Notas iniciais
Eaee, como vai?

Sabe quando você faz aquela leitura para passar o tempo, se distrair ou só esquecer que o mundo real existe?
Então, "Diário de Rosalya" tem como intenção ser um romance leve, tipo os livros que lemos para melhorar o humor e abandonar as notícias ruins por um momento.

Esta é a minha primeira fanfic, espero que gostem!!! Sz sz

Beijinhos da TiaManda!

Confesso que não tenho problemas com apresentações, mas tenho MUITA dificuldade com despedidas. E estou enfrentando uma neste exato momento.

Meu nome é Rosalya e vou me mudar para a França. Isso, França. "Mas por que França?" Você deve estar se perguntando, ou se não está, deveria.

Na verdade não deveria, o motivo é o mais clichê possível. A clássica adolescente de quinze anos que muda de casa porque seu pai foi promovido no trabalho e agora precisa trabalhar em outro país.

Logicamente, é muito louco ter de viver em outro lugar. É como se sua vida tivesse que recomeçar do zero. No fundo, bem no fundo, eu sinto entusiasmo em poder ter essa experiência, porém, no momento, o único sentimento que insiste em aparecer, é a tristeza.

A pior parte disso tudo é deixar meus amigos para trás. Eles fazem parte desses quinze anos. Eles fizeram de mim o que sou hoje. E não, isso não é drama. Isso são fatos. FA-TOS. Ponto final.

— Rosa? – Anne me despertou de meus pensamentos. Estavamos sentadas lado a lado num baco qualquer da praça, sentindo o frio dos primeiros flocos de neve que caíam sobre nossos rostos. – Eu tenho um presente.

— Ah é? – sorri – e o que é?

Ela retirou de seu bolso um colar, lindo por sinal, com um pingente no formato de um floco de neve.

— Ai meu Deus! Olha só isso! Tô ficando cega de tanto brilho!

— Exagerada! – ela riu. – Tem as nossas iniciais atrás, foi um presente que todos eles ajudaram a comprar – apontou para os meninos brincando na neve.

Josh e Chris estavam disputando quem acertava mais bolas de neve no lixo. Miguel e Vicky faziam anjinhos no chão. E eu, não conseguia mais segurar o choro. As lágrimas travessas escapavam sem minha permissão.

— Nós combinamos de não chorar, lembra? – ela ria – Aah, não faz isso que eu não aguento também. – me abraçou e eu retribuí.

— Eu te amo. EU AMO TODOS VOCÊS! – gritei para eles.

— ABRAÇO COLETIVOO! – Miguel gritou de volta, e todos vieram e praticamente se jogaram em cima de mim.

— Vocês estão me esmagando – tentei dizer alto, mas minha voz soou quase imperceptível, como um sussurro agudo e sufocado.

— Aperta mais!

— Cala a boca, Josh. – respirei com dificuldade – ai, socorroo.

— Tá, chega! – Anne os empurrou – Ela vai morrer antes de chegar na França.

— Pelo menos ela fica com a gente! –Chris não me soltava.

— E como ela vai conseguir aqueles docinhos franceses pra gente? – Vicky sorriu.

— Doce eu faço! – exclamou bravo.

— Não estou falando comida, Chris. – piscou ainda sorrindo.

— Sua sem vergonha. – Chris disse. Ela mostrou a língua para ele.

— Eu vou sentir tanto a falta de vocês. – eu disse.

— Credo, parece que alguém vai morrer. – Josh se pronunciou – Você acha mesmo que nós vamos parar de te encher o saco? O Chris e a Anne até agendaram uma visita pra lá. AI! – Anne deu uma cotovelada nele. Eu ri.

— Aí gente, quem topa WayCoffe? – Miguel me encarou – Para uma última despedida? – Todos concordaram.

— Claro que topo. Não sei quando vou poder tomar aquele capuccino incrível de novo.

(...)

Querido diário, agora é oficial, estamos partindo. Eu não sei te dizer exatamente o quanto odeio o fato de ter que me afastar daqui.

É verdade que estive dividida nas últimas semanas entre animação e lamentos, mas agora, definitivamente os lamentos são os persistentes. Tentei de muitas formas ficar, mas não adiantou, meus pais não aceitaram. E eu não queria essa mudança. Por isso, brigamos. Não estamos nos falando muito. Discutimos ontem, estão muito chateados comigo, principalmente meu pai, mas acho que ele compreende meu lado. Eu também entendo o dele, é só que... É complicado.

(...)

Aeroporto. Ah, aqui deve ser o lugar onde as despedidas dolorosas acontecem. É tão branco e tão sem graça. As pessoas parecem já estarem adequas ao lugar. Engravatadas, comportadas, pouca conversa, com exceção daquele grupo, os únicos escandalosos daqui. Caramba, eles não calam a boca.

Aqui não é farra, será que custa muito respeitar meu momento depressão?!

Se bem que, olhar pra eles só me deixa mais triste. Aquela touca me lembra muito o Chris, e aquele cabelo curtinho é parecido com o da Vicky, e aquela risada... Aquela risada... Um minuto! É idêntica a da Anne... Impossível! Eu podia jurar que... Ah não! Eles são incríveis!

— Vocês são demais! – me aproximei – eu não acredito que estão aqui – minha voz carregava inúmeras emoções.

— SURPRESA! – gritaram em uníssono, antes de me abraçarem.

— Eu amo vocês, muito.