando da inércia do meu movimento eu ataco aa cabeça do monstro e corro a espada por toda lateral dele até as pernas.

O monstro não morre, mas urra em dor e começa a se debater. Ele chacoalha e atira as estruturas ovais para todos os lados e elas elevam suas temperaturas.

— Droga! — grito enquanto atiro meu gancho em uma árvore para fugir da explosão.

Mas não dá tempo, as esferas explodem e sou atingido pelas ondas vermelhas.

Notas finais
O desafio dessa semana é introduzir uma criatura unica daquele mundo e que os personagens não saibam exatamente o que é.