Diário de Rosalya

16 Parque de borboletas


Expulsos do parque. Fomos expulsos por estarmos, de acordo com o segurança, "brincando na fonte".

Tivemos que explicar tudo para ele, claro, mas a justificativa não adiantou muito porque não acreditou no que dissemos.

Agora carregávamos uma pelúcia ensopada, enquanto vestíamos roupas ensopadas, cabelos ensopados e, em uma das mãos, um saco de balas (felizmente não-ensopado), tudo a caminho do estacionamento.

Depois de toda explicação, eu e Leigh fomos embora. Antes de adentrar o carro, Leigh suspirou.

— Foi um acidente! Não acredito que fomos expulsos por isso!

— Pois é — concordei — Acho que nada de vir aqui novamente...

— Podemos aparecer disfarçados! — sussurrou.

— Ou então podemos encontrar lugares melhores!

— Tem razão! — concordou — Podemos fazer isso agora mesmo! — falou antes de abrir a porta do carro e retirar uma camiseta de lá dentro — Aqui! — me entregou — Pode se secar com ela.

— Como assim agora? Tem algum lugar em mente? — indaguei — Ah, obrigada! — peguei a camiseta.

— Ainda está cedo, acredito que acharemos um lugar legal!

(...)

A brisa do vento era fresca. Através das janelas abertas, pude ver o caminho arborizado da parte mais afastada da cidade que, naquela velocidade, quase fundia-se com o céu estrelado, provocando uma linda paisagem abstrata. Faziam exatos 30 minutos que estávamos no carro, desbravando estradas desconhecidas. Leigh, apesar de atento, parecia aborrecido — provavelmente por nossa curta experiência no parque.

Em uma tentativa de levantar seu ânimo, liguei o rádio.

Após muitos e muitos comerciais, achei um canal que, por sorte, não estava passando comercial.

— Finalmente uma rádio sem anúncio! — falei para quebrar o silêncio. Tocava uma música do Queen. Não reconheci, a princípio.

— Ah! Eu gosto dessa! — ele disse sorrindo, e em seguida murmurou baixinho — And everything's all by the way…

— Ei! Você tá cantando? — sorri.

— Não! — respondeu rapidamente com o rosto avermelhado.

— Tava sim! Eu ouvi! Por que não continua?!

— A-ah, e-eu… — coçou a nuca — Olha! Acabou! — pareceu aliviado quando outra música passou a tocar.

— Um dia vamos a um karaokê e então ouvirei seu lado artístico! — brinquei.

— Ei! — pareceu animado — Boa ideia! Podemos ir agora! — disse antes de digitar algo no celular. Posicionou o celular no colo, por isso consegui ver o gps.

A viagem continuou silenciosa, exceto pela música baixinha na rádio. Dessa vez pairava um clima agradável, mas isso não durou muito.

Enquanto observava a janela, prestei atenção na melodia e senti meu coração apertar. Aquela era a música que costumava ouvir com meus amigos da Rússia. Nós dizíamos que era "nossa música". Ouvi-la foi como um soco no estômago, um soco juntamente com todos os sentimentos negativos presente nos últimos dias.

Estive triste, desanimada, me sentindo rejeitada, e não os tinha mais a todo momento. Não era como se pudesse ligar para a Anne e pedir para me encontrar, ou então aparecer na casa de Miguel porque tive um dia ruim, ou até mesmo abraçá-los e ter certeza de que a fase ruim era somente uma fase ruim. Não. Não teria mais esse tipo de contato com eles pelos próximos três anos.

Quis chorar, mas não o fiz. Derramaria todas as lágrimas quando chegasse em casa, porque esse passeio precisava ser divertido.

Engoli a seco e tentei disfarçar a mágoa o suficiente para não transparecer — ao menos foi o que achei, mas provavelmente minha cara não era a das melhores pois Leigh se manifestou:

— Está tudo bem? — me olhou fixamente.

— Sim — respondi, e era nítido que não estava tudo bem. Minha voz soou carregada de tristeza, quase engasgada por lágrimas presas, que imploravam para sair.

— O que aconteceu? — perguntou parecendo mais preocupado ainda — É a música? Não gosta? Quer trocar? — falou mexendo na rádio e trocando para um canal com comerciais.

— N-não! Tá tudo bem, sério — foi tudo que consegui dizer.

Leigh deve ter falado mais alguma coisa, porém não prestei atenção. Concentrei-me apenas em não chorar. E fiquei assim durante uns cinco minutos até perceber que o carro havia parado.

O olhei como se perguntasse “o que está fazendo?” e ele compreendeu.

— Desisti do karaokê — falou — Esse lugar parece ser mais interessante.

Nós estávamos em uma espécie de parque ecológico iluminado somente pelos poucos postes de luz e também pela lua. Parecia deserto, mas não abandonado.

— Quer ir lá? — apontou em direção ao parque. Assenti.

Leigh desceu do carro e abriu a porta para que eu descesse também. Em seguida retirou o casaco molhado e o estendeu na porta, acredito que para secar.

— Já veio aqui antes? — finalmente pronunciei.

— Acabei de conhecê-lo. Fiquei determinado a encontrar um lugar que superasse o parque de diversões, mas acho que esse lugar parece ser o ideal hoje.

Caminhamos para explorar o parque até encontrar o que aparentava ser uma caverna, mas não dava para ter certeza devido a pouca luminosidade.

— Nossa, que legal! — disse eu — Não sabia que tinha cavernas nesse tipo de lugar!

— Nem eu! — ele confessou.

Tomei a iniciativa de entrar.

— Cuidado, Rosalya! Pode ter algum animal lá dentro!

— Estou indo devag… — comecei a dizer, mas pisei em falso e escorreguei em uma espécie de ladeira de barro — AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

— ROSALYA! — Leigh gritou quase instantaneamente ao momento que caí na água.

O tempo estava fresco, mas a água com certeza figurava em outra realidade. Era congelante. Foi como tomar um choque da ponta dos pés ao último fio de cabelo. Acidentalmente mergulhei por completo e consegui notar que a profundidade era muito maior que minha altura. Aquilo era um lago?

— ROSALYA! — gritou novamente. Sua voz estava mais abafada, talvez pela distância — ROSALYA VOCÊ ESTÁ BEM?

— Estou! — tentei gritar, porém soou mais como um gemido baixo. Aquele ambiente gelado havia sugado todo o ar de meus pulmões. — Cuidado onde você pisa!

— O QUÊ? NÃO ESTOU CONSEGUINDO TE OUVIR DIREITO! — a voz se aproximou.

— LEIGH, CUIDADO! — consegui gritar, mas era tarde.

Pude ouvir o som de algo se aproximando bruscamente antes de estrondar na água.

— Você tá bem?! — perguntei assim que seu rosto apareceu na superfície — Se machucou?

— Gelado — gemeu.

Suspirei de alívio ao ver que estava tudo bem.

— Sim! — ri com a situação. Ensopados duas vezes na mesma noite — O universo quer que a gente tome mais banho! — brinquei e ele sorriu também.

— Captei a mensagem! — olhou para o alto — Mais banhos. Está anotado!

— Isso aqui é um lago? — nadei em direção ao outro lado.

— Acho que sim! — respondeu — Ei, Rosalya! Cuidado! Pode haver algum animal! — nadou em minha direção.

Quanto mais me aproximava do outro lado, mais via a saída daquela “caverna” (ou sei lá o que era). Do outro lado havia a continuação do lago que compunha o parque, além dos arbustos e árvores.

— Vem! — falei — Vamos sair desse escuro.

Não havia nenhum poste próximo, mas a lua era suficiente para enxergarmos ao redor.

— Quem chegar primeiro ali, ganha! — Leigh apontou para a borda, e disparou em seguida.

— ISSO É TRAPAÇA! — gritei — Não acredito que criei um monstro!

Antes que ele a alcançasse, mergulhei e puxei seu pé para baixo do lago também. Ele, pego de surpresa, levou alguns segundos para se recompor, e essa era a minha chance de vencer. Porém os segundos de atraso não foram suficientes para pará-lo. Leigh me segurou e fez cosquinha, certamente como punição.

— HA HA HA! Isso… Isso não vale! — tentei dizer entre risos.

— Estamos quites agora — ele disse, sem parar as cosquinhas — Você me parou e, agora, eu te parei!

Prevendo que ele tentaria fugir, atirei uma boa quantidade de água em seu rosto. Com isso, as cosquinhas acabaram, mas não era o suficiente. Então, sem dar chance dele reagir, joguei mais e mais água.

Mesmo sem conseguir agir muito, Leigh jogou água de volta, buscando parar os ataques.

— Achou que tinha vencido, né?! — ri — Para o seu azar, sou invencível! — atirei o máximo de água que pude e nadei para sair.

Quase em terra, senti algo colidir comigo e caí de costas no chão. Fechei os olhos na espera daquilo despencar em mim, mas isso não aconteceu. Abri os olhos lentamente e vi Leigh acima de mim, nossos rostos quase encostando. Ele havia caído também, mas apoiou os braços no chão, ao meu lado, para não tombar completamente.

— Boa tentativa — sorriu acima de mim — Mas acho que também sou invencível.

Não sei se foi pela forma como falou, ou por nossos rostos estarem tão próximos, ou pela maneira que seu cabelo molhado pendia, ou pelo modo como a lua o iluminava, mas senti uma vontade imensurável de beijá-lo. Contudo, não o fiz.

— Já volto! — ele disse antes de levantar e caminhar em direção oposta ao lago.

Sua saída súbita me acordou dos pensamentos, mas não dos sentimentos agitados. Estes eram como se borboletas furiosas fizessem uma rebelião no estômago, dispostas a fugirem dali. Eram incontroláveis e fundiam-se com toda a tristeza encoberta, gerando algo avassalador, incapaz do cérebro digerir.

Sem notar, estava chorando descontroladamente. Todas essas informações eram demais para mim. A calada da noite encorajava as emoções, de alguma forma.

Contudo, as lágrimas logo cessaram quando ouvi os passos de Leigh.

Abaixei a cabeça para me recuperar. Com sorte a pouca iluminação, juntamente com o fato de estar encharcada, disfarçaria o rosto recém-chorado.

Senti algo quente cobrir meus ombros. Ao tocar, pude notar ser um casaco. Observando com mais atenção tive certeza de ser o casaco que Leigh havia pendurado no carro para secar.

— Esfriou, né? — ele disse ao se sentar na grama.

— Obrigada — falei.

— Aqui é um lugar bonito para desenhar — ele disse, sem me olhar, e sacou um sketchbook e lápis. Sem hesitação passou a rabiscar algo.

Durante uns minutos ouvimos apenas o som do lápis no papel. Todavia, quis dizer algo para quebrar o silêncio.

— Hoje mais cedo você falou que só usa o carro para situações especiais. Posso saber quais “ocasiões especiais” são essas? — perguntei em tom brincalhão, como se insinuasse segundas intenções.

— Visitar meus pais — respondeu sem tirar a atenção do papel.

— Você não mora com eles?

— Não. Moro somente com meu irmão — uma mecha rebelde, de seu cabelo molhado, pendia para frente, atrapalhando sua visão — Nos mudamos para cá há algum tempo porque queríamos viver na cidade. Nossos pais permaneceram na fazenda, então vamos visitá-los regularmente — jogou a mecha rebelde para trás.

— Você tem irmão? — questionei, perplexa — Achei que fosse filho único!

— Achei ter comentado antes — falou — Vivemos sozinhos aqui na cidade.

— Ah que legal, são emancipados! — falei, mas foi como se não tivesse dito nada. Ele estava muito concentrado nos rabiscos.

O som do lápis parou, mas logo foi substituído por outro material. Leigh sacou um ESTILETE, sabe-se lá de onde, e raspou no papel. Quis falar algo, porém apenas o observei para não atrapalhar sua concentração.

Ficamos assim cerca de dois minutos até o bater de um vento forte. Reparei em Leigh tremendo, então lentamente me aproximei, quase nos colando lado a lado, e coloquei metade do casaco em seus ombros. O casaco era grande o suficiente para cobrir nós dois. Ele pareceu surpreso com o ato.

— Ah, obrigado! — não pude ter certeza, mas por um segundo jurei ter visto seu rosto corar.

Ali, lado a lado, consegui ver com clareza o que fazia. Parecia desenho de algo. Leigh arrancou a folha e a ergueu para o céu, parecendo olhar pelo buraco que fez com estilete na folha.

— Olha, que bonito! — apontou com a cabeça para a folha erguida.

O papel continha um desenho de uma modelo com vestido, mas o lugar do que era para ser o vestido estava recortado. Naquele momento notei que o recorte era preciso, no exato formato de um vestido. Enfim percebi que a paisagem através do buraco era, na verdade, as cores do vestido. Tudo fez sentido.

— Nossa! — foi tudo que consegui dizer.

— Fica melhor dessa forma — ajustou a uma posição que captava o céu estrelado — Imagina um vestido cintilante assim! Você usaria?

— Claro que sim! — falei de prontidão — É um dos mais lindos que já vi!

Ele sorriu com a resposta. Em seguida, ainda observando através do papel, virou- se para meu rosto. Vi seu olho cinza fixar em mim, envolto a folha — uma cena engraçada, afinal. Sim, engraçada, mas não ri. Pelo contrário, senti novamente as borboletas rodearem o estômago.

— Não chora — ele disse. Depois abaixou a folha, acho que para mostrar como estava sério na sua fala.

Não entendi a princípio, mas aparentemente as borboletas haviam entendido, pois potencializaram a furiosa e incansável rota pelo estômago. Agora também percorriam o esôfago, pulmão, coração.

Como se ouvisse meus pensamentos, Leigh continuou.

— Vi você chorando quando voltei. Tentei pensar em algo para te animar, mas não soube o que dizer. Desculpe.

Então era isso.

Acho que as borboletas migraram para os olhos, porque senti lágrimas escorrerem sem permissão.

— Não chora! — repetiu, limpando meu rosto com uma das mãos — Quer conversar sobre o que te deixa triste?

— Nem eu sei ao certo o que é — confessei, triste.

— Então quer falar sobre algo bom? — sugeriu.

— Pode ser — assenti, depois respirei fundo para tentar me recompor — Meus amigos. Vou falar deles.

Leigh permaneceu quieto, encarando atentamente. Seu semblante era de preocupação.

— São cinco. Anne, Chris, Miguel, Vicky e Josh — comecei — A Anne tem o cabelo curtinho, preto — gesticulei com as mãos — Ela é o pavio curto do grupo, não leva desaforo de jeito nenhum! — sorri ao lembrar das situações — E adora uma festa!

Leigh sorriu.

— Tem foto dos seus amigos? — perguntou — Deve ser mais fácil de visualizar.

— Boa ideia! — concordei — Ah, o celular ficou no carro.

— Deixa que eu pego! — ele disse antes de correr para alguma direção.

Poucos segundos depois, retornou com o celular.

— Aqui — o entregou e tornou a sentar ao meu lado. O cobri novamente com o casaco.

— Obrigada! — cacei por qualquer foto apresentável — Essa é a Anne! — dei zoom para que visse melhor.

— Ah sim. Ela parece mesmo ser brava!

— Né?! — o empurrei com o cotovelo — Esse aqui é o Chris, o mais sem noção! — apontei para o menino de cabelo castanho claro ondulado — Ele sempre usa essas toucas azuis. Todo dia um tom de azul diferente. Além disso, é bem animado! — sorri — E engraçado também!

— Ele parece ser divertido!

— Esse é o Miguel — mostrei o mais alto, de cabelo preto quase raspado — Ele é bem fortão! Gosta de esportes e essas coisas! — lembrei de seus incontáveis treinos — É o mais carinhoso do grupo. Bem protetor, próximo a um paizão.

— Legal!

— Esse é o Josh — apontei para o garoto de topete, ao lado de Miguel — Ele é bem piadista. É do tipo sincero-engraçadão. É esportista igual o Miguel! Eles vivem grudados! As meninas adoram ele! — sussurrei a última parte.

Leigh endireitou a coluna e desfez o sorriso gentil.

— Não se preocupe, só tenho olhos para você! — brinquei. Ele engasgou e tossiu compulsivamente — É brincadeira! É brincadeira! — bati em suas costas para tentar ajudar.

A tosse parou após poucos segundos e Leigh, com o rosto mais vermelho que um pimentão, finalmente falou.

— Estou bem! — fixou os olhos no celular. Por pouco quase pude ouvir seu pensamento de se fundir à aquele celular.

— Por último, a Vicky — voltei a falar para amenizar o clima constrangedor — Ela é conselheira, nossa psicóloga — apontei para a menina mais baixa, de cabelo loiro curtinho, com mechas rosas — Ela é bem pegadora também — sorri — Lembra daquela história de “cordão dourado”? — Leigh assentiu — É por causa dela. Seu ex-namorado costumava encher ela de presentes e sempre estava lá quando ela precisava! — continuei — Ele usava um cordão dourado o tempo todo! Então passamos a chamar de “cordão dourado” pessoas boas que aparecem para gente.

Leigh pareceu surpreso, e um pouco sem graça.

— É por isso que me chamou assim naquele dia? — perguntou.

— Sim — assenti — Uma pena os dois não darem certo. O ex era muito legal.

— Obrigado! — ele disse, aparentemente ainda digerindo as informações — Obrigado pelo elogio! Fico feliz que me veja assim… — coçou a nuca. Sorri em resposta.

(...)

Após uma hora chegamos em minha casa. A viagem havia sido tranquila, e com músicas mais legais. Embora nossos corpos não estivessem encharcados, os cabelos ainda permaneciam úmidos. Além disso, estávamos sujos de terra e grama. Certamente o carro de Leigh teria de passar por uma limpeza pesadíssima.

Antes de sair do carro, peguei o chaveiro de polvo — prêmio da barraquinha de patinhos — e o entreguei.

— Combina mais com você! — brinquei.

Fui respondida com um olhar confuso.

— Agradecimento por hoje — eu disse. Ele sorriu.

— Obrigado.

No dia seguinte, combinei com Leigh de nos encontrarmos para agradecê-lo corretamente.

— Achei que já havia me agradecido — ele disse, em frente ao balcão.

A loja ainda não estava aberta, ele entrou mais cedo naquele dia. Possivelmente para trabalhar no vestido de ontem.

— Te agradeci por ontem. Agora vou te agradecer pelo apoio! — puxei um pote de dentro da mochila. Era manhã, teria de ir para escola após isso — Acredito que chegamos a um ponto CRÍTICO — fiz uma pausa misteriosa — Onde já posso apresentar o doce mais incrível da face da Terra! — me dei conta de que parecia o Chris falando dessa forma. Sorri com a lembrança — Chegou sua hora de provar!

Encarei fixamente, para ele perceber a seriedade de minhas palavras.

— Conheça… — abri o pote — Vatrushka!

O cheiro daquela delícia invadiu o ambiente. Sem dúvida até os mais enjoados se curvam perante a grandiosidade da Vatrushka.

— Eu mesma fiz! Acredita que nenhuma lanchonete, aqui perto, vende isso?! — voltei a fechar o pote e o entreguei — Depois me conta o que achou — pisquei, antes de sair a caminho da escola.

Notas finais
Espero que tenha gostado! Gostei muito de fazer este capítulo, fluiu bem. Nos vemos logo! Beijinhos da TiaManda ♥